Análise: Fire Emblem: Fortune’s Weave é o RPG estratégico mais ambicioso da franquia

Diante de tantos jogos capazes de nos oferecer batalhas de estratégia por turnos, desenvolvimento de personagens carismáticos, trilha sonora de cair o queixo, histórias ricas e profundidade de mecânicas, podemos resumir a franquia Fire Emblem. Ainda que Engage não tenha alcançado o melhor em cada um desses destaques, principalmente na história e na escrita, ainda mais diante de Three Houses, podemos dizer que a franquia segue mantendo um alto nível de qualidade. Contudo, a Intelligent Systems se superou aqui. Passei quase duas semanas jogando e vou descrever o máximo que puder nesta análise sobre o que Fire Emblem: Fortune’s Weave tem a oferecer.

Campanha absurda

Fire Emblem: Fortune’s Weave é absurdamente grande e massivo. Isso é algo que preciso comentar já de início e, por isso, vou tentar simplificar tudo que preciso dizer nesta análise. Se você ama histórias bem desenvolvidas, que crescem a cada capítulo, personagens bem construídos e uma lore agressiva, você tem um prato cheio aqui.

Para começar, temos as quatro histórias dos heróis, que se desenvolvem separadamente, nas quais você pode escolher com quem começar. Diferentemente de Three Houses, você pode pausar uma campanha e começar a jogar com outro personagem depois de algumas horas. Tudo permanecerá no mesmo save, ou seja, não precisa se preocupar: ficará tudo guardado e você poderá mudar à vontade entre as campanhas. Para trocar de rota, basta ir até o Pale Raven's Perch no mapa e escolher a opção de voltar ao Obelisk Chamber, retornando ao presente e escolhendo outro caminho.

Pale Raven's Perch à esquerda e Obelisk Chamber à direita.

As campanhas sofrem alterações e, dificilmente, você fará a mesma jogada que outra pessoa. Aliás, algumas decisões terão que ser tomadas, pois temos um calendário que funciona diferente de Three Houses. Dependendo da semana, existirão eventos próximos um do outro e você terá que escolher qual será mais vantajoso. E tudo isso por causa do World Map de Dagda — a região onde a história se passa — que explicarei mais à frente como funciona.

World Map/ Região de dagda.

Inicialmente, começamos no presente, quando Dagda está sofrendo com ataques do reino do submundo, a mando do demônio Balor. A deusa-mãe Sothis invoca uma alma (Eshmel, o nosso avatar customizavel, sendo possive; escolher entre sexo masculino ou feminino, o corte de cabelo, a vestimenta e até dar um nome) para salvar o reino de Dagda e ordena que se junte à deusa Fortuna. Diante do poder dos exércitos de mortos, Fortuna, a deusa do destino, traça um plano para enviar Eshmel, seu avatar, ao passado em busca dos heróis de Dagda e formar um exército capaz de rivalizar com os inimigos do submundo. Contudo, protagonista não poderá fazer mudanças bruscas, mas deverá evitar a morte de seus aliados em quatro linhas temporais. Dessa forma, voltamos cinco anos no tempo e vivemos as histórias dos quatro Heróis ou Flame Lords — nome dado aos quatro heróis.

Invasão do submundo à esquerda, deusa Fortuna ao centro e Eshmel à direita.

Os quatro protagonistas possuem motivações bem diferentes para participar dos Heroic Games — uma competição realizada em Dagda que reúne heróis de diferentes regiões em busca de um desejo capaz de mudar suas vidas. Cai, jovem da Vila Ribeira, entra na competição para conseguir o desejo e libertar seu pai, preso após ser acusado de um crime. Com forte senso de justiça, representa o herói mais tradicional da série. Dietrich, por outro lado, busca adversários capazes de desafiar suas habilidades e chega a Dagda após naufragar durante uma viagem. Já Theodora, rainha de Saramis, participa para defender sua fé na Keeper of Death and Night, restaurar a honra de sua deusa e proteger seu povo. Por fim, Leda entra na competição pela vingança por ter testemunhado o assassinato de seu pai na infância e por descobrir que o responsável também estará entre os competidores

Os quatro Flame Lords: Cai, Dietrich, Leda e Theodora.

