Continua após publicidade
A alt.bank está mudando de nome e, principalmente, de negócio. A fintech passará a se chamar novütech numa tentativa de acelerar a transformação de uma operação de crédito própria em uma fornecedora de infraestrutura para empresas que querem oferecer cartões, financiamento e outros produtos financeiros a seus clientes.
A companhia passou os últimos anos desenvolvendo e testando a tecnologia em sua própria carteira. Agora, pretende vender essa estrutura como serviço para outras empresas. Segundo a novütech, seus sistemas já processaram mais de 2 milhões de decisões de crédito em tempo real.
Entre os clientes e empresas que utilizam sua infraestrutura estão PayJoy, SuperSim e RecargaPay. A companhia também trabalha com parceiros como Visa, Pismo, Celcoin, ClearSale, Serasa Experian e Unico.
A aposta é reduzir uma das principais barreiras para companhias que querem entrar no mercado de crédito sem construir uma operação financeira do zero. A plataforma reúne desde análise e concessão de crédito até emissão de cartões físicos e virtuais, gestão de limites, cobrança e recuperação. A empresa afirma que consegue encurtar para poucos meses um processo que tradicionalmente pode levar mais de um ano e exigir a contratação de diversos fornecedores.
Continua após a publicidade
O coração da operação é o GUARD, sistema de decisão de crédito que combina informações de birôs tradicionais com fontes alternativas de dados e modelos de aprendizado de máquina. Segundo a companhia, a tecnologia permitiu alcançar uma inadimplência 30% inferior às referências de mercado utilizadas pela empresa e uma taxa de fraude de 0,01%.
A mudança de nome também busca marcar a redução do peso da imagem de uma fintech voltada diretamente ao consumidor. A novütech continuará, porém, operando seu próprio cartão de crédito, o novücard. A carteira própria funcionará como uma espécie de laboratório para testar novos modelos e aprimorar a tecnologia antes de oferecê-la aos clientes da plataforma.
Continua após a publicidade
“Passamos anos aperfeiçoando nossa tecnologia, nossos modelos de risco e a rentabilidade das operações em um ambiente real”, afirma Brad Liebmann, fundador e CEO da companhia. A ambição agora é transformar esse aprendizado em infraestrutura para outras empresas interessadas em usar o crédito como uma nova fonte de receita.
Publicidade