00h. Mais de 500 bombeiros combatem incêndios em Beja

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Tem ponto? Jornal da Meia Noite, com edição da Laura Figueiredo. E começamos, Laura, pelo futebol. Na estreia de Jorge Jesus como selecionador nacional, Portugal venceu o País de Gales por uma bola a zero.

A equipa portuguesa marcou o único golo da partida à passagem do minuto 22, autoria de João Félix. Cristiano Ronaldo ainda conseguiu pôr a bola na baliza aos 60 minutos, mas estava em posição de fora de jogo. No final da partida, Jorge Jesus afirmou que o segredo do triunfo esteve no trabalho defensivo.

Como é óbvio, o resultado é sempre importante, porque toda a gente faz análise pelo resultado. E eu faço análise pelo resultado, que foi importante, mas faço também uma análise, mesmo que não ganhasse, pela organização defensiva da equipa. Reparem, a gente contra Gales fez-nos um remate num golo, um remate num golo. A equipa defensivamente conseguiu segurar esta vitória. Foi a equipa defensivamente que conseguiu segurar esta vitória.

Já o autor do único golo da partida, João Félix, admite que a exibição foi melhor do que o resultado.

Acho que a exibição foi muito boa para o primeiro jogo, para dois dias de treino com o mister. Assimilar as ideias todas não é fácil. Acho que, de modo geral, fizemos um grande jogo. Uma seleção que também não era fácil, mas soubemos controlar, soubemos pressionar, controlámos o jogo, acho que não nos deixámos respirar. Inclusive criamos inúmeras oportunidades. Não fizemos mais porque não calhou. Foi um zero, mas acho que poderiam ter sido dois, três ou quatro. Mas de modo geral, estou muito contente com a exibição e acho que todos estão.

Reação de João Félix depois da partida. Portugal soma assim os primeiros três pontos na Liga das Nações. O próximo jogo está marcado para domingo, frente à Noruega.

E vai ter emissão especial com relato em direto aqui na Rádio Observador. Seguimos nesta edição da Meia Noite. Laura, há nesta altura dois incêndios ativos no distrito de Beja, um em Ourique e o outro em Odemira.

Os dois focos de incêndios estão circunscritos a áreas florestais. A Proteção Civil garante que não houve necessidade de evacuar as zonas de habitação, apesar de admitir a necessidade de preocupação por parte da população. As chamas chegaram a obrigar ao corte de algumas linhas de comboio, que estão já a ser reabertas. À Rádio Observador, o comandante Paulo Santos, da Autoridade Nacional da Proteção Civil, adianta que o incêndio mais preocupante é nesta altura o de Odemira.

O incêndio mais preocupante é o de Nave Redonda, no Conselho de Odemira. Isto por quê? O incêndio desenvolve-se com várias frentes, ainda sem possibilidade de ser dominado. A registrar o despiste do veículo florestal de combate a incêndios do Corpo de Bombeiros de Portimão, do qual resultaram dois feridos leves.

Paulo Santos garante ainda que muitos dos meios ainda não conseguiram sequer chegar ao teatro de operações.

Estes dois incêndios estão a desenvolver-se numa área cujo combustível está extremamente seco e, portanto, está a desenvolver-se de uma forma bastante rápida, quer pela influência do vento, quer também na zona de Odemira, agora pela influência da serra. Muitos dos meios ainda não conseguiram chegar sequer ao teatro de operações. Se estiverem agora nas próximas horas no teatro de operações, julgamos estarem reunidas condições para se iniciar o domínio do incêndio.

Explicação do comandante Paulo Santos, da Autoridade Nacional da Proteção Civil, à Rádio Observador. Já em Resende, no distrito de Viseu, uma bombeira ficou ferida com gravidade no incêndio, onde estão mais de 100 bombeiros.

Seguimos nesta edição da Meia Noite com as declarações do primeiro-ministro, Laura, que quer um Conselho de Segurança da ONU mais transparente, democrático e representativo.

Luís Montenegro discursou esta quinta-feira na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, poucos meses de Portugal regressar ao Conselho de Segurança da ONU como membro não permanente. O primeiro-ministro explica quais vão ser as prioridades da representação portuguesa.