A escolha do protagonista determinará o desenrolar da campanha e o elenco de personagens que acompanhará sua jornada. O progresso de cada herói será salvo individualmente, permitindo que o jogador avance pelas campanhas em paralelo e viaje novamente no tempo para conhecer diferentes perspectivas dos acontecimentos. No presente, também cabe ao jogador decidir como enfrentar Balor: é possível seguir diretamente para o confronto contra o demônio ou dedicar-se às histórias de cada Flame Lord, conquistando sua ajuda para a batalha final. A escolha é sua. Os personagens recrutáveis também possuem exigências que devem ser cumpridas, como nível de renome e nível de apoio. Essas condições mudam dependendo da rota que você esteja jogando. Ou seja, caso tente recrutar Peppe na rota de Cai, precisará ter renome no nível 9 e apoio no nível 1; já em outra rota, isso pode mudar, tornando o recrutamento mais fácil ou difícil.

Fortune’s Weave ainda apresenta histórias complementares. Para entender todo o enredo, é necessário jogar com os quatro heróis o jogador pode esperar muito mais desenvolvimento depois disso. Contudo, não posso revelar nem dar spoilers, mas posso dizer que há muitas reviravoltas e surpresas. Cada capítulo e conversa reveladora, como com Fabio — um dos aliados de Dietrich que também veio de Fódlan —, fazem descobrir mais coisas, inclusive muitas respostas e novidades que ficaram soltas em Fire Emblem: Three Houses. Aliás, o game se passa no mesmo universo, mas não vou dar spoiler sobre em qual época Fortune’s Weave se passa em relação a Three Houses.

Dietrich em uma conversa com Fabio à direita.

Nível Nabateano

A franquia tem fama de possuir trilhas sonoras realmente maravilhosas e Fortune’s Weave está no topo desta lista. Com músicas originais, clássicas e outras vindas de Three Houses, todas são de qualidade impressionante. Eu me peguei cantarolando diversas vezes o tema central, The Blaze - Cycle of the Sun. Seja correndo pelas ruas de Dagsion, a capital de Dagda, pelo World Map, em batalhas ou explorando, a trilha sonora te acompanha, trazendo impacto de acordo com a jogatina.

Dagsion, a capital de Dagda, reúne heróis, deuses, comerciantes e muitas histórias em cada canto.

Aproveitando, a dublagem também segue o mesmo nível. E a escrita é a melhor da franquia. Sabe aqueles personagens que só falam de uma determinada coisa e são sempre exagerados? Isso ficou em Engage. Aqui, os personagens conversam sobre acontecimentos recentes, seus gostos, sobre você e diversos outros assuntos. Espere novas falas muitas vezes só com o passar do dia e mudanças de posição, inclusive em locais fora da capital. É uma pena, porém, que o jogo não conte com localização para o português, algo que já deveria ser padrão para um lançamento desse porte.

Dagsion é uma cidade grande e você se verá correndo por ela em boa parte do tempo. Ela é cheia de NPCs diferentes, gatos, mercados, fonte termal, teatro, pousadas e templos dos deuses nabateanos — seres divinos ancestrais ligados à criação e à proteção do mundo —, dos quais você pode se tornar devoto ou até pedir uma audiência, adquirindo renome e bênçãos que o ajudarão nas batalhas. Alguns personagens ficarão ausentes dependendo da rota escolhida, mas tudo faz parte da história. As atividades vão aparecendo enquanto você avança nos capítulos, assim como novos personagens, dos quais contei mais de sessenta, cada um com suas particularidades. Portanto, espere por bastante desenvolvimento.

Acima, alguns deuses nabateanos; abaixo, a descrição de suas bênçãos.

Não percebi quedas de quadros em nenhum momento, tanto no modo portátil quanto na TV. Inclusive, os carregamentos são tão rápidos que fica impossível ler as dicas entre uma tela e outra. Visualmente este é, de longe, o Fire Emblem mais bonito e com muitos detalhes. Os personagens possuem um número maior de animações, algo que me incomodava nos jogos anteriores, além de animações 2D em movimento demonstrando expressões superiores às dos personagens em 3D. É possível ver algumas texturas em menor resolução nos momentos de exploração, mas nada no nível de Three Houses que possui texturas em baixa resolução, por exemplo.

