‘250.000 expulsões em 1 ano’: ministro de Israel apresenta plano para tirar palestinos de Gaza

Homem barbudo de óculos e camisa preta gesticula com a mão direita, apontando para si, enquanto segura um livro azul na esquerda. Ele está em meio a uma multidão, com o Domo da Rocha ao fundo, sob um céu azul claro O ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, durante incursão ao complexo da mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém. 23/07/2026 -
O ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, durante incursão ao complexo da mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém. 23/07/2026 - (X/@itamarbengvir/Reprodução)

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O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, apresentou nesta quinta-feira, 3, um plano para retirar os palestinos da Faixa de Gaza e enviá-los para o exterior.

A proposta de Ben Gvir, líder da extrema direita israelense, sugere a expulsão de 250 mil palestinos de Gaza em um ano. O restante dos habitantes da região, que somam cerca de duas milhões de pessoas, deixariam o território nos seis anos seguintes.

“É realista”, afirmou o ministro, membro do partido Poder Judaico e alvo frequente de críticas internacionais. Na ocasião, ele também disse que diversos países estariam dispostas a acolher os moradores de Gaza, sem mencionar nenhum em específico.

Extremismo israelense

Ben Gvir já chegou a apresentar outras ideias extremistas durante sua atuação como ministro. Em 20 de agosto, ele publicou um vídeo no qual mostra a construção de um futuro “centro de enforcamento” de palestinos condenados por crimes de terrorismo.

Em outro momento, o funcionário do governo também já defendeu que Israel matasse “de 30 a 40” pessoas todas as noites na Faixa de Gaza. “Acho que deveríamos realizar de 30 a 40 assassinatos seletivos por noite”, disse ele. “Não apenas daqueles que representam uma ameaça imediata. Há pessoas lá que não merecem viver… Elas nem sequer são gente”.

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Em julho deste ano, o ultradireitista juntou-se a milhares de extremistas judeus para invadir o complexo da mesquita de Al-Aqsa, o local sagrado mais sensível de Jerusalém. Na ocasião, o grupo fez orações, agitou a bandeira de Israel e cantou o hino nacional em uma demonstração provocativa de poder.

‘Realocação’ de palestinos

Na quarta-feira 2, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, um dos mais estridentes integrantes da coalizão de extrema direita que mantém Netanyahu no poder, já havia afirmado que o governo tem planos para expulsar palestinos de Gaza, mas está esperando que os Estados Unidos decidam para onde levá-los.

“Em última análise, não existe uma verdadeira solução para Gaza sem esta migração”, declarou o ministro durante uma conferência organizada pelo site de notícias israelense Ynet. O governo israelense “está organizado e preparado para retirá-los de lá, por mar, por ar, por qualquer meio possível”, acrescentou.

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Segundo ele, Trump, que chegou a fazer sugestões semelhantes mas recuou diante da imediata resistência internacional (e falta de países dispostos a receber os palestinos) apenas “congelou” a ideia. “O plano está sendo discutido o tempo todo, inclusive agora, e acredito que não haja outra solução para o bem de todos”, disse Katz.

Sem citar a fonte, o ministro declarou que 80% dos habitantes de Gaza desejam deixar o enclave, mas que o Hamas os impedia.

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O deslocamento forçado de civis em território ocupado é considerado crime de guerra segundo as Convenções de Genebra.

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