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Noite. As notícias com Laura Figueiredo. Dia histórico na Alemanha perante a vitória do partido de extrema-direita AFD, no Estado Federal da Saxônia-Anhalt, a líder nacional do partido pede eleições antecipadas no país. A líder do partido Alternativa para a Alemanha considera que o resultado obtido hoje nacionaliza a vitória confortável e diz que o chanceler Frederick Merz vai ser substituído até ao Natal. De acordo com as sondagens, o partido AFD pode atingir 44% das intenções de voto. Ainda assim, o partido de extrema-direita pode não alcançar a maioria absoluta. As sondagens à boca das urnas apontam para, no melhor dos casos para o partido, um resultado abaixo dos 42 deputados necessários para alcançar a maioria absoluta no Parlamento estadual. Em segundo lugar, ficam os democratas cristãos da CDU, com cerca de 18% das intenções de voto. O partido Die Linke e o Partido Social-Democrata devem conseguir obter 9%. A CDU já admitiu a derrota, garante que não está disponível para coligações. Quanto ao líder da AFD, na Saxônia-Anhalt, Ulrich Siegmund, diz estar disponível para uma coligação, mas não abdica dos princípios do partido.
As pessoas demonstraram que querem, finalmente, uma mudança política e, acima de tudo, demonstraram que a querem conosco. Transformamos o resultado das eleições exatamente como queríamos. 45% é um resultado realista e um ótimo sinal. Estou curioso para ver quais as consequências no meio político de Berlim para os próximos dias. É claro que vamos assumir a nossa responsabilidade política. Vamos fazer o que prometemos durante toda a campanha. Estamos dispostos a estender a mão, caso surja aqui uma outra força política com as quais possamos resolver os problemas fundamentais deste país. Mas há uma coisa que nós não vamos fazer. Não vamos ceder, não vamos fazer compromissos de última hora. Vamos manter-nos fiéis à nossa linha de ação. É isso que o eleitor merece. E é precisamente o caminho que vamos transmitir. É uma sensação histórica. Fizemos história.
O líder da AFD na Saxônia-Anhalt, Ulrich Siegmund, numa primeira reação aos resultados das sondagens à boca das urnas, que apontam para a vitória do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha. Na análise, Helena Ferro Gouveia considera que estas eleições regionais refletem uma mudança tectônica na política nacional alemã. Ouvida na Rádio Observador, a especialista em assuntos internacionais explica que embora as eleições sejam regionais, vão ter impacto não só a nível nacional, mas também a nível europeu.
Esta é uma mudança tectônica na política nacional alemã, mas não só. É uma mudança que terá impacto também naquilo que é a política europeia. Nós vemos pela primeira vez um partido de extrema-direita. Às vezes as palavras não são usadas com propriedade, mas aqui podemos com propriedade falar em extrema-direita, assumir aquilo que será a governação de um dos 16 Estados federados da Alemanha. Mesmo que não haja aqui a maioria absoluta, há aqui a possibilidade de se encontrar em coligações ou pelo menos se trabalhar individualmente com alguns dos deputados.
A especialista em assuntos internacionais, Helena Ferro Gouveia, explica ainda de que forma é que esta vitória da extrema-direita no Estado Federal da Saxônia-Anhalt vai ter consequências no meio político de Berlim.
Tem a nível nacional, porque a Alemanha é um conjunto de 16 Estados e tem aquilo a que se chama um Bundesrat, uma espécie de Senado, onde os ministros presidentes se sentam e têm acesso à informação classificada, em matéria de política externa, em matéria de segurança, por exemplo, tem este impacto. E depois, naquilo que são as competências dos Estados federados, pode alterar aquilo que são os currículos escolares, pode ter impacto na nomeação do chefe das secretas regionais, porque a Alemanha tem umas secretas centrais e depois tem 16 secretas regionais. Portanto, teremos aqui alguém da AFD, nomeia a polícia, tem assim uma série de impacto direto.
Análise da especialista em assuntos internacionais, Helena Ferro Gouveia, aos resultados das eleições regionais na Alemanha. Pelo menos cinco pessoas morreram num acidente no aeroporto de Miami, nos Estados Unidos. Um avião de carga da Amazon despistou-se durante a aterragem e saiu da pista, atingiu alguns veículos e depois incendiou-se. Para além dos cinco mortos, há ainda cinco feridos, três estão em estado grave. Os outros dois foram igualmente levados para o hospital. Mais de 60 bombeiros estiveram no local do acidente, que aconteceu ao início da noite, hora portuguesa, por volta das 15h, em Miami. Todas as pistas e vias de circulação do aeroporto foram encerradas. Olhamos também para o conflito na Ucrânia. Os enviados norte-americanos já saíram de Kiev, onde estiveram este domingo reunidos com Volodymyr Zelensky. Sybit Kof e Jared Kushner estiveram em Kiev depois de ontem terem estado reunidos com Vladimir Putin em Moscovo. No final do encontro de hoje, o presidente ucraniano revelou que em cima da mesa esteve o fornecimento de mísseis de defesa aérea e também um pacote de apoio para o inverno. O chefe de Estado ucraniano afirma ainda que é preciso fazer de tudo para que as reuniões trilaterais com a Rússia aconteçam. Quanto aos enviados da Casa Branca, pedem um avanço concreto nas negociações antes do inverno e afirmam que os Estados Unidos querem criar um plano de paz duradoura e não apenas terminar o conflito.