Leda durante uma conversa, ao lado de seu modelo 2D, que ganhou animações e expressões mais detalhadas.

Como falei anteriormente, o jogo é absurdamente massivo, então espere menus cheios de informações. Aliás, muitas mecânicas vão sendo apresentadas à medida que você avança na campanha, mas de forma natural: a mecânica é apresentada e logo depois é colocada em prática.

Prepare-se para ver essa tela de informações muitas e muitas vezes durante a jornada.

Mecânicas e mais mecânicas

Falando nelas, vamos começar pelo mapa central de Dagsion. O objetivo das mecânicas é basicamente desenvolver os personagens, tanto em lore, quanto como unidades, além de recrutamentos e exploração. Sabendo que são tantas mecânicas, o game te dá um Adventure Guide, que lhe ajudará com tudo que você pode fazer durante aquele ciclo entre as batalhas principais. Ela apresenta missões secundárias, paralogues (missões importantes), um calendário com todos os eventos disponíveis durante os dias até a missão principal, as recompensas por cada nível de renome e uma previsão do mapa da sua batalha principal com dicas.

A cada capítulo, você terá um tempo livre, que será dividido em turnos para atividades, e você pode fazer o que quiser. Quer ganhar mais renome para adquirir as recompensas ou recrutar aquele personagem? Vá ter uma audiência com os deuses nabateanos, que ficam disponíveis nos dias referenciados para cada um. No dia do seu aniversário, é o dia de Dagda, sendo possível procurar qualquer um deles, desde que estejam disponíveis, a depender do seu avanço na campanha ou da rota escolhida.

Quer aumentar o nível de suas habilidades? Vá à Arena durante o dia. Quer aumentar o apoio com os personagens? Leve presentes, que podem ser comprados no mercados dentro ou fora de Dagsion, leve-os para comer, chame-os para o teatro ou participe de outros eventos.

Explore as camadas da cidade para encontrar itens espalhados pela capital ou descobrir uma fofoca com os locais. Converse com os heróis de outras rotas, eles estarão todos lá, tornando a cidade mais imersiva e intrigante. Os NPCs irão te pedir favores que também lhe ajudarão com dinheiro, renome e itens em missões dentro da cidade ou pela região de Dagda, fazendo com que você gaste turnos.

Tá sabendo da última fofoca?

A decisão é sempre sua e, com isso, voltamos àquele ponto que falei anteriormente. Eu me vi preso em decisões difíceis. Eu me vi preso em decisões difíceis. Tinha, por exemplo, uma missão Paralogue no dia 15 e a batalha das quartas de final entre dois dos Flame Lords no dia 17. Como a missão se passava fora, eu gastaria provavelmente mais de uma semana nela, com recompensas muito boas. Acabei optando por ir na missão Paralogue e não pude ver o que aconteceu nas quartas de final, que, aliás, são bem legais de assistir. Além de informações e acontecimentos importantes, como conversas entre os adversários, eu também saberia quem iria enfrentar mais tarde e poderia aumentar minhas habilidades ao ver como a batalha se comporta.

Outras mecânicas interessantes, ligadas ao desenvolvimento dos seus personagens como unidades, são evoluir suas armas com o ferreiro e potencializar as Combat Arts dos seus personagens. Na primeira opção, basta ter o material de refinamento, dinheiro e a arma que deseja subir de nível. Quanto maior o seu renome, mais poderá subir o nível de sua arma com o ferreiro.

Já na segunda opção, você poderá potencializar suas Combat Arts, tendo benefícios como aumentar a potência delas, a chance de acerto ou até mesmo diminuir o desgaste da arma quando usadas. Falando em desgaste, assim como em Three Houses, as armas possuem desgaste. Contudo, elas são desgastadas apenas quando você usa uma Combat Art. Quando utilizadas até o máximo, elas ficarão danificadas, diminuindo potência e acerto até que possam ser reparadas no ferreiro.

Cost representa o quanto sua arma irá desgastar ao usar a Combat Art Taging Tempest.

