A1 e Linha do Norte cortadas por grande incêndio em Aveiro. Fogo também já chegou a Oliveira do Bairro

Mais de 200 operacionais apoiados por quatro meios aéreos e 61 veículos estão a combater o incêndio

A Autoestrada 1 (A1) está cortada entre o nó da Mealhada e o nó de Albergaria, em Aveiro, devido à aproximação das chamas, sabe a CNN Portugal. O trânsito está totalmente interdito nos dois sentidos.

Também a Estrada Nacional 235 (EN 235) está cortada, entre a Moviflor e os Armazéns Reis, apresentando-se como alternativas a Estrada Nacional 1 (EN1) e a Autoestrada 17 (A17).

O Comando Territorial da GNR de Aveiro apela "à máxima prudência" da população, bem como ao "cumprimento das indicações das autoridades presentes no local à não circulação nas zonas afetadas, salvo em caso de absoluta necessidade". O aviso das autoridades acaba de ganhar mais força, tendo em conta que o fogo já alastrou ao concelho de Oliveira do Bairro, disse o presidente da autarquia, Duarte Novo.

“O incêndio está na zona poente da zona industrial de Oiã. Tem uma frente ativa, mas está minimamente controlado”, disse à Lusa o autarca.

Contactada pela Lusa, fonte do Comando Sub-Regional da Região de Aveiro revelou que também a circulação ferroviária na Linha do Norte foi interrompida entre Oliveira do Bairro e Oiã devido ao incêndio em Mamodeiro, ativo desde as 15:30.

O comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Aveiro, António Ribeiro, disse que o incêndio “está a bater na Autoestrada A1, que é onde está a maior concentração de meios”. A Brisa acrescentou que o corte aconteceu ao quilómetro 231 e que no sentido Lisboa-Porto é possível entrar em Aveiro Sul e circular em direção a Norte.

Neste momento 207 operacionais apoiados por quatro meios aéreos e 61 veículos estão a combater o incêndio, que deflagrou esta segunda-feira em Aveiro, não havendo para já habitações em risco, informou fonte dos Bombeiros.

O fogo deflagrou cerca das 15:30 numa zona florestal em Mamodeiro, no concelho de Aveiro, num local onde têm ocorrido outros focos nos últimos tempos, o que leva as autoridades a suspeitar de fogo posto.

“Anda ali alguém continuamente a fazer novas ignições”, disse à Lusa o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Aveiro, António Ribeiro.

O responsável disse não ter conhecimento de haver casas em risco, admitindo, porém, que as chamas poderão afetar a zona industrial de Mamodeiro.