Além do centro urbano da Covilhã, o evento tem ações programadas este ano em Unhais da Serra, Casegas, Ourondo e São Jorge da Beira, as localidades mais periféricas deste concelho no distrito de Castelo Branco.
Sílvia Ferreira, que, juntamente com Rui Sena, assume a direção artística do festival, explica à Lusa que o Em Trânsito "tem na sua génese esta vontade de tornar acessível a todos as atividades artísticas, também dentro das artes performativas contemporâneas e, por isso, o evento ir ao encontro das pessoas".
Nesta sétima edição, em termos de formatos, "o programa vai acolher espetáculos, oficinas e sessões de contos. Vão ser um total de 30 sessões para grupos escolares e público em geral, em diferentes espaços da cidade, da vila de Unhais da Serra e das aldeias de Casegas, Ourondo e São Jorge da Beira".
Sílvia Ferreira explica que "a programação que está muito direcionada para a criação de proximidade e de experiências ricas e significativas entre as artes performativas e pessoas de diferentes gerações e contextos. Ou seja, este programa integra mesmo atividades para todos os públicos, com particular atenção às crianças e aos jovens, em contexto escolar".
A sétima edição tem como novidade "ter atividades direcionadas para uma faixa etária muito particular, os idosos".
Nas 30 sessões haverá dança, ilustração, narração oral, música, performance e teatro e "trazem artistas reconhecidos pelos seus percursos na área da mediação e da criação artística, como são a Bru Junça & Renata Bueno, com o projeto AconTecer, Madalena Victorino, a Caroline Bergeron, da Companhia Caótica, o Luís Carmelo, a Lígia Soares e a Margarida Mestre, com o projeto Tina Tona Toa".
Todas as atividades decorrem "fora das portas do teatro, em espaços convencionais ou então em auditórios de escolas, por exemplo".
"E estes espaços não convencionais permitem aqui uma relação de corpo a corpo, olhos nos olhos e muitas vezes também apelam à participação do público", acrescentou.
Por trás do Em Trânsito, "há uma grande equipa envolvida e muitas vezes invisível".
Além de Sílvia Ferreira e Rui Sena na direção artística, a equipa artística conta ainda com João Castro e a Vanessa Costa na produção e comunicação, além de Inês Dias e Nuno Madaleno na coordenação técnica. A imagem, "algo que não é deixado ao acaso e tem de mostrar o que é o Em Trânsito", é assinada por Júlia Garcia.
A este núcleo duro juntam-se as parcerias do Município da Covilhã, da União de Freguesias da Covilhã e Canhoso, da Junta de Freguesia de Unhais e das associações, centros sociais e escolas onde as atividades acontecem, e o público.
Apesar do programa ser extenso e cada atividade ter as suas particularidades, Sílvia Ferreira destaca a atividade que inicia o Em Trânsito, o projeto AconTecer da contadora de histórias Bru Junça e da ilustradora Renata Bueno, dias 15 e 16 de outubro, com grupos de idosos em Casegas, Ourondo e São Jorge da Beira. "A Bru conta histórias e vai fazer os idosos contar histórias, enquanto a Renata desenha quem conta as histórias, desenhos que estarão em exposição no dia 17 de outubro no Orfeão da Covilhã".
Destaque também para o encerramento, com o projeto Tina Tona Toa, de Margarida Mestre, "que se divide em dois momentos, um com a realização de diversas oficinas em diversas escolas, com o terceiro ciclo e secundário, em formato de conferência performativa e musical, e depois a apresentação do espetáculo, na Escola Profissional de Artes da Covilhã (EPABI)".
A participação nas atividades é gratuita, mas de inscrição obrigatória, por questões logísticas.
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