Alertas de desmatamento na Amazônia atingem o menor índice da série histórica do Inpe, iniciada em 2015 | G1

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Os dados do sistema Deter cobrem de agosto de 2025 até julho de 2026. O intervalo é considerado pelos pesquisadores do Inpe como o ano-desmatamento.


Alertas de desmatamento na Amazônia são os menores em 11 anos

Alertas de desmatamento na Amazônia são os menores em 11 anos

Os alertas de desmatamento na Amazônia atingiram o menor índice da série histórica do Inpe, iniciada em 2015.

O fechamento dos dados anunciados nesta sexta-feira (7) são do sistema Deter, que monitora em tempo real o ritmo do desmatamento nos principais biomas do país e cobre de agosto de 2025 até julho de 2026. O intervalo é considerado pelos pesquisadores do Inpe como o ano-desmatamento. Os dados indicam que no período 2025-2026 houve uma queda no desmatamento na Amazônia de 36,9%. Foram 2.874 km², a menor área desmatada desde o início da série história mais recente, que começou em 2015.

No Cerrado, a queda no desmatamento é menos expressiva: 7,8% abaixo do que no período anterior, com 5.119 km². Ainda assim, é a menor área desde o período 2021-2022.

Alertas de desmatamento na Amazônia atingem o menor índice da série histórica do Inpe, iniciada em 2015 — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O Ministério do Meio Ambiente atribui a queda nos índices a uma maior fiscalização e, principalmente, a parcerias com prefeituras das cidades que registravam as maiores taxas de desmatamento.

“Com o sistema sendo aprimorado, o Deter B, que o Inpe implementou e vem aprimorando anualmente, está prometendo identificar desmatamentos muito menores. Portanto, eu acredito que vamos chegar numa situação bem favorável no sentido de controlar não apenas os grandes, mas o conjunto de desmatamentos de diferentes dimensões”, diz João Paulo Capobianco, ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil.

Os números do Deter servem como um sinal da tendência do desmatamento no país e antecipam a divulgação da taxa oficial, prevista para novembro.

“Quanto mais a gente controla, mais esses pequenos desmatamentos vão ficando importantes no processo como um todo. A gente está aprimorando tecnologia, colocando inteligência artificial, colocando mais satélites para que a gente tenha mais respostas, mais rápido, e consiga identificar com precisão cada vez menores áreas desmatadas”, afirma Claudio Almeida, coordenador do Programa de Monitoramento BiomasBR/Inpe.

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