Argentina. Milei culpa aborto pela queda de natalidade

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Conferência de imprensa da Rádio Observador, os destaques dos jornais de Portugal e do mundo, hoje com a jornalista Teresa Freire. Muito bom dia, Teresa.

Bom dia, Carlos.

Vamos começar com o jornal Nascer do Sol, que revela mais informações sobre o caso do ministro da Administração Interna. Luís Neves tem conduzido um carro apreendido pela PJ, que já utilizava enquanto diretor nacional da Judiciária.

Um Volkswagen Golf é o que revela a investigação do jornal com a TVI e CNN. Quando tomou posse como ministro da Administração Interna, em fevereiro, pediu essa mesma viatura emprestada à PJ, num regime de comodato temporário, ou seja, um empréstimo gratuito, sem nada em troca. A própria PJ confirma que um contrato foi celebrado com o gabinete do ministro. O Nascer do Sol diz que este mesmo carro se encontra estacionado na casa do ministro e a reportagem explica que o conduz sem motorista ou qualquer tipo de segurança. De acordo com o jornal, o ministro explica que tem este carro para usar em circunstâncias excepcionais e urgentes.

Passamos para o Jornal de Notícias, que revela que há imigrantes a fazer centenas de quilómetros para consultas muito curtas na AIMA.

Estamos a falar de atendimentos que duram precisamente dois minutos. O atendimento centralizado da AIMA tem sido uma verdadeira dor de cabeça para os imigrantes, que têm sido chamados para balcões a centenas de quilómetros de casa. Isto porque as consultas são marcadas mediante a disponibilidade e não pela residência das pessoas. Esta estratégia da Agência para a Integração, Migrações e Asilo nasceu para aliviar a pressão sobre as grandes cidades, como Lisboa e o Porto, mas trouxe outros problemas. O JN falou com a Associação Casa do Brasil, que acompanha vários imigrantes. Relatam que esta situação é recorrente, há cada vez mais imigrantes a fazer quilómetros e quilómetros para serem atendidos pela AIMA.

E o semanário Expresso tem hoje em manchete uma reportagem sobre a obsessão dos jovens pelas cirurgias estéticas.

Os consultórios de cirurgia e medicina estética chegam cada vez mais aos mais jovens, incluindo menores. Pedem operações e tratamentos para corrigir rugas e rejuvenescer a pele. Outros procuram injeções para aumentar os lábios ou até outro tipo de intervenções que acreditam que pode melhorar a imagem do rosto. A reportagem do Expresso conta que muitos levam fotografias de famosos com quem desejam parecer-se ou selfies alteradas através de filtros ou aplicações para mostrarem como querem ficar. O fenómeno tem preocupado médicos e investigadores, que falam num aumento da insatisfação corporal entre as gerações mais novas, provocado pela exposição intensiva a imagens idealizadas nas redes sociais. Isto numa altura em que, nos últimos seis meses, aumentou em 43% a procura por cirurgia e medicina estética.

Vamos aos destaques da imprensa internacional, Teresa. O El País destaca a forma como o rei espanhol tem lidado com a crise migratória em Ceuta.

Fontes da Casa Real e do governo revelam ao El País que Felipe VI pretende contactar o rei de Marrocos. As fontes explicam que a chamada com Mohamed VI não aconteceu por enquanto. Isto porque a Casa Real quer aguardar para ver como evoluem os acontecimentos, que tiveram início com a entrada em massa de migrantes em Ceuta, no fim do mês passado. O rei pondera também uma visita à cidade autónoma, mas apenas quando for útil ou quando o primeiro-ministro Pedro Sánchez o pedir. A verdade é que o rei Felipe VI, enquanto está na residência de verão, em Palma, já falou com várias figuras relevantes nesta crise, como o presidente da cidade autónoma, também o presidente de Melila, outra zona que recebeu migrantes, o líder do partido oposição, do PP, o Alberto Núñez Feijóo, e também o primeiro-ministro Pedro Sánchez.

Agora, o jornal argentino La Nación. Teresa, o presidente Javier Milei volta a culpar o aborto pela queda de natalidade no país.

Num discurso no Conselho das Américas, em Buenos Aires, o líder argentino responsabilizou os movimentos feministas e a legalização do aborto pela diminuição da taxa de natalidade na Argentina. Fala numa paixão por assassinar crianças, que terá também impacto no sistema de pensões. Javier Milei diz mesmo que a Argentina não está a atingir um crescimento populacional e uma taxa de natalidade que permitam a renovação de gerações devido à legalização do aborto. É importante referir que os nascimentos no país diminuíram 47% numa década, mas já estavam em queda antes da aprovação da lei da interrupção voluntária da gravidez.

Foi a conferência de imprensa hoje com a jornalista Teresa Freire.