No Conselho de Segurança, Portugal estará empenhado em três grandes prioridades: prevenir, cooperar e proteger. Prevenir as crises e os conflitos com grave impacto humano, que infelizmente grassam em vários continentes e que são muitos, e não apenas aqueles que muitas vezes estão nas notícias. Para nós, não há conflitos de primeira nem de segunda classe. Todos nos interpelam, todos nos preocupam, todos nos mobilizam. Cooperar e desenvolver as nossas parcerias num conselho mais transparente, mais representativo e mais democrático. Cooperar e proteger.

Na Assembleia Geral das Nações Unidas, o primeiro-ministro apelou ainda ao fim do masoquismo coletivo, que considera estar a causar a escalada dos preços dos combustíveis.

Esta é uma crise insensata, porque é má para todos. E nós temos de acabar com esta espécie de masoquismo coletivo. E temos de o fazer rapidamente para encerrar este capítulo, que é um capítulo que gera um prejuízo para todos. Todos temos o dever de aprender com as lições da crise dos anos 70 e evitar o que então aconteceu. Seremos também todos julgados pela forma como formos capazes de lidar com este desafio.

Luís Montenegro, que apelou ainda ao fim da tragédia humanitária no Médio Oriente e insistiu ser necessário caminhar para uma solução da coexistência de dois Estados, Israel e Palestina. Primeiro-ministro que discursou numa sala algo vazia. Isto porque a intervenção anterior foi a de Benjamin Netanyahu.

E precisamente, Laura, nesse discurso, o primeiro-ministro israelita afirmou que acusar Israel de genocídio é a maior mentira do século.

O primeiro-ministro israelita começou por falar sobre o programa nuclear do Irão, disse que os ataques contra as instalações iranianas foram uma das decisões mais fáceis que já tomou. E quanto às acusações de genocídio a Israel, Netanyahu contra-argumenta.

Que regime genocida dá 1 milhão de vacinas contra a poliomielite aos inimigos? Que regime genocida permite a distribuição de 2 milhões de toneladas de comida para Gaza? Isso é uma tonelada para cada pessoa. Acusar Israel de genocídio é a maior mentira do século.

O discurso do primeiro-ministro israelita arrancou com algum atraso e com bastantes protestos. Foi mesmo necessária a intervenção do presidente da Assembleia Geral da ONU.

Senhor Presidente, antes de começar, um anúncio rápido. Se há outros cobardes morais que ainda não saíram desta sala, por favor, saiam agora. Muito obrigado.

Cobardes morais, é assim que Netanyahu se refere às dezenas de delegados que abandonaram a sala no início do discurso. O primeiro-ministro israelita afirma que, em privado, estes mesmos líderes agradeceram Israel pela destruição das armas nucleares do Irã.

De regresso à atualidade nacional, a ministra do Ambiente acusa o líder do PS de causar alarme social. Maria da Graça Carvalho garante a segurança energética do país.

É a resposta da ministra a José Luís Carneiro, que esta tarde fez declarações a denunciar a transferência de parte das reservas estratégicas de petróleo de Portugal para França. Esta transferência foi feita no ano passado, depois da Galp ter comunicado à entidade que gere as reservas estratégicas que deixou de ter capacidade de armazenamento disponível depois do encerramento da refinaria de Matosinhos. Na conferência de imprensa, depois da reunião do Conselho de Ministros, a ministra deixou a resposta.

O que o senhor secretário-geral do Partido Socialista fez hoje foi um exercício de irresponsabilidade, tanto pela falsidade dos argumentos como pela incapacidade de reconhecer as consequências de fatos que ocorreram durante o governo liderado pelo partido a que pertence, o Partido Socialista.

A acusação da ministra Maria da Graça Carvalho a José Luís Carneiro. A governante explica que o crude que está armazenado em França só pode ser usado por Portugal.

Portugal tem 132 mil toneladas de crude armazenado em França, mas gostava de salientar que este crude é propriedade do Estado português e pode ser mobilizado a qualquer momento por decisão do governo e só pode ser utilizado pelo nosso país, por decisão do governo.

O governo quer investir 60 milhões em armazenamento para reservas petrolíferas em Portugal e já pediu um estudo nesse sentido. E, por isso mesmo, a ministra do Ambiente assegura que esta solução é temporária.

E Laura, as propostas do Chega e do PS para responder ao aumento do custo de vida foram chumbadas no Parlamento.

