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Vitória por 3 x 1 do Sporting em Alvalade, frente ao Futebol Clube de Alverca. Hoje, há Futebol Clube do Porto x Arouca, com possibilidade dos Dragões chegarem à liderança isolada do campeonato, possibilidade essa que também existe para a equipe do Arouca. As duas equipes venceram as duas primeiras jornadas, têm seis pontos. Se alguma dessas equipes vencer hoje, chega à liderança isolada do campeonato. Em caso de empate, há igualdade com Sporting e Marítimo, que empatou com o Académico de Viseu e está também na liderança provisória do campeonato, juntamente com o Sporting. Têm, as duas equipes, sete pontos. Vamos falar do andamento desta terceira jornada, também de outros campeonatos em curso por essa Europa afora. Eu sou Miguel Cordeiro, comigo o João Pinto, o Luís Pinto Coelho e o Pedro Henriques. Bem-vindos. Vamos começar por este jogo do Sporting frente ao Futebol Clube Alverca. Luís Pinto Coelho, ontem falávamos da possibilidade do Sporting estar a jogar sob pressão. Sentiste isso e se o gol de Maxi Iara Urru ajudou a libertar toda essa pressão logo nos primeiros minutos?
Olá, bom dia. Eu acho que mesmo com o gol, o Sporting se mostra um pouco intranquilo, ou pelo menos não tem grande confiança ainda nos seus processos de jogo. É algo natural, até porque houve muitas mudanças de jogadores, mas parece-me ainda uma equipe à procura da sua confiança. Mesmo marcando cedo, jogando em casa, a primeira parte do Sporting é relativamente pobre. Depois, na segunda parte, melhorou um pouco. O Sporting tem tido muita eficácia em termos dos remates enquadrados e dos gols que faz. Ontem também teve a felicidade do guarda-redes do Alverca ter cometido um erro e ter dado um autogol. Acho que fez o suficiente pra ganhar, mas também continua a sofrer gols em todos os jogos. Parece-me ainda muito longe do que o Rui Borges quer, obviamente. Uma equipe ainda muito titubeante. Foi uma exibição quanto baste, mas não foi uma grande exibição.
João Pinto, o que te pareceu esta pressão do Sporting em Alvalade? Consegue vencer por 3 x 1, mas teve quase sempre o controle do jogo, apesar de não ser, como o Pinto Coelho estava a dizer, uma exibição brilhante.
Sim, bom dia, não foi uma exibição de encher o olho, mas as peças-chave do Sporting responderam à altura. O Maxi Araújo é claramente um dos melhores jogadores do Sporting, marca um gol logo ao abrir. Isso retira logo 90% da pressão do jogo. Depois aparece o Geny Catame com uma série de iniciativas, uma das quais acaba por dar gol. E por fim, o Luís Soares numa arrancada de 50 metros que o central do Alverca, à altura, desiste daquela força toda, não quer apanhar o comboio, deixa ir o homem e ele acaba por marcar. Portanto, aparecem as estrelas do Sporting, se calhar mais do que um coletivo muito sólido e muito solidificado, aparecem as individualidades e o Sporting nisso, obviamente, tem ascendente sobre o Alverca. O que me pareceu foi que o Alverca realmente sentiu muito a falta do Chiquinho, sentiu muito a falta de ter ali um jogador a quem meter a bola no momento de aflição, pra onde despejar os passes longos e nunca conseguiu sair com muita qualidade. Portanto, o Sporting também não sentia muito perigo, não sentia muita dificuldade na parte defensiva. Parte defensiva que levou uma pequena revolução, isso sim, era motivo de análise. Eu percebo o Borges, portanto, se as coisas não estão a correr bem, a gente muda. E obviamente que houve ali mudanças, e houve mudanças importantes que nem o Pedro Henriques conseguiu antever. Foi uma coisa grave.
É isso, Pedro, foi de fato uma revolução no 11, uma pequena revolução no 11 do Sporting.
