13h. Combustíveis. José Luís Carneiro desafia o Chega a aprovar propostas do PS de descida do IVA

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O conservador é uma hora. Jornal da Uma com edição do Miguel Cordeiro. Miguel, o Ministro da Educação garante que as centenas de alunos sem vagas vão ser todos colocados nas escolas.

Garantia de Fernando Alexandre, diz que a falta de vagas acontece todos os anos e que o ministério está a trabalhar em todos os casos que se estão a registrar de alunos sem vaga na escola pública.

O trabalho está a ser feito um a um e todos eles vão ter lugar na escola. Pode não ser na escola que eles desejavam. Muitos dos casos que estão a surgir todos os dias, são casos de alguém que mudou. As pessoas movem-se no país. Vivem num sítio, mudam de trabalho, e vão viver para outro sítio. Quando mudam, que é o que está a acontecer em muitos desses casos, são pessoas que mudaram de localidade, chegam à localidade onde vão estudar e tentam matricular os filhos lá. Em alguns casos, em zonas de grande pressão demográfica, não é fácil arranjar o lugar na escola que eles desejavam. Agora, que eles vão ter lugar numa escola na região onde estão a trabalhar, isso é garantido, como é óbvio.

O ministro já tinha dito também que iria avançar com uma investigação a algumas escolas. Diz que quer todos os casos analisados.

Quando temos casos em que o diretor tem lugar e recusa alunos, e eu tive notícia de dois, e a inspeção já me tinha comunicado que havia casos desses, eu, obviamente, quero isso tirado a limpo, porque isso é que é grave.

Declarações do ministro da Educação esta manhã. Refere que isto são situações que acontecem todos os anos, mas aponta para esta situação em Lisboa, com o jornal "Expresso" a falar já em mais de 550 crianças e jovens do primeiro ao 12º ano, ainda à espera de lugar só no Conselho de Lisboa.

José Luís Carneiro recorreu às redes sociais para criticar o governo por causa dos alunos que estão sem vaga na escola pública.

É na rede social X, o líder do Partido Socialista pede a Fernando Alexandre que assuma a responsabilidade política por este fato de existirem crianças sem escola atribuída. Em causa o fato de centenas de crianças, sobretudo em Lisboa e na Península de Setúbal, que ainda não têm colocação em escola. Numa longa publicação, escreve o líder do Partido Socialista que não há memória da escola pública ter deixado crianças à porta devido às opções de destruição reformista de um ministro. Acusa José Luís Carneiro, o ministro da Educação, de não assumir as responsabilidades.

E a Associação Nacional dos Diretores de Escolas Públicas mostra-se confiante de que o problema da falta de vagas para centenas de alunos fique resolvido em breve.

Filinto Lima diz que deve ficar resolvido ainda durante esta semana. Em declarações esta manhã à Rádio Conservador, o representante dos diretores escolares diz que os casos são mais expressivos no ensino básico e antecipa já algumas soluções. Por exemplo, alargar as turmas.

Mais ao nível do primeiro ciclo, portanto, crianças do primeiro ao quarto ano de escolaridade, e também mais na região de Lisboa. Neste momento, nós, escolas, estamos a tentar resolver, e vamos conseguir resolver nesta semana, esta situação juntamente com a Agência da Educação, portanto, ligada ao ministério. Escolas e agência estamos a trabalhar em conjunto para que, de facto, todos os alunos tenham acesso a uma matrícula na escola onde querem estudar, se possível, para que realizem as aprendizagens cumprindo a Constituição da República Portuguesa.

O presidente da Associação Nacional de Diretores de Escolas Públicas, que refere também que a gestão de todos estes casos passou a ser mais difícil desde que, em julho, foi extinta a Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares.

Continua a troca de acusações entre PS e Chega sobre as propostas de descida do IVA nos combustíveis e no cabaz alimentar. Agora, José Luís Carneiro desafia o partido liderado por André Ventura a aprovar as propostas do PS.

André Ventura, na sexta-feira, desafiou o PS a aprovar uma proposta que o Chega vai levar ao Parlamento no dia 24 de setembro, para reduzir o IVA nos combustíveis de 23% para 13%. O PS respondeu que já apresentou por duas vezes uma recomendação ao governo no Parlamento e que o Chega votou contra. O PS diz também que esta proposta do Chega, que vai a debate e votação no próximo dia 24 de setembro, é uma proposta que não pode ser eficaz este ano. Demora ainda, mesmo que seja aprovada, a seguir o caminho no Parlamento e depois a ser aprovada pelo presidente da República. E, portanto, o Partido Socialista desafia agora o Chega a aprovar, sim, a recomendação que o PS quer fazer ao governo sobre esta matéria.

O que tem que se perguntar é ao Chega se vai votar a favor das propostas que o PS apresentou.

Andamos nesta troca entre o Chega e o PS, mas ficamos sem saber se efetivamente as propostas passam ou não passam na Assembleia da República.

Pois, e com isso folgam as costas do governo. Mas quem folga as costas do governo é quem apresenta um ponto de fuga para aquilo que é a incapacidade do governo responder às questões.

José Luís Carneiro falou aos jornalistas esta manhã em Matosinhos, declarações captadas pela RTP.

E a Iniciativa Liberal acusa o PSD de tentar comprar o voto dos portugueses com o anúncio da descida do IRS.

