O GWM Haval H6 ganhou espaço rapidamente no mercado brasileiro e se tornou uma das principais referências entre os SUVs eletrificados. Além do desempenho, o modelo chama atenção pela tecnologia e pela extensa lista de equipamentos.
Entretanto, a convivência diária também revela características que não agradam a todos. Relatos de proprietários apontam desde comportamentos do ar-condicionado até dificuldades com a central multimídia e o carregamento das versões plug-in.
Assas situações aparecem em reclamações registradas no Reclame Aqui (R.A.). Outras estão relacionadas à ergonomia e à percepção dos usuários, portanto não podem ser consideradas necessariamente defeitos.
A seguir, o Mundo do Automóvel para PCD reúne cinco pontos que aparecem entre as queixas e críticas feitas por proprietários do Haval H6.

1 – Ar-condicionado
O primeiro incômodo está relacionado ao ar-condicionado automático. Há proprietários relatam dificuldade do sistema para manter a temperatura selecionada durante a utilização do veículo.
Na prática, a climatização pode entregar uma temperatura diferente daquela esperada pelo ocupante, exigindo novos ajustes durante o percurso.

2 – Multimídia
A central multimídia é outro ponto citado por usuários. Existem relatos envolvendo tela preta, travamentos e problemas durante a utilização do Apple CarPlay.
No Reclame Aqui, por exemplo, há registro de proprietário relatando que a tela apagava após determinado período utilizando o CarPlay. Também existem queixas relacionadas a instabilidades e interrupção do espelhamento do celular.

3 – Conector de recarga do veículo
Nas versões híbridas plug-in (PHEV), existe ainda um incômodo específico relacionado ao carregamento da bateria.
Há proprietários que relatam dificuldade para retirar o conector de recarga do veículo, que pode permanecer bloqueado mesmo quando o motorista deseja interromper o carregamento.
O H6 possui recursos para gerenciamento e liberação do conector, além de procedimento para situações excepcionais. Ainda assim, precisar recorrer a comandos adicionais transforma uma tarefa simples em algo menos intuitivo.
Para quem utiliza carregamento externo frequentemente, esse detalhe pode se tornar especialmente inconveniente durante a rotina.

4 – Qualidade do sistema de som
Outro ponto mencionado por proprietários, e que também foi constatado pelo Mundo do Automóvel para PCD durante um mês de convivência com o Haval H6 HEV2, é a baixa qualidade do sistema de áudio.
O problema não está apenas no volume. O conjunto entrega pouco grave, agudos sem definição e uma reprodução sonora pouco encorpada, mesmo depois de alterar as configurações disponíveis no sistema.
Na prática, a qualidade fica abaixo do que se espera de um SUV do preço e do nível de equipamentos do H6. A diferença chama ainda mais atenção porque o modelo entrega uma cabine bem equipada e uma central multimídia sofisticada.
Naturalmente, qualidade sonora envolve alguma preferência pessoal. Porém, durante nossa experiência com o HEV2, nem os ajustes disponíveis foram suficientes para proporcionar graves e agudos satisfatórios.
É um daqueles detalhes que podem passar despercebidos durante uma volta rápida na concessionária, mas ficam bastante evidentes depois de algumas semanas utilizando o carro diariamente.

5 – Falta de botões físicos exige adaptação
Outro ponto que incomodou bastante durante o mês em que o Mundo do Automóvel para PCD utilizou o Haval H6 HEV2 foi a falta de botões físicos para funções importantes.
A GWM concentrou grande parte dos comandos na central multimídia. O resultado é um painel visualmente limpo, mas que cobra seu preço quando o motorista precisa executar tarefas simples enquanto dirige.
Funções que poderiam ser acessadas imediatamente por um botão físico passam a exigir toques na tela e navegação por menus. Durante nosso período com o H6, isso se mostrou pouco intuitivo e, principalmente, capaz de desviar a atenção do trânsito por mais tempo do que seria desejável.
Em um comando físico, o motorista consegue localizar e acionar determinados controles praticamente sem tirar os olhos da via. Agora, concentrar tudo na tela, é necessário olhar para encontrar a função correta e confirmar o comando.
Não é uma falha mecânica ou eletrônica do H6, mas uma decisão de ergonomia que consideramos ruim durante o uso cotidiano. Depois de um mês ao volante, a impressão foi clara: em determinadas funções, alguns bons e velhos botões físicos tornariam o H6 mais simples e menos distrativo de operar.
Afinal, esses pontos comprometem o Haval H6?
Os cinco pontos desta lista têm origens diferentes. Ar-condicionado, falhas na multimídia e travamento do conector de recarga aparecem em relatos de proprietários, enquanto a qualidade do som e a falta de botões físicos também foram percebidas pelo Mundo do Automóvel para PCD durante um mês de convivência com o Haval H6 HEV2.
Isso não significa que todos os exemplares apresentem os problemas citados pelos proprietários nos três primeiros pontos, as ocorrências podem variar entre veículos, versões e condições de uso.
Já os dois últimos pontos estão ligados à experiência proporcionada pelo projeto do SUV.
Por isso, quem estiver interessado no H6 deve ir além da tradicional volta na concessionária. Vale testar o ar-condicionado, conectar o próprio celular à multimídia e ouvir músicas conhecidas para avaliar o sistema de som. Nas versões PHEV, também é recomendável conhecer o procedimento de recarga e liberação do conector.
Apesar das críticas, o Haval H6 continua sendo um dos SUVs eletrificados mais competitivos do mercado brasileiro, especialmente pelo desempenho, equipamentos e conjunto híbrido. Porém, nossa experiência mostra que uma ficha técnica recheada não conta toda a história.
No uso diário, detalhes aparentemente pequenos ganham importância. E, no caso do H6, alguns dos pontos que mais incomodam estão justamente em funções que o motorista utiliza praticamente todos os dias.