É verdade, porque eu não sabia aquilo que agora sei, que o Gonçalo Inácio vai ser vendido. Eu ontem já vos piquei no grupo de WhatsApp. Portanto, escrevam aí. E daí essa revolução. Vamos falar um pouquinho do jogo. Em primeiro lugar, eu acho que um dos aspectos, e o Luís até falou nisso, eu acho que falta brilho e entusiasmo ao Sporting. Ou seja, parece que estão chateados, parece que estão desconfiados, parece que não estão a gostar de fazer o que fazem. É lógico que eu não estou a dizer que é isso que está a acontecer, mas essa é a imagem que passam. Depois eu tenho muita dificuldade em compreender aqueles treinadores que a equipe marca gols e naquele momento que tem que interagir com a equipe, é assim que se lidera, no meu ponto de vista, ou porque se aplaude, ou porque se dá uma força, ou uma coisa qualquer, parece que com o gol até ficam chateados e depois vão pro computador ver como é que foi o gol. Não consigo compreender. Eu sei que a malta anda muito nas redes sociais, mas eu acho que isto é um caso de estudo em termos daquilo que é a liderança. Não há lideranças certas nem erradas, mas há coisas que resultam mais do que outras. E eu acho que o que vem do banco não é bom. E o que vem do banco é, uma vez mais, questões de substituições que eu também não consigo perceber. Pra mim, um dos piores jogadores em campo ontem, e quando eu digo pior, não estou a ser depreciativo, no sentido de que o jogador é extraordinário, é excelente, é uma grande aquisição do Sporting, mas o Zalazar não está bem. E ontem saiu ao minuto 88. E depois, por acaso, até foi o jogo menos bem conseguido do Fábio Gonçalves, dos três, mas pra mim não justifica que saia 20 minutos antes do Zalazar. É tão simples quanto isso. Depois, apostou em dois centrais diferentes, ok. Depois entrou o Quaresma. A minha pergunta é: pra quê? Pra rodar, pra dar minutos, pra dar confiança? Ok, estás a ganhar 3 x 0. Porque na prática e na realidade Se o objetivo é ganhar e não sofrer gols, tudo que tu irias fazer é nunca mexer na defesa. Poderás dizer que o Debast vem de lesão, podem arranjar as situações todas que quiserem, mas não fez sentido. E uma vez mais, nunca falamos aqui bem sobre isto, mas eu gostava de falar sobre isto. O Quaresma e o Gonçalo Inácio, individualmente, são grandes jogadores e são bons para jogar numa defesa três. E quando quisermos discutir, no bom sentido da palavra, esse aspecto técnico-tático, terei todo o gosto em justificar porque isto acontece. E uma vez mais ontem, o gol é porque o Quaresma ficou lá, porque se o Quaresma tem subido com o resto da defesa, no momento da assistência para o Guilherme, o Guilherme estava em fora de jogo, e o único que o coloca em jogo é exatamente o Ricardo Quaresma. E isso deixa aqui algumas questões também em relação a estas mudanças. Foi serviços mínimos, desta vez construiu, teve menos oscilante naquela parte em que depois, o que aconteceu nos últimos dois jogos, mesmo assim, condenados, entre aspas, entre muitas aspas, a sofrer um gol, que eu acho que era de todo evitável, independentemente do mérito da equipe adversária. Portanto, o Sporting está com problemas para resolver e eu acho que o maior problema está na questão da confiança que disse o Luís, e sobretudo no aspecto anímico. Corre coisa ali que emocionalmente, entre ligação, treinador e jogadores, e jogadores dentro de campo, que não está funcionando.
Luís Pinto Coelho, Gonçalo Inácio na porta da saída é um problema para o Sporting?
Eu acho que até o Paulinho Roupeiro tem que ter cuidado, porque aquilo vai tudo. Aquilo, havendo proposta, vai tudo. Parece-me claramente que há aqui um fim de ciclo, mas é mais do que isso. Parece-me que é a última tentativa de Frederico Varandas dar um balneário diferente a Rui Borges. Percebeu-se que Rui Borges estava com problemas na gestão do balneário e todos os líderes de balneário estão a ser transferidos. Eu acho, obviamente, que o Sporting deverá ir ao mercado por um central, mas é estranho, até porque é o capitão de equipe. O Sporting não me parece precisar de dinheiro e vai, se calhar, vender mais uma das suas referências da equipe. Vamos ver no final da época o que é que vai dar toda esta revolução, mas parece-me uma questão mais estrutural interna, de tentativa de resolver alguns problemas do que propriamente questões financeiras que seja preciso. Acho que é mesmo isso que Frederico Varandas está a fazer.