Tal como esperado, nenhuma iniciativa, tanto projeto de lei ou apenas recomendação ao governo, teve luz verde. PS e Chega trocaram acusações sobre quem tem estado ao lado do governo, num debate em que Hugo Soares comparou André Ventura a José Sócrates e em que o líder do Chega deixou um desafio a José Luís Carneiro. Miguel Viterbo Dias.

Num debate que começou já com as decisões tomadas, André Ventura desafiou o PS.

O Partido Socialista inviabiliza a descida do IVA dos combustíveis para o próximo ano e o Chega viabilizará o projeto de resolução do Partido Socialista.

Troca por troca na aprovação de propostas, enquanto José Luís Carneiro ignorava e olhava para o telemóvel e insistia, ao fim de hora e meia, que as medidas são precisas agora.

Agir tarde, agir ao retardador, só contribui para agravar o cenário, já de si sombrio, para as famílias, para as empresas. Está na hora de agir para já e não para janeiro.

José Luís Carneiro a lembrar que este ano só o governo pode aplicar mais medidas, numa discussão que descambou desde o início, quando Hugo Soares comparou Ventura a José Sócrates.

Está definitivamente encontrado o novo engenheiro José Sócrates da política portuguesa. Para o senhor deputado André Ventura, não interessa quanto, como, onde, o que importa é o caminho e o seu caminho é levar o país à bancarrota. Peço imensa desculpa ter que lhe dizer olhos nos olhos, com a coragem que o senhor gosta, dizer que a mim ninguém mete medo, eu vou lhe dizer: o senhor é um aldrabão.

Os termos utilizados pelo líder da bancada social-democrata mereceram duas reprimendas do presidente Aguiar Branco. André Ventura, que tinha criticado a ausência do governo e comparou a descida do IVA dos combustíveis com a recente operação de entrada na REN.

O Estado gastou na REN, recentemente, 390 milhões de euros. Descer o IVA para a taxa intermédia durante os três últimos meses do ano custaria 300 milhões de euros. Era mais baixo e mais fácil e mais eficaz.

Perante a troca de argumentos entre os três maiores partidos, a presidente da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, concluiu.

Há, de facto, os três maiores partidos nesta Assembleia da República. São inúteis.

A líder dos liberais num debate sobre a descida do IVA dos combustíveis e a isenção de IVA no cabaz alimentar, com todas as propostas a serem rejeitadas.

O jornalista Miguel Viterbo Dias, com os destaques deste debate na Assembleia da República. As 14 iniciativas propostas pela oposição acabaram todas por ser rejeitadas.

Onze minutos para a meia-noite. Damos outras notícias que importa destacar nesta edição, Laura.

O presidente francês nega que a CIA tenha alertado França para um possível ataque russo com drones no sul da Europa. Emmanuel Macron diz que os serviços secretos franceses não receberam qualquer aviso da agência norte-americana. A informação tinha sido avançada pelo jornal espanhol El Mundo, que noticiou que Espanha, França e Itália poderiam ser alvo de uma operação russa com drones lançados a partir de navios mercantes. Emmanuel Macron admite, ainda assim, que de facto França pode vir a ser alvo de um ataque deste tipo. Volodymyr Zelensky revelou hoje que a Ucrânia assinou um acordo muito importante para conseguir mais mísseis Patriot. No entanto, o presidente ucraniano não revela com quem chegou a este entendimento comercial. A necessidade de mísseis Patriot tem sido um dos apelos mais repetidos por Zelensky à comunidade internacional. Na Venezuela, centenas de pessoas concentraram-se hoje em Caracas para exigir o regresso de Maria Corina Machado ao país e também para reivindicar à presidente interina, Delcy Rodríguez, novas eleições presidenciais e também a liberdade para os presos políticos. Entre os manifestantes esteve o luso-venezuelano e ex-preso político William Dávila. Em declarações à Agência Lusa, defende que Maria Corina Machado está a ser vítima de violação dos direitos e acusa a atual presidente interina de cinismo e de tentar enganar a comunidade internacional.

Notícia de fecho neste jornal da meia-noite, que fecha também a noite informativa desta quinta-feira com a Laura Figueiredo. Laura, um bom descanso.

Obrigada, até amanhã.

As notícias estão de regresso à meia-noite e meia, já com edição do Hugo Fortunato de Oliveira.