Acordo EUA/Arábia Saudita permite lançar programa nuclear civil e não só

Em comunicado, o secretário norte-americano da Energia, Chris Wright, afirma que o acordo tem "propósitos pacíficos" e inclui disposições sobre não proliferação nuclear militar, visando "reforçar as relações comerciais entre os Estados Unidos e a Arábia Saudita, garantir a prosperidade interna e aumentar a segurança dos aliados" de Washington.

O acordo "estabelece as bases legais para uma parceria de décadas", principalmente para reforçar a infraestrutura energética saudita, adiantou o governo norte-americano.

Dará ainda às empresas norte-americanas acesso preferencial ao setor da energia nuclear da Arábia Saudita.

Conhecido como "Acordo 123", o documento foi assinado por Chris Wright e pelo seu homólogo saudita, Abdulaziz bin Salman, referiu a mesma fonte.

Wright assegurou que o entendimento “cumpre os mais elevados padrões de segurança nuclear e de não proliferação, sendo apoiado pela melhor tecnologia nuclear e pelos melhores cientistas do mundo, desenvolvidos nos Estados Unidos".

Meios de comunicação como o The New York Times noticiaram na terça-feira o acordo, que vai além de outros sobre capacidade nuclear convencional que Washington assinou com aliados como os Emirados Árabes Unidos, e permite a Riade enriquecer urânio.

Desde que os detalhes foram divulgados, alguns congressistas democratas criticaram o acordo e instaram o Congresso a rejeitá-lo, embora os republicanos detenham a maioria em ambas as câmaras.

O acordo só será válido após ratificação pelo Congresso.

Desde que regressou ao poder, em 2015, o Presidente Donald Trump, tem procurado uma aproximação à Arábia Saudita e ao príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, apesar de este último ter sido acusado pelos serviços de informação norte-americanos de orquestrar o assassinato do jornalista do Washington Post, Jamal Khashoggi, em 2018.

O reino sunita é um dos principais aliados de Washington no Médio Oriente e tem sido alvo de ataques iranianos em resposta à ofensiva dos EUA contra o Irão, iniciada a 28 de fevereiro.

Além disso, os rebeldes Huthis no Iémen anunciaram um bloqueio marítimo a navios sauditas no Mar Vermelho.

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