Hoje joga o Futebol Clube do Porto. Vamos tentar perceber o que pode acontecer neste jogo. De facto, estamos a falar de duas equipes que estão com seis pontos nesta altura. Quem vencer pode chegar à liderança isolada. O Futebol Clube do Porto joga em casa, em situação de empate. Há igualdade pontual para Sporting, Marítimo, Arouca e Futebol Clube do Porto. Pedro Henriques, olhando para este jogo, consegues prever o 11 do Futebol Clube do Porto e diz-nos o que esperas também deste jogo que Farioli diz que é muito complicado?
Sim, para já o Futebol Clube do Porto, eu acho que das muitas coisas boas que vai fazendo, continua a passar uma mensagem de solidez defensiva. Portanto, aquela coisa muito italiana que a gente dizia, se marca um gol, é muito difícil perderem o jogo. E eu acho que nesse aspecto, essa construção de trás pra frente continua a ser um aspecto muito positivo do Futebol Clube do Porto. E neste momento lidera. Logo na primeira jornada ganhou dois pontos em relação aos principais adversários. O grau de dificuldade, naturalmente, tem muito a ver com esta equipe que vai ao Dragão e que também há uma certa surpresa com o Vitor Vaz que se abre, que é uma certa surpresa naquilo que está a fazer e portanto, vão naquela perspectiva de ter intensidade, discutir o jogo. Os lobos prometem muita personalidade neste jogo, pelo menos é o que eles no papel prometem. Depois vamos ver até que ponto é que o Arouca consegue no Estádio Dragão, que eu deduzo que esteja cheio, garantidamente, e a apoiar e com muita motivação, até que ponto é que consegue realmente contrariar aquilo que é claramente, no papel, pelo menos, o favoritismo do Futebol Clube do Porto, que eu acho que está a respirar bem, está de saúde, é o campeão nacional, já ganhou um título esta época, parece que isso pode parecer pouco, mas é muito importante. Vem com uma vitória e uma Supertaça e portanto terminaram um campeonato a ganhar. Começam o campeonato, e quando eu digo o campeonato, a época, não é o campeonato, a época, a ganhar, começam também a ganhar e isso é importante. Quanto ao 11. Diogo Costa, Alberto, Bednarek, Kyores, Aidou, Rosário, Frauol, Gabrie Veiga, William Gomes, Pepê e André Silva.
João Pinto, o que esperas deste jogo entre Futebol Clube do Porto e Arouca?
Sabes que eu sou do Arouca desde pequenino.
Sim.
Espero que o Arouca seja gigante, faça uma surpresa e ganhe o jogo, embora não acredite muito sequer eu naquilo que estou a dizer. Acho que o Futebol Clube do Porto está bem, está numa fase em que ainda não foi incomodado, precisa de treinos e tem-nos tido, tem o plantel todo praticamente disponível. Acho que o Futebol Clube do Porto está muito forte, está a jogar em casa, mas pode ser. Num dia de chuva, quem sabe.
É um grande problema. Temos aqui dois adeptos, um desde pequenino do Arouca, outro desde pequenino do Futebol Clube do Porto, Luís Pinto Coelho. O que esperas? Achas que é tão complicado como Farioli pintou na antevisão, este Arouca?
É preciso estar com atenção. É um jogo que o Arouca está bem, tem um bom treinador, manteve a base do plantel, tem bons talentos individuais também. E depois não tem nada a perder, está perfeitamente confortável, tem duas vitórias em dois jogos. Este jogo não é teoricamente do campeonato do Arouca, digamos assim. Por isso, tudo o que vier é lucro. Acho que o Porto tem que estar muito atento, até porque o Porto em casa com o Alverca teve dificuldades. Ganhou bem, mas Diogo Costa tem que estar muito atento. Por isso é preciso sempre ter a pulga atrás da orelha, porque perder pontos está sempre ao virar da esquina.
Entretanto, temos de falar também de Rodrigo Mora, porque ontem Farioli falou sobre isto. O que te pareceu, Luís Pinto-Coelho, as declarações de Farioli, que falou numa questão puramente financeira
Sim, isso também é a informação que eu tenho. O ambiente era bom, o Rodrigo Mora tentou sempre dar o máximo dentro das suas características. Obviamente, também se percebe, é uma realidade que o sistema tático não favorece as características do Rodrigo Mora. Eu acho que até o futebol atual não favorece as características do Rodrigo Mora. E depois, obviamente, se percebeu que era uma proposta interessante para o Porto. O jogador também queria jogar mais, vai para um clube interessante. Acho que todas as partes ficaram agradadas. Obviamente que se viesse uma proposta de 50 milhões para o Frold, se calhar o Porto não vendia, porque é uma peça fundamental da equipa. O Rodrigo Mora, sendo um jogador bastante utilizado, não era uma peça fundamental e a perder alguém, seria um desses jogadores com bom encaixe financeiro.
