Antigo advogado de Trump toma posse como procurador-geral dos EUA

Todd Blanche, antigo advogado pessoal do Presidente Donald Trump, tomou posse esta segunda-feira como novo procurador-geral norte-americano, após uma dura batalha para a confirmação do nome que gerou preocupações bipartidárias sobre o rumo do Departamento de Justiça.

A secretária de imprensa da presidência, Karoline Leavitt, divulgou um vídeo da cerimónia de juramento de Blanche, com a presença de Donald Trump, que aplaudiu o seu protegido após este tomar posse na Sala Oval da Casa Branca.

Blanche passou por um difícil processo de confirmação no Senado, onde a sua nomeação para o cargo foi aprovada por uma curta margem de 50 votos contra 49.

A oposição democrata opôs-se unanimemente à escolha, que considera confirmar a intenção de Trump usar o Departamento de Justiça para vingança política pessoal.

Blanche foi advogado pessoal de Donald Trump em três processos criminais antes do regresso deste à Casa Branca, incluindo o caso dos pagamentos não declarados à ex-atriz de filmes para adultos Stormy Daniels, no qual o multimilionário foi condenado.

De regresso à Casa Branca, Trump nomeou-o vice-procurador-geral e, em abril, após a demissão da procuradora-geral Pam Bondi, confiou-lhe a liderança interina da procuradoria.

No cargo, Blanche tomou decisões que suscitaram críticas até de dentro do Partido Republicano, incluindo a criação de um fundo "anti-instrumentalização" de 1,8 mil milhões de dólares para compensar os aliados de Trump por processos judiciais movidos durante o governo do democrata Joe Biden.

A oposição democrata acusou Trump de promover um "fundo secreto", cujo futuro permanece incerto.

Blanche criou também condições para a imunidade fiscal para o Presidente republicano e os seus associados próximos.

A fim de garantir a nomeação para o Senado, o governo anunciou o abandono do projeto do fundo de compensação e esclareceu que o acordo de imunidade fiscal assinado com Trump, os dois filhos mais velhos deste e a Trump Organization só se aplicaria retroativamente a anos fiscais passados, e não a declarações futuras.