00h. Donald Trump suspende ataques ao Irão para "dar espaço às conversações"

Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

É meia-noite. As notícias com Beatriz Félix. Boa noite, vamos às notícias na Rádio Observador. Está dominado o incêndio em Soure, no distrito de Coimbra. Continuam ainda na zona florestal mais de 200 operacionais, apoiados por mais de 70 viaturas. O incêndio começou mais agressivo por ter sido alimentado por eucaliptos. Também foi bastante influenciado pelo vento. Apesar do ambiente mais calmo, o presidente da Câmara de Soure tinha avançado esta tarde que é o segundo incêndio na região em 24 horas.

Felizmente, foi um fogo completamente florestal, longe dos perímetros urbanos, mas é de dar nota que em 24 horas tivemos dois fogos com alguma intensidade no arranque, um no nosso concelho, outro no concelho de Pombal, mas no limite do nosso concelho, o que demonstra bem os cuidados que vamos ter esta época toda e que com certeza com o nocimento da tempestade Cristian e com todo o material que está neste momento posto no solo, será um verão intenso e de muito cuidado e de muita atenção e está provado nestes dois incêndios.

O presidente da Câmara de Soure, Rui Fernandes, em declarações à RTP também, antes em declarações à Rádio Observador, a Proteção Civil de Coimbra garantiu que não há feridos a registar, nem habitações que estiveram em risco neste incêndio. E as operações do contingente português em Bordéus estão a ser fortemente dificultadas pelas condições no terreno. Há neste momento uma equipa de mais de 120 operacionais portugueses a ajudar no combate às chamas. Em declarações à RTP, o responsável por estas operações, Alexandre Panha, explica que o fumo denso e a falta de visibilidade impediram o apoio aéreo nas últimas horas, num combate que tem sido extremamente difícil.

Ontem acabamos por não fazer a última missão do dia, por dificuldade dos pilotos descolarem. Não existia visibilidade, o que condiciona a segurança à descolagem. Portanto, foi uma das razões para não se fazer essa operação. E mesmo hoje de manhã vimos a operação ser retardada no seu início porque o fumo estava denso e mais uma vez, questões de segurança não permitem estas aeronaves que voam à linha de vista poderem descolar.

A segurança dos pilotos é prioridade e por isso, enquanto o fumo não der tréguas, os meios aéreos continuam retidos. É um cenário complexo e de incertezas.

O que se espera para as próximas horas, para os próximos dias, ainda é um combate muito difícil, sendo que não há uma perspetiva para um controle total, estando a ser avaliada, inclusivamente, com algumas das equipas, a possibilidade de continuação da missão.

Caso a situação em Portugal se agrave nos próximos dias, a equipa terá de regressar já ao país. É essa a condição de prolongamento da ajuda.

Nós viemos com uma missão de cinco dias. Estamos a aguardar por um pedido oficial de prolongamento. Teremos que fazer uma avaliação daquilo que são as condições, tanto para a continuação aqui como as condições de risco no nosso próprio país. Nós estamos a retirar capacidades nacionais para poder ajudar os outros países em contributo um pouco daquilo que também já fizeram por nós.