No caso do mercado de transferências, continua aberto, continua a mexer. Temos aqui uma chegada. João Palhinha aterrou em Lisboa, falou aos jornalistas, chegou com muitas malas, João Pinto, disse que vinha apenas visitar os filhos. O que te pareceu esta chegada de João Palhinha, que quis garantir que ainda é jogador do Bayern de Munique, que não há nada ainda fechado com o Benfica?
Sim, é claro. Ele está a tratar da rescisão, veio cá ver a criançada. E depois quando acabar a rescisão, já trouxe as malas e, portanto, já está tudo feito. Normalmente, em Portugal a gente costuma ouvir aquela coisa: "Eu tenho um amigo que sabe que ele já inscreveu os filhos numa escola. E, portanto, ele vem mesmo." Neste caso, os filhos até já estão inscritos, por isso não dá para fazer esse tipo de rumores. É dar tempo. Dar tempo, obviamente, porque as coisas estão a ser tratadas. Parece que já está o negócio feito, parece que o homem vem mesmo. E portanto, agora é deixá-lo tratar da rescisão com o Bayern, vir para o Benfica e jogar aquilo que ele sabe. Portanto, não antevejo grandes alterações, grandes saltos e acho que o homem desta vez vem mesmo.
Pedro Henriques, tu que gostas de analisar a linguagem corporal, o que é que retiras da chegada de João Palhinha a Lisboa?
A cautela. O João Palhinha, obviamente, que se vem a Portugal, vem também pelos filhos. Todos nós sabemos que há uma situação familiar que tem sido muito falada e que poderia estar numa base de uma transferência mais fácil por parte do jogador para Portugal, exatamente por essas questões familiares. Embora a família esteja no Norte e ele, se vier para o Benfica, vem para Sul, mas é muito mais perto ir de Sul para Norte. Quer dizer, depende. Às vezes de avião é mais perto do que nas autoestradas portuguesas. Mas pronto, de qualquer maneira, há essa questão familiar que é relevante e importante. O fato de vir com muitas malas, ontem por acaso também já até vi uma discussão um bocadinho misógina na televisão que o jornalista dizia isso e a senhora que estava a fazer de pivô disse: "Mas olhe que eu conheço homens que têm mais malas do que senhores, que senhores mais que homens." Uma discussão gira. Eu acho que ele está a ser cauteloso. Repare, ele é jogador do Bayern de Munique, não há dúvidas, mas o Bayern de Munique este fim de semana teve competição e a sério.
Ontem.
Aliás, ontem, não é este fim de semana. Sim, mas este fim de semana é ontem.
Sim. Não, foi no dia em que ele chegou.
Toda a gente sabe, ele sabe, não há nada a esconder, que ele não faz parte dos planos das contas do Bayern de Munique, que está também a ser cauteloso porque, no limite, se nas negociações que ele quer não corressem bem, ele, como disse, supostamente, penso que foi o Diogo Viana, que é amigo dele, que disse que qualquer coisa, como preferia ficar um ano sem jogar, usufruindo dos tais vencimentos e ordenados que tem direito, do que vir para uma situação qualquer. E por isso eu entendo isso como cautela. Agora, por aquilo que eu leio e por aquilo que eu vejo, eu acho que ele está muito próximo de realmente vir reforçar o Benfica, que acho que até era o melhor para ele, porque estes dois anos para ele também poderão ser muito importantes, que eu estou convicto que ele vai ser inclusivamente titular da seleção, assim as coisas lhe corram bem no Benfica.
Vamos falar de José Mourinho e da Premier League, campeonatos europeus também já a começar. E talvez começar com José Mourinho. João Pinto, José Mourinho consegue uma vitória nos últimos minutos frente ao Espanyol. Entrou a vencer, depois o Espanyol conseguiu o empate e já nos últimos minutos, um herói improvável, Carlos Espi, a fazer o gol para o Real Madrid. O que te pareceu esta estreia de José Mourinho neste regresso ao Real Madrid?
