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As notícias com António José Soares.
Boa noite. A linha ferroviária do Norte está cortada nos dois sentidos, na zona de Vila Franca de Xira, devido a um incêndio naquele concelho. Uma informação avançada à Lusa por fonte das Infraestruturas de Portugal. Este fogo em Vila Franca de Xira mobiliza cerca de 100 operacionais, de acordo com a Proteção Civil. No local encontram-se também cerca de 30 veículos neste combate às chamas. O alerta de incêndio foi dado por volta das 20h. O fogo lavra numa zona de mato na freguesia de Povos. O trânsito foi condicionado também na Ponte Marshal Carmona, que estabelece a ligação entre Vila Franca e Samora Correia. A petição contra o campo de tiro em Alter do Chão ultrapassou as 2500 assinaturas. Este número significa que a petição pode ser apreciada em debate por uma comissão parlamentar. Em causa está a transferência do campo de tiro da Força Aérea de Alcochete para Alter do Chão, no distrito de Portalegre, uma medida que foi anunciada em março pelo governo, na sequência da construção do novo Aeroporto Luís de Camões, em Alcochete, e por isso o novo campo de tiro militar tem que ser instalado agora nos concelhos de Alter do Chão, Crato, Fronteira e Monforte, onde vai ocupar uma área de cerca de 7500 hectares. Segundo os assinantes da petição, atravessa este novo campo de tiro militar terras agrícolas em produção e um gasoduto da rede nacional de transporte de gás. O movimento cívico exige a publicação do perímetro e dos estudos que fundamentam a escolha da nova localização do campo de tiro. Um avião da TAP com destino a Boston, nos Estados Unidos, aterrou este domingo de emergência no Aeroporto das Lajes, nos Açores. Segundo a fonte de comunicação da transportadora, o voo que partiu de Lisboa fez uma escala não programada na Ilha Terceira por precaução para avaliar uma questão técnica. Recordamos que já no sábado, um outro voo da TAP que descolou com destino a Curitiba, no Brasil, regressou a Lisboa devido a uma questão técnica. Lá por fora, Marrocos reconhece que 40 mil pessoas entraram em Ceuta e atribui a crise às redes sociais e redes de tráfico. Em comunicado citado por vários jornais espanhóis, o Ministério do Interior marroquino diz que estas 40 mil pessoas atravessaram a fronteira em direção àquele território. Rabát admite ainda que 11 pessoas morreram em Ceuta, 10 delas afogadas, e que 1135 chegaram a Melilha. Marrocos atribui ainda a deslocação de imigrantes para Ceuta às redes sociais e às máfias de tráfico de pessoas. A nota do governo marroquino avança ainda que o país vai continuar a ser um parceiro fiável e responsável, comprometido com o fortalecimento da cooperação e coordenação internacionais no âmbito da luta contra a migração ilegal e tráfico humano. Durante este domingo, o exército espanhol tem estado a distribuir água aos migrantes que continuam em Ceuta. Desde este território, a enviada especial do Observador, Inês André Figueiredo, explica que o governo de Madrid está a concentrar os migrantes em dois locais para assegurar a organização da cidade.
"Houve aqui uma espécie de tentativa de centralizar as pessoas em dois espaços. Um deles é o CETI, que é a organização de alojamento temporário para os migrantes, que já estava cheia mesmo antes desta crise começar. As pessoas estão à porta, não têm comida, não têm água e, portanto, tornou-se ali a situação um pouco complicada. E depois na praia, quando se desce deste centro, vai-se ter uma praia, uma estrada curta que vai levar a uma praia, e o que as autoridades espanholas fizeram foi tentar reter o máximo de pessoas possível nessa praia para que não andem pela cidade a deambular."
O relato da jornalista Inês André Figueiredo, enviada especial do Observador a Ceuta. E o Papa classifica de alarmante a crise migratória em Ceuta. Este domingo, no Vaticano, Leão XIV pediu soluções para o problema. O líder da Igreja Católica considera que Ceuta precisa de paz, estabilidade e justiça.
"Sigo com preocupação a alarmante situação em Ceuta. Peço a Deus, por intercessão do Nosso Senhor de África, que se possam encontrar soluções de paz, estabilidade e justiça. Continuemos a pregar pela paz, porque no mundo existe uma guerra. Temos de encontrar soluções diplomáticas para os conflitos. Recordemos todas as vítimas das hostilidades, sobretudo as mais fracas e indefesas: crianças, idosos e doentes."
As palavras do Papa Leão XIV este domingo no Vaticano. O Irão garante que o estreito de Ormuz não vai regressar à situação pré-guerra. Uma informação avançada pela Al Jazeera, que cita o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do regime de Teerão. Esmail Baghei afirmou ainda que as negociações em curso entre o Irão e Oman sobre a via navegável não têm qualquer relação com a abertura ou encerramento daquela passagem. Já o Times of Israel citou o chefe da diplomacia iraniana e escreve que Irão e Oman estão na reta final das negociações para a gestão conjunta do estreito de Ormuz. Perto de 28 mil bombeiros combatem as chamas nos Estados Unidos. A onda de calor que se sente no país aumentou o risco de incêndio, sobretudo na região noroeste, onde os estados de Washington e Oregon enfrentam a situação mais complicada dos últimos 30 anos. De acordo com a entidade oficial do governo norte-americano que coordena a resposta aos fogos, existem cerca de 100 incêndios de grande escala ativos. Já arderam 2,1 milhões de hectares de terreno. Perto de 28 mil operacionais combatem as chamas, com o apoio de mais de 1700 veículos terrestres e mais de 210 helicópteros. Só neste ano já se registaram perto de 46 mil ocorrências. Morreram duas das quatro pessoas que seguiam a bordo dos dois helicópteros que colidiram na Grécia. Os aparelhos participavam no combate a um incêndio na região de Psata, a oeste de Atenas. O Serviço Médico de Emergência da Grécia anunciou que os dois tripulantes, um grego e um dinamarquês, não resistiram aos ferimentos. Os outros dois pilotos, de nacionalidade grega e britânica, conseguiram sobreviver. Entretanto, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, já veio demonstrar na rede social X o seu pesar pela morte destes dois tripulantes envolvidos na colisão destes dois helicópteros de combate às chamas na Grécia. A informação está de regresso à Rádio Observador quando for meia-noite e meia, já com uma edição do jornalista Ricardo Lopes. Eu despeço-me por aqui. Tenha a continuação de uma excelente madrugada na companhia da Rádio Observador. Boa noite.