São as declarações do responsável pelo contingente de ajuda portuguesa em Bordéus, Alexandre Panha, em declarações à RTP. Em Espanha, a evolução dos incêndios está a ser positiva, mas lenta. O ministro da Administração Interna esteve reunido com o comitê de emergência para gerir a resposta à crise. No final, através de uma publicação na rede social X, fez o ponto de situação. Diz que a evolução está a ser lenta, mas positiva, com algumas melhorias significativas do dia de ontem para hoje. O ministro espanhol recordou ainda que os fogos que lavram no centro do país são os mais importantes e também mais agressivos da história de Espanha. Já arderam mais de 153 mil hectares, o que equivale a seis vezes mais do que a área ardida no ano passado. Só em Ávila já arderam mais de 50 mil hectares. O governo espanhol também já deu ordem e a população retirada só volta à casa quando houver condições de segurança. E em Berlim, foi abatido pelas autoridades alemãs, o suspeito de um ataque em massa na marcha LGBT de ontem à noite. A caça ao homem terminou com a morte de Abdul Balaus, de 21 anos, abatido pelas autoridades depois de ter sido cercado numa horta comunitária no bairro de Spandau, nos subúrbios de Berlim. Segundo o gabinete da Administração Interna do Senado, da capital alemã, a polícia disparou sobre o suspeito, que tentou avançar contra os agentes com uma arma branca. Apesar das manobras de reanimação no local, o óbito acabou por ser declarado. O jovem estava a ser procurado desde a noite anterior por todo o país, incluindo em fronteiras, aeroportos e estações ferroviárias. O ataque realizado-se através de um atropelamento no parque de Tiergarten, provocou um morto e pelo menos 29 feridos. O ministro da Administração Interna alemão e o governo também já classificaram oficialmente o acidente como um atentado terrorista islâmico. Ainda na atualidade internacional, Donald Trump suspendeu os ataques ao Irã pelo segundo dia consecutivo para dar espaço a conversações. Foi o que revelou este domingo o embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, em entrevista à Fox News, afirma que Trump está a dar algum espaço às conversações. Ainda assim, em declarações à NBC, sublinha que todas as opções continuam em cima da mesa e rejeita a ideia de que Washington tenha afastado uma eventual escalada militar. Já do outro lado, o Irã diz estar disposto a suspender os ataques se os Estados Unidos mantiverem a pausa nos bombardeamentos. Mesmo assim, as autoridades iranianas dizem estar a olhar com Desconfiança para as intenções da administração norte-americana. E por cá, o INEM nega qualquer desmantelamento do dispositivo de emergência e a retirada de 100 ambulâncias de serviço, em reação à denúncia da Comissão de Trabalhadores do INEM, que tinha alertado, em comunicado, que a passagem destas viaturas para as unidades locais de saúde ia deixá-las fora de serviço e sem capacidade de resposta para as necessidades da população. Hoje, em resposta, o INEM assegurou que este dispositivo não está em causa e em relação à eventual substituição das atuais ambulâncias de suporte de vida por viaturas ligeiras, o instituto justificou que se trata de um ajuste do meio à missão das equipes e garante que a alteração não vai prejudicar os utentes. Há tempo ainda nesta edição para falar de desporto, porque Tadej Pogačar é o grande vencedor da Volta à França pela quinta vez. É já o mais novo ciclista com tantos títulos nesta que é a maior competição mundial de ciclismo. Na última etapa em Paris, acabou por ser Van der Poel a terminar em primeiro lugar, mas foi o esloveno Pogačar, com 27 anos e uma média de velocidade de 33 km/h na competição, que se juntou hoje ao nome de ciclistas mais vitoriosos na Volta à França. Acaba assim uma competição marcada pelas ondas de calor, que encurtaram o caminho, mas também pelos incêndios florestais que se fizeram sentir no território francês. Falamos também do Stêre Open, venceu Luca Van Assche. É o tenista francês que conquistou o torneio de singulares, ao vencer já na final o belga Alexander Blockx. Van Assche venceu em três sets por 6-4, 4-6 e 7-5, em duas horas e 24 minutos. No final deste tempo, a vitória declamada para a 11ª edição do Stêre Open. É o primeiro título ATP da carreira deste tenista de 22 anos. E é com esta notícia que fechamos esta edição do noticiário à meia-noite. A informação fica por aqui. Está de regresso à antena da Rádio Observador, já à meia-noite e meia, com edição do jornalista Hugo Fortunato de Oliveira, que ficará a cargo desta madrugada informativa. Com este jornalista Fortunato de Oliveira, é com ele que vai ficar em boa companhia. Da minha parte é tudo, bom descanso, boa viagem, se for o caso. Até lá, já sabe, fique sempre na companhia da Rádio Observador.