Olha, primeiro, uma nota preambular. Eu acho que este Espi muito provavelmente vinha para o Benfica se o Mourinho tem continuado. É o tipo de jogador, é o tipo de perfil que o Mourinho procurava para o Benfica e portanto, estou convencido que já estava debaixo de olho. Depois, acho que realmente o Real Madrid tem um plantel fabuloso. O José Mourinho tem muito por onde escolher. Optou ali a titularidade do Guler, a titularidade do Bernardo Silva como centro-campista ao lado do Valverde. Ainda há ali coisas por acertar, mas percebe-se qual é que vai ser o modelo, percebe-se perfeitamente qual é que vai ser o estilo de jogo e percebe-se que o Mourinho não vai mudar nada. A única coisa que vai mudar realmente é a ambição que ele tem de fazer o Real Madrid campeão. Vai ser um campeonato interessante de seguir outra vez, o Campeonato Espanhol, porque há um Barcelona forte e um Real Madrid muito forte.
Sim. Luís Pinto Coelho, o que achaste desta nova versão do Real Madrid?
Sim, concordo com o João Pinto. Eu acho que ainda há ali muito a melhorar. Estão a procurar ali dinâmicas, mas acredito, e era importante para o Mourinho entrar a ganhar. Um jogo fora na Liga Espanhola é sempre um jogo complicado. Muitos jogadores que ainda não estão na sua melhor forma, porque vieram do Mundial, mas era importante o Mourinho entrar a ganhar, ter essa confiança já. Acho que a vitória é justa e eu acho que concordo também com o João Pinto na questão do campeonato. Acho que vai ser muito engraçado e muito interessante. E também atenção ao Atlético de Madrid, que é sempre, se algum dos outros estiver um bocadinho adormecido, o Atlético também chateia sempre.
Pedro Henriques, sentiu-se o peso da importância desta vitória no festejo de José Mourinho no segundo gol do Real Madrid
Sim, o José Mourinho nesse aspecto mostra mais as emoções.
Não foi ao ecrã.
Exatamente, não foi ao ecrã. Mostra muito mais as suas emoções e nesse aspecto, vale o que vale. Foi uma vitória arrancada a ferros, com o tal brasileiro Espir a marcar o gol a acabar. Bernardo Silva, acho que é interessante dar esse destaque também por ser titular. E depois, uma vez mais, o discurso do Mourinho nesse aspecto é muito forte, ele focar-se naquilo que é as críticas ao bullying que é feito sobre o Vini. Mas eu acho que foi tipicamente, vou dizer uma coisa que é típica de primeira jornada e que nós dizemos ser um clichê, mas adapta-se muito bem. Foi muito melhor o resultado que a exibição. E eu acho que isso até o Mourinho também destacou e, portanto, agora é muito importante ganhar fora, o Campeonato Espanhol é muito competitivo e esta vitória para o Mourinho, para arrancar e para garantir a tal confiança com os adeptos e até para os próprios jogadores, nessa luta que eu acho que também vai ser com o Barcelona, foi bastante relevante ontem essa vitória.
Ontem, na edição do Campeão F, falámos da curiosidade de acompanhar o jogo do Manchester United e também o jogo do Tottenham. E, de facto, foi muito curioso. O Manchester United perdeu por 2 x 0 frente ao Hull City, recém-promovido, e o Tottenham perdeu por 3 x 0 frente ao Brentford. Luís Pinto Coelho, surpreenderam-te estes dois resultados?
De certa maneira, sim. Estava a contar um bocadinho mais do United. Do Tottenham é sempre difícil prever, que é uma equipa completamente inconstante.
E muitas mexidas.
É, e muitas mexidas. É uma equipa irregular, não se consegue perceber muito o perfil, até de clube em si. Mas o United surpreendeu-me um pouco, até porque o City é uma equipa recentemente chegada à Premier League, mas o United, desgraçado do rapaz que nunca mais corta o cabelo, porque nunca mais o United consegue as vitórias consecutivas que o rapaz precisa. Mas é um bocadinho a Premier League, a Premier League é um bocadinho isto também.
João Pinto, surpreendeu de alguma forma esta entrada em falso de United e Tottenham?
