Acre e Amazonas enfrentam emergência causada pela seca | CNN Brasil

A seca já provoca medidas de emergência em diferentes pontos da região Norte. No Acre, o governo federal reconheceu nesta quinta-feira (20) a situação de emergência em 21 municípios afetados pela seca. Em Humaitá, no Amazonas, a prefeitura também decretou emergência por causa da estiagem severa e dos impactos provocados pela redução do nível dos rios.

O governo do Acre havia decretado situação de emergência em todo o estado no fim de julho, diante do cenário de seca severa e do risco de falta de água. O decreto estadual foi publicado em 3 de agosto.

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Nesta quinta-feira (20), o governo federal reconheceu a situação de emergência em 21 municípios acreanos. A medida permite que as cidades possam solicitar recursos federais para ações de resposta aos impactos da seca.

Entre os municípios estão Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Brasiléia, Assis Brasil, Feijó, Sena Madureira, Tarauacá e Xapuri.

Amazonas

Em Humaitá, no Amazonas, a prefeitura decretou situação de emergência em saúde pública por até 180 dias, a partir da publicação do decreto, devido aos efeitos da estiagem severa.

A redução do nível dos rios tem dificultado a navegação e afetado o transporte de pacientes, profissionais de saúde, medicamentos, vacinas e outros materiais.

O problema é maior para moradores de comunidades rurais e ribeirinhas, que dependem dos rios para chegar aos serviços públicos.

O decreto prevê a reorganização de atendimentos, reforço das equipes em comunidades afetadas e criação de estoques de medicamentos e outros materiais essenciais.

Também estão previstas ações para acompanhar problemas relacionados à estiagem, às queimadas, à fumaça, às ondas de calor, à qualidade da água e à falta de alimentos.

Seca na região Norte

A situação ocorre em um período de redução natural do nível dos rios da região. Segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), as bacias dos rios Madeira e Xingu entraram no período de vazante em julho.

O monitoramento do Cemaden também aponta um avanço da seca no país: em julho, 157 municípios estavam classificados em situação de seca severa, contra 38 em maio.

No caso do Acre e de Humaitá, a preocupação é que a redução dos níveis dos rios dificulte ainda mais o acesso a serviços básicos, principalmente com a chegada do El Niño, fenômeno caracterizado pela redução das chuvas e aumento da temperatura no planeta.