O presidente Trump envia cumprimentos. Ele, obviamente, está a seguir isto muito atentamente e está a trabalhar arduamente para tentar encontrar um caminho para acabar com esta guerra, mas não só para acabar com o conflito. O presidente Trump está muito focado em criar um plano que permita uma paz duradoura. O que nós estamos a fazer é tentar criar um pacote de medidas para a paz. Nós temos trabalhado muito com os nossos parceiros europeus também, porque isto tem sido uma guerra longa e dura e quando resolvermos isto, teremos que resolver todos juntos.
Jared Kushner, um dos enviados especiais dos Estados Unidos à Ucrânia. Com o fim desta visita dos norte-americanos, chega também ao fim o cessar-fogo de três dias decretado tanto por Kiev como por Moscovo nas capitais dos dois países. O governo cabo-verdiano vai avançar com uma análise séria e profunda às circunstâncias do acidente com o autocarro na Ilha do Fogo, em caso ao despiste que causou 25 mortos e 13 feridos. O primeiro-ministro de Cabo Verde tinha já decretado dois dias de luto nacional. Agora, durante a deslocação à Ilha do Fogo, anunciou esta investigação. Adianta que a análise deverá considerar as características da estrada, o percurso e também as condições de mobilidade, de forma a perceber o que causou este acidente. Acidente que aconteceu ontem à noite. O autocarro com estudantes caiu numa ravina, numa zona turística. Isso mesmo explica à Rádio Observador o jornalista Jaime Rodrigues, na Ilha do Fogo.
Ontem à tarde, no final do dia, três viaturas faziam o percurso Chã das Caldeiras, que é zona turística aqui da Ilha do Fogo, para a localidade de Campanas de Cima, numa estrada nova que foi construída recentemente e no meio do percurso, o autocarro, por causas que ainda desconhecemos, acabou por despistar-se num precipício com mais de 30 metros de profundidade e a parte da frente embateu numas pedras de grandes dimensões e provocou, no local, 20 mortos, incluindo o condutor e outras 19 pessoas, nomeadamente crianças e adolescentes, com a idade entre seis e 16 anos, foram encaminhados para o serviço de urgência do Hospital Regional aqui da Ilha do Fogo. Dessas 19 pessoas que deram entrada no hospital, cinco acabaram por perder a vida durante a madrugada e na sequência de traumatismo craniano grave.
Relato de Jaime Rodrigues, o correspondente da Agência de Notícias Cabo-verdiana, Inforpress, na Ilha do Fogo. Na política nacional, o PCP considera que se o PS viabilizar o Orçamento do Estado, estará a libertar o Chega dessa responsabilidade e a dar espaço de manobra ao governo. No encerramento da Festa do Avante, o secretário-geral do partido deixou um aviso ao PS.
Se o PS viabilizar o Orçamento do Estado, mais uma vez liberta um Chega comprometido até ao pescoço com a política em curso ter de o fazer e dá-lhe ainda mais espaço para continuar a enganar o povo. Se o PS o fizer, terá que ainda assumir as responsabilidades, a responsabilidade pelo desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde, pelo ataque à escola pública, pela especulação imobiliária, o ataque aos salários, às reformas, à Segurança Social, às privatizações e o aumento dos preços. Se o fizer, o PS confirma a sua cumplicidade com a política de direita e oferece ao governo PSD/CDS, ao Chega e à Iniciativa Liberal, ainda mais espaço para elevar o ataque.
O secretário-geral do Partido Comunista diz ainda que a política de governo merece censura e ataca os partidos que apoiam e suportam as escolhas do Executivo, sem mencionar diretamente a moção de censura ao governo apresentada pelo Chega. O líder comunista aponta que o problema do Executivo não é a incompetência nem as explicações insuficientes de ministros, mas sim as políticas de Luís Montenegro. No futebol, acabaram todos os jogos de hoje referentes à jornada cinco da Primeira Liga. O Santa Clara recebeu e venceu o Rio Ave por 4x0. A equipa açoriana subiu ao terceiro lugar da tabela com 11 pontos e segue invicta no campeonato. Também o Académico de Viseu somou os três pontos este domingo, numa deslocação a Barcelos, a casa do Gil Vicente. Vitória por 1x0 por parte dos viriatos, que já totalizam cinco pontos no regresso à Primeira Liga. Por fim, Vitória Sport Clube e Casa Pia não foram além do nulo. Empate 0 a 0 e divisão de pontos para vimaranenses e lisboetas. Para o Casa Pia, este foi o primeiro ponto da época em cinco jogos, sendo que a equipa casa-piana se mantém como a última classificada do campeonato. A ronda cinco da Primeira Liga Portuguesa de Futebol fica concluída definitivamente amanhã, com o jogo entre Estoril Praia e Arouca, às 20h15. Fica por aqui este noticiário na Rádio Observador. A informação está de regresso à 00h30.