O United, para mim, reforçou-se mal. O United reforçou muito o meio-campo, o centro do meio-campo, ainda agora foram buscar o Baleba, mas falta-lhes os criativos, falta-lhes os desequilibradores, falta mata para marcar gols. E nota-se muito nestes jogos em que o United tem o azar de sofrer um gol numa bola parada, num jogo que o United até estava a controlar, mas depois aquilo emperra e não conseguem, não passam as defesas contrárias. Houve 20 e tal cruzamentos e nenhum remate que viesse desses cruzamentos. Mais do que coisas para olear, acho que o United ou não tem dinheiro para atacar o mercado ao nível dos seus competidores, ou se tem dinheiro, e parece que tem porque investiu muito no meio-campo, pode ter escolhido mal os alvos.
Pedro Henriques.
Sim, só acrescentar que, brincando aqui um bocadinho, os Tigres foram assombrados claramente pelo o Diabo. Olhando para aquilo que são as suas representatividades, uns são Tigres, outros são Diabos, e os Tigres, é só para relembrar, que subiram à Primeira Liga Inglesa, são recém-promovidos. É algo muito estranho ver este United, de quem eu também esperava mais no jogo de ontem. Certo de controlar o jogo, mas depois em termos daquilo que é importante, que é marcar gols, a coisa correu mal. E em relação ao Tottenham, é só relembrar que ainda ficou um pênalti falhado por Igor Thiag, portanto a coisa podia ser mais desastrosa. Era uma das equipas que eu tinha uma grande expectativa, que era o Tottenham. Claro, como um jogo não dá para ver isso, obviamente, mas fiquei muito decepcionado em relação a isso. E depois fiquei feliz pelo Luís Pinto Coelho, porque ontem um dos resultados que ele gostava que acontecesse, aconteceu. Não sei se querem falar sobre isso.
O Tottenham é sempre: quero que perca em casa, fora e pelo caminho.
Vamos às notas campeão. Um minuto para cada. João Pinto.
Nota 3 para o Sporting, ganha o jogo, mas depois com esta saída, propalada saída do Gonçalo Inácio, isto já não é o Sporting, é o Sport Zempiq. Vai gordura, vai músculo, vai osso. Vamos ver o que é que vai dar esta versão delegada do Sporting. Depois nota 9 para o dossier Rodrigo Mora. O que seria se o Benfica vendesse o seu menino por 25 milhões e se o treinador viesse para a conferência de imprensa dizer que a culpa foi do diretor financeiro. Na casa de uns é falta de capacidade de gestão, na casa dos outros é tudo normal e está tudo bem. E depois nota 5 para Maxi Araújo e para Luís Soares, a quem se permite uma conduta violenta e sem penalização disciplinar. Não é garra, não é dureza, é intimidação e indisciplina.
Luís Pinto Coelho.
Vou dar nota a três treinadores. Mourinho, acho que é importante para ele entrar a ganhar. Vou dar também ao Artur Jorge, que ontem num despique de treinadores portugueses conseguiu ganhar ao Flamengo e quando pegou na equipa estava em zona de descida e agora neste momento já está bem lá em cima. E também ao Nuno Campos, que neste momento lidera o Campeonato da Roménia, por isso um 17 para os três.
Pedro Henriques.
Vou para a Volta, para a Vuelta, para o ciclismo, para fugir aqui um bocadinho do futebol. Começou ontem, como nós sabemos, com o contra-relógio. Duas ou três notas, Ivo Oliveira e João Almeida, 13 e 18 segundos, portanto tiveram muito bem, 14º e 18º. O Pogačar, para variar, ganhou o contra-relógio. Com um aspecto muito curioso, ele passou à frente do seu apartamento e disse que aqueles 0,09 que dá de vantagem ao Aeter é talvez por conhecer tão bem a parte técnica do percurso, porque é ali que ele muitas vezes passa a pé e a correr e a treinar, etc. E a última nota, a vida é mesmo isto. O Josse Terpstra, que é o irmão do Fabio Jakobsen, que faleceu a semana passada em Portugal, tentou realmente ganhar. O próprio Pogačar disse que gostava que ele tivesse ganho, mesmo assim fez terceiro lugar a quatro segundos. E a vida é mesmo isto, uns caem e outros continuam e é a nossa sina, temos que ir para frente. Portanto, para a Vuelta vou estar a acompanhar. É uma prova que eu gosto muito e a torcer por todos, mas sobretudo, obviamente, por Ivo Oliveira e por João Almeida, quem nós todos temos um carinho muito especial, porque estivemos o ano passado com ele aí em estúdio na Rádio Observador.
Atribuídas as notas para o mundo do desporto. Logo à noite, há Futebol Clube do Porto-Arouca com relato em direto na Rádio Observador.