Foi hoje, na abertura das jornadas parlamentares do partido, o líder parlamentar da Iniciativa Liberal, Mário Amorim Lopes, diz que Portugal está irreformável e acusa a maioria dos partidos de estarem satisfeitos com o estado do país. Mário Amorim Lopes dá como exemplo a recusa do governo em reformar a Segurança Social e também a Justiça. Acusa ainda o PSD de ter feito uma rifa eleitoral no dia do debate da moção de censura, com o anúncio de aumentos de pensões e com a descida do IRS, comparando a atitude do governo com a do PS e António Costa. O líder parlamentar da Iniciativa Liberal critica também o Chega por ter apresentado uma moção de censura e, ao mesmo tempo, mostrar-se disponível para negociar o Orçamento do Estado para 2027 com o governo. Diz ainda que o PS está a adotar uma postura passiva em relação ao Orçamento.

Miguel, o incêndio que começou ontem à noite na Póvoa de Lanhoso, distrito de Braga, já entrou no concelho vizinho de Vieira do Minho.

E já junta mais de uma centena de operacionais no combate às chamas. Conta com sete meios aéreos, 26 meios terrestres. Começou ontem às 21h20, na União de Freguesias de Esperança e de Brunnais. À Rádio Observador, a comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Ave, Celina de Oliveira, explica que o incêndio chegou a ter duas frentes ativas, uma já está dominada. Entretanto, a frente que continua ativa já chegou à freguesia de Guilhofrei, em Vieira do Minho. A comandante sub-regional explica que o combate está a ser dificultado pelo difícil acesso às chamas.

É mesmo essa dificuldade de acessos, para além do declive, também houve uma questão de ventos, uma alteração da direção dos ventos, que também provocou alguma dificuldade. Neste momento, com a ajuda dos meios aéreos, contamos poder vir a dominar essa mesma frente.

As chamas avançam em zona de mato, não há habitações em risco nem estradas cortadas.

E a Rússia desvaloriza o ataque a um comboio perto da fronteira entre a Ucrânia e a Polônia. O Kremlin diz que as Forças Armadas russas estão a operar em todo o território ucraniano e vão continuar a fazê-lo.

É Dmitri Peskov quem diz isto. Isto acontece depois do ataque deste fim de semana a um comboio na Ucrânia, a cerca de 1 km da fronteira com a Polônia. Minutos antes, na linha onde seguia a composição que foi atacada, o comboio que foi atacado, tinham passado também nesse local o antigo primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, e vários outros diplomatas que regressavam de Kiev. Num outro comboio, estava um antigo diretor da Agência de Inteligência norte-americana, a CIA. A empresa ferroviária estatal ucraniana considera muito provável que o verdadeiro alvo do ataque fosse o comboio diplomático onde seguia Boris Johnson.

E o antigo primeiro-ministro britânico já reagiu ao incidente.

Classificou o ataque como sem sentido e apelou às nações ocidentais para que forneçam à Ucrânia mais sistemas de defesa antiaérea. Na sequência do ataque, na Polônia, o primeiro-ministro polaco convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança do Governo. Donald Tusk alerta que a escalada das ações da Federação Russa é uma realidade e que os episódios estão cada vez mais próximos da fronteira com o país. Também a chefe da diplomacia europeia acusa a Rússia de tentar intimidar os países ocidentais. Presente numa cimeira sobre a segurança no Ártico, Kaja Kallas garantiu que a União Europeia vai continuar ao lado da Ucrânia e disse também que não tem medo da Rússia.

13h09, Miguel, que outras notícias marcam a atualidade a esta hora?

Falamos da bolsa. As ações ligadas à inteligência artificial estão a registar uma forte queda nas principais bolsas mundiais. Isto acontece depois do alerta sobre os perigos da evolução rápida deste setor e da necessidade de travar o desenvolvimento da tecnologia da inteligência artificial. As empresas cotadas que mais têm beneficiado com o setor da inteligência artificial, entre as quais a Nvidia, a Micron e a Intel, estão a ressentir-se depois de vários líderes deste setor terem admitido que é necessário abrandar o desenvolvimento da tecnologia. Para fechar, João Miguel, tens curiosidade em visitar as obras do Metropolitano?

Olha, e porque não? Ir lá abaixo.

Eu também tenho.

Vamos a isso.

Gostava muito de ver a obra.

Podemos combinar isso.

Podemos combinar e podemos lá ir. O Metropolitano de Lisboa anunciou as visitas guiadas aos trabalhos da futura linha circular, que vai ligar a estação do Rato ao Cais do Sodré. Isto vai acontecer no dia 20 deste mês, portanto, no próximo domingo. De acordo com a empresa, o objetivo é proporcionar ao público e aos futuros utentes, a oportunidade de conhecer um dos principais projetos de expansão do metro.

Muito bem, e por que em contexto é que ocorrem estas visitas, Miguel?

Acontecem no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade. Começa esta quarta-feira, tem duração de cerca de uma semana e o Metropolitano de Lisboa elaborou um programa com o tema Mobilidade para Todos: Justiça entre Gerações, pretende promover uma mobilidade mais sustentável, de acordo com a empresa num comunicado, e abre também as portas das obras do Metropolitano.

Muito bem, dia 20. Horas? Vou apontar aqui na agenda.

Entre as 11h e as 16h, vai ser possível visitar a futura estação da Estrela e a futura estação de Santos, sendo que o percurso entre as duas novas estações vai ser feito a pé, através da passagem pelo túnel. Agora, se fores visitar esta obra, eu não sei se consigo, mas se fores visitar, não te esqueças, quando se visita uma obra, tens que levar as mãos atrás das costas.

Ah, é?

É sempre assim. Nunca viste os idosos olhar para as obras? Sempre mãos atrás das costas.

Miguel Cordeiro e o Jornal da Uma.