As ações da Nike caíram mais de 4% nesta segunda-feira, 17, e passaram a ser negociadas abaixo de US$ 40 na Bolsa de Nova York. Durante o pregão, os papéis chegaram a US$ 38,86, menor valor intradiário em aproximadamente doze anos.
Por volta das 15 horas, no horário de Brasília, a ação era negociada perto de US$ 39. A cotação representa uma queda de mais de 50% em relação à máxima de US$ 80,17 registrada nos últimos doze meses.
O movimento foi mais intenso que o recuo dos principais índices americanos. Enquanto a Nike perdia mais de 4%, o S&P 500 caía cerca de 0,4% e o índice Dow Jones recuava 0,5%.
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Resultado de concorrente pressiona o setor
Parte da pressão veio da divulgação de números da suíça On Holding, concorrente da Nike no segmento de calçados esportivos de maior valor. A companhia registrou receita trimestral de US$ 1,076 bilhão, abaixo dos US$ 1,110 bilhão esperados pelos analistas.
A projeção da On para 2026 também ficou aquém das estimativas do mercado. O resultado aumentou as dúvidas sobre o ritmo da demanda por artigos esportivos premium e atingiu outras empresas do setor.
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No caso da Nike, o mercado também acompanha o processo de recuperação conduzido pelo presidente-executivo Elliott Hill. A companhia busca reorganizar seu portfólio, recuperar espaço no comércio digital e melhorar o desempenho na China.
Vendas digitais e China preocupam
No ano fiscal encerrado em maio, a Nike registrou receita de US$ 46,4 bilhões, praticamente estável em valores nominais, mas com queda de 2% quando desconsiderados os efeitos cambiais. O lucro líquido recuou 3%, para US$ 3,1 bilhões, segundo o balanço da companhia.
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As vendas diretas ao consumidor diminuíram 6%, para US$ 17,7 bilhões, enquanto o canal digital da marca Nike teve retração de 12%. A receita da Converse, controlada pelo grupo, caiu 31%.
A China permanece como um dos principais pontos de atenção. As vendas da Nike no país recuaram 11% no último exercício, ou 13% sem os efeitos da variação cambial. O lucro operacional da operação chinesa diminuiu 20%.
O JPMorgan também rebaixou sua recomendação para as ações da empresa, de neutra para desempenho abaixo da média do mercado. O banco citou riscos de que as medidas adotadas pela Nike para retomar o crescimento pressionem sua rentabilidade.
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A queda desta segunda-feira levou os papéis abaixo da mínima anterior de 52 semanas, próxima de US$ 40. A Nike ainda não havia divulgado uma nova manifestação sobre o movimento das ações até o meio da tarde.