Tanto na cidade quanto pelo mapa do mundo, existem pousadas. Nelas, é possível dormir para recuperar os usos de magias e pontos de vida dos seus personagens, que não são recuperados enquanto participam das explorações e batalhas pelo mapa de Dagda. Além de comer e aumentar o apoio com os personagens, também temos as atividades automáticas. Elas funcionam como um menu, bastando selecionar o que deseja que cada personagem faça durante os turnos que você deseja que durem. É possível escolher entre treinamento, combate, busca de materiais e dinheiro. Ao final, você verá todas as recompensas de acordo com suas escolhas e os turnos adicionados.

O mundo de Dagda

Diante disso, temos o World Map, que é dividido por nações, vilas, cavernas e outros pontos de interesse.

Cada uma das atividades vai lhe render benefícios, seja conseguindo itens ou participando de batalhas aleatórias que recompensam com experiência, itens e moedas. Há também locais que podem ser explorados, encontrando baús de tesouro que contêm diversos itens, inclusive alguns bem raros, como armas únicas, além de batalhas por turnos como em um JRPG, porém de forma bem simples e rápida, podendo até automatizar.

O mapa de Dagda parece um tabuleiro, pelo qual você deverá seguir por caminhos que custam os valiosos turnos e se verá descobrindo cada ponto, desbloqueando masmorras, vilas e cidades com bazares e mercados com itens que não são encontrados na capital. É aqui também que você fará uso das habilidades exclusivas dos heróis, como utilizar a Hero’s Relic Answerer de Dietrich para encontrar inimigos no mapa. Cada herói possui uma habilidade própria que pode ser útil durante a exploração. Por exemplo, Cai pode capturar animais espalhados pelo mapa, enquanto os demais protagonistas também contam com recursos específicos que ajudam na jornada.

Ao avançar na campanha, alguns limites serão liberados, enquanto os templos dos deuses servirão como um portal para o templo pessoal, que fica espalhado pelo mapa, encurtando certos caminhos. Também existem lugares que alugam carruagens que te levarão para outros pontos de carruagem pelos quais você já tenha passado, economizando alguns turnos.

Nesta imagem, vemos o templo de Smyrnos ainda bloqueado.

Guerreando com estratégia

Entrando diretamente nas batalhas estratégicas de Fortune’s Weave, temos algumas novidades bem-vindas. Os cenários, no geral, são bem desenhados, com diversos objetos quebráveis, como barreiras e torres, possuindo, inclusive, tecnologias que podem ser acionadas, tudo em prol de uma vantagem, como dificultar as classes que executam ataques que percorrem boa parte do mapa, causando dano em quem estiver dentro do seu alcance, ou danificar objetos que dão cobertura a um inimigo, como defesas robustas. Há também as condições climáticas: quando está chovendo, magias elétricas são potencializadas, enquanto magias de fogo ficam em desvantagem.

Além dessas ocasiões, existem armadilhas pelo mapa, locais com poças de veneno e terrenos que dão vantagem de esquiva, como áreas com vegetação, além de desertos que dificultam o movimento. Também temos os objetivos de batalha, como manter NPCs vivos e levá-los a um local para fugir, proteger personagens enquanto derrota o pelotão adversário, o "derrotar o líder" ou os líderes e sobreviver por tantos turnos, cada um específico de partes da campanha. Há também as caçadas, nas quais você precisa derrubar animais que fornecem materiais para cozinhar antes dos outros caçadores ou recuperar determinados itens.

As vantagens e desvantagens tiveram alterações. Lanças possuem vantagem contra montarias, enquanto machados estão mais poderosos, contudo, têm seu acerto diminuído. As manoplas estão divididas em duas categorias: as comuns, que desferem ataques corpo a corpo, e as que são uma espécie de armas de fogo tecnológicas, como a de Anatólia, já mostrada nos trailers do jogo.

Perdi tudo!

Diante disso, precisamos falar um pouco das classes, que também sofreram alterações. Cada classe exige habilidades e nível mínimo específico. Por exemplo, para certificar a personagem Dietrich para Dreadnought, classe baseada em defesa com machado, lança e armadura, foi necessário estar no nível D de armadura, e B em machado e lança dessas habilidades e no nível 35 de personagem. Cada requisito apresenta uma porcentagem de sucesso. O nível, por exemplo, me dava 50% de chance de me sair bem na certificação. Ou seja, estar no nível 35 me dava 50% de chance de me certificar nos exames de classes avançadas, enquanto os outros 50% ficavam por conta do nível exigido nas habilidades do personagem, nesse caso, amadura em D, machado e lança no nível B ou mais.

