Resposta a muitos leitores

Uma das perguntas que mais vezes me é colocada relaciona-se com o fim do wokismo: será que o período woke já acabou? A resposta é complexa por duas razões: não só a futurologia é uma modalidade perigosa, como tudo depende do que entendermos por wokismo. Ainda assim, vou sugerir uma estratégia inspirada nos comentários às grandes voltas transmitidas pela EuroSport. Como as emissões são longas e é preciso preencher o tempo, Olivier Bonamici costuma perguntar: qual é o ciclista que vão seguir nesta etapa com mais atenção? (não necessariamente porque pode ganhar, mas porque temos curiosidade em saber o que é capaz de fazer) Podemos politizar esta pergunta: há alguma figura pública que possamos seguir para perceber o futuro do wokismo?

A oferta de estadistas

A 23 de dezembro de 1783, na Maryland State House, em Annapolis, o homem mais poderoso da América entrou numa sala cheia de congressistas e devolveu o poder. George Washington comandara o Exército Continental durante oito anos. A guerra estava ganha, o exército adorava-o, e o governo civil que pretendia dar-lhe ordens estava falido, débil e receoso dos próprios soldados. A história oferecia precedentes mais sombrios — César, Cromwell e, poucos anos depois, Bonaparte. Washington entregou a patente ao Congresso, fez uma vénia e regressou a Mount Vernon a tempo do Natal. Quando Jorge III soube do que ele tencionava fazer, terá dito que, se o fizesse mesmo, seria o maior homem do mundo. Fê-lo. Nove meses antes, em Newburgh, enfrentara oficiais que conspiravam contra a autoridade civil e desarmara a revolta com um gesto: tirou os óculos, atrapalhou-se com eles e observou que envelhecera e quase cegara ao serviço do país. Valeu mais do que um exército.

Extrema direita vence eleição regional na Alemanha; quem é Ulrich Siegmund

Mundo

Candidato do AfD focou em políticas antimigratórias. Essa é a 1ª vez que um partido dessa ala vence uma disputa local na Alemanha desde 1945

06/09/2026 20:21

Christian Schroedter/IMAGO
Extrema direita vence eleição regional na Alemanha; quem é Ulrich Siegmund

Pela primeira vez,  a extrema direita venceu uma eleição regional na Alemanha desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Na liderança desse movimento, está Ulrich Siegmund, de 35 anos, que teve ascensão graças às redes sociais.

Segurança Social: nem alarmismo nem imobilismo

Pobre país este. As perspetivas dos efeitos devastadores do El Nino relembram a gravidade das alterações climáticas, acentuadas pelo recente relatório da ONU. Há três guerras de que mais se fala – pois mais próximas de nós ou porque nela estamos envolvidos – e outras guerras aparentemente menores, mas com consequências humanitárias dramáticas. Vai haver eleições na Alemanha no Estado na Saxónia que poderá dar pela primeira vez a vitória estadual, e o governo, a um partido populista de extrema direita (AfD). Porém, aqui o grande tema da próxima semana é uma moção de censura, de morte anunciada, a um governo para que demita um ministro. Apesar de derrotada será uma vitória para André Ventura que consegue mais espaço mediático e que, só devido à antecipação consensual da data, mantém a possibilidade de entregar outra moção de censura na próxima sessão legislativa que agora começa. Enfim, sinais dos tempos…

Uma saída democrática para a crise na Guiné-Bissau

O referendo de 30 de Agosto na Guiné-Bissau não constituiu resposta à crise política em que o país está mergulhado, mas, pelo contrário, um agravamento na mesma linha do golpe de 26 de Novembro de 2025. As autoridades de transição construíram o seu poder por dois actos ilegítimos: primeiro, o derrube das autoridades legítimas; segundo, a destruição das eleições de 23 de Novembro, que iria reconfigurar a legitimidade democrática guineense. Agora, acrescentaram um terceiro acto ilegítimo: a fraude evidente nos resultados de um referendo que já era irregular.

Leia como foi o fim de semana dos candidatos a presidente | Jovem Pan

A agenda dos presidenciáveis neste fim de semana incluiu lançamentos de campanha, caminhadas, panfletagens e eventos políticos. Também participaram de entrevistas, visitas, atos com aliados, encontros com representantes do setor produtivo e participação em eventos de campanha e manifestações políticas.

Eleições 2026: veja como foi o 22º dia de campanha dos candidatos ao governo do Amapá | G1

Após o início das atividades em 16 de agosto, candidatos cumprem compromissos neste domingo (6). Primeiro turno está marcado para 4 de outubro.


  • Os candidatos ao governo do Amapá realizaram agendas de campanha neste domingo (6). As atividades incluíram, reuniões, caminhadas, gravação de conteúdo para as redes sociais e visitas em Macapá e Vitória do Jari.

Festival das Nações reúne gastronomia e atrações gratuitas em Santos | G1

Evento no Novo Quebra-Mar tem pratos mexicanos e coreanos, música, dança, espaço kids e economia criativa, das 11h às 22h.


  • O Novo Quebra-Mar, em Santos, sedia até terça-feira (8) o Festival das Nações. O evento gratuito oferece gastronomia internacional, economia criativa e atrações culturais.

Quem é Katharine Birbalsingh, a directora mais rigorosa de Inglaterra que pôs Eton em sentido

Hoje é o primeiro dia a sério depois das férias. O trânsito volta, os escritórios enchem-se e o Parlamento, que só reabre oficialmente a 15 de Setembro, reúne esta segunda-feira a Comissão Permanente para convocar um plenário extraordinário. Amanhã, às três da tarde, debate-se uma moção de censura que vai render muitos likes e muito engagement sobre o ministro querido de todos, de António Costa a Luís Montenegro, o homem da piscina que afinal era um tanque.