Algumas classes estão escondidas. Para liberá-las, você precisa cumprir certas missões, ou seja, pode acabar perdendo algumas delas diante de decisões que possa tomar e por não cumprir ou perder uma missão. Aliás, as missões têm limite de tempo em que ficam abertas. Outra informação importante são os Crests que alguns personagens possuem, assim como em Three Houses. Contudo, não posso falar muito deles para não dar spoilers.

As Blaze Arts são habilidades especiais que consomem pontos de vida em troca de efeitos poderosos, criando uma relação de risco e recompensa. Seu uso preenche o Blaze Gauge e, ao atingir o limite, ativa o Overblaze, concedendo um aumento temporário de poder, mas também trazendo consequências. No Underworld Blaze, por exemplo, o Overblaze reduz os pontos de vida máximo do personagem até o fim da batalha. Já as armas e Cursed Treasures podem alterar o medidor e conceder efeitos especiais, como novas Combat Arts. Assim, saber quando usar as Blaze Arts e quais equipamentos amaldiçoados levar para o combate pode fazer toda a diferença.

Blaze Art de Cai.

O que esperar

Fortune’s Weave é um jogo massivo no melhor sentido da palavra. É certo dizer que a Intelligent Systems ouviu o que agradou aos fãs da franquia e também o que desagradou, trazendo um equilíbrio de qualidade em praticamente todos os seus aspectos. Temos personagens bem desenvolvidos e escritos, uma campanha intrigante, cheia de surpresas, reviravoltas e ligações com Fire Emblem: Three Houses, sem perder sua originalidade como um novo jogo. Decidir o que fazer durante a campanha, quais caminhos seguir e lidar com suas recompensas e perdas torna tudo ainda melhor, aumentando o fator replay para quem deseja descobrir tudo o que acontece. Conhecer os diversos deuses nabateanos e suas ligações com a lore de Three Houses e Sothis, além das curiosidades de cada um, é divertido e recompensador, enquanto desenvolver os personagens e colocar em prática tudo o que aprendemos é extremamente satisfatório.

Sothis, a deusa mãe.

As diversas mecânicas prendem você por horas. Os turnos, às vezes abundantes, às vezes escassos, fazem com que você tome rumos diferentes, enquanto os eventos pela cidade e pelo World Map fazem repensar constantemente qual caminho seguir. Esse é, de fato, um jogo com uma raiz forte na estratégia, seja durante as batalhas ou fora delas. Fortune’s Weave é, acima de tudo, uma grande aventura de estratégia, narrativa e escolhas, em que cada decisão pode mudar a forma como você vivencia sua jornada.

A campanha e as batalhas são o recheio do bolo, mas é a combinação de todas essas mecânicas que torna tudo tão imersivo e desafiador. Sem dúvida alguma, Fortune’s Weave toma o meu primeiro lugar entre os meus jogos favoritos da franquia. Há muitos anos eu não dava uma nota 10 para um jogo, mas aqui não tive dúvidas: Fire Emblem: Fortune’s Weave merece.

Desculpe, Three Houses.

Prós

  • Campanha enorme, envolvente e cheia de possibilidades;
  • Quatro protagonistas e histórias complementares;
  • Personagens bem desenvolvidos e excelente escrita;
  • Grande variedade de mecânicas e alto fator replay;
  • World Map rico e exploração recompensadora;
  • Batalhas estratégicas variadas e mapas bem construídos;
  • Trilha sonora e dublagem excelentes;
  • Dagsion e seus NPCs tornam o mundo mais vivo;
  • Visual belíssimo e ótimo desempenho no Switch 2;
  • Ligações com Three Houses bem utilizadas.

Contras

  • Grande quantidade de mecânicas pode assustar no início;
  • Algumas texturas apresentam resolução inferior durante a exploração;
  • Falta de legendas em nosso idioma.

Fire Emblem: Fortune’s Weave — Switch 2 — Nota: 10

Revisão: Dinho Paixão

Análise produzida com cópia digital cedida pela Nintendo