13h. Ministra do ambiente pede explicações a Espanha

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Uma da tarde, notícias com Luís Soares. Luís, o Chega acusa Luís Montenegro de estar desfasado da realidade. O PS diz que o discurso do líder do PSD passa ao lado do futuro do país.

São as reações dos dois principais partidos ao discurso de Luís Montenegro na Festa do Pontal, a rentrée política do PSD. O líder social-democrata falou aos militantes, mas sem novidades em temas como o IRS ou as pensões. Num discurso com aproximadamente 50 minutos, Luís Montenegro prometeu que a privatização da TAP vai permitir recuperar o investimento feito e explicou também a reentrada do Estado no capital da REN. No Explicador desta manhã, o líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, acusou o líder social-democrata de fazer um discurso a lembrar os tempos de António Costa.

Luís Montenegro é um primeiro-ministro completamente desfasado da realidade. Aliás, ouvir ontem Luís Montenegro fez-me lembrar os tempos de António Costa, quando discursava e quando pintava um país cor-de-rosa. Neste caso, Luís Montenegro pintou um país cor-de-laranja, um país que só para ele e para a elite do PSD é que existe, porque não existe para o português comum. Os portugueses comuns, nenhum deles se revelou, certamente, no discurso do Luís Montenegro. Quando fala apenas das grandes obras, do futuro do país, nós percebemos claramente que Luís Montenegro não percebe o que custa aos portugueses ir meter combustível ou gasolina. Percebemos que não vai ao supermercado e não sabe quanto custa o cabaz alimentar.

A reação de Pedro Pinto, do Chega. Já o vice-presidente da bancada parlamentar do PS, António Mendonça Mendes, diz que o discurso do Luís Montenegro passa ao lado dos desafios para o futuro de Portugal.

É uma intervenção que não tem nenhum futuro. É uma intervenção autojustificativa, defensiva, uma intervenção que passa ao lado daquilo que são os desafios que o país tem para o futuro. Portanto, não me parece que este discurso tenha sido muito bem-sucedido e principalmente porque é um discurso que nos traz mais perguntas do que propriamente respostas. Vou lhe dar o exemplo. Foi anunciada uma recompra da participação na REN. Eu não tenho muita certeza que o melhor sítio para se fazer esse anúncio seja num comício partidário.

As dúvidas de António Mendonça Mendes, do PS, no Explicador desta manhã.

Na resposta, o porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, recusa que o discurso de Luís Montenegro tenha sido vazio de anúncios.

Também no Explicador, Sebastião Bugalho recusa as críticas da oposição.

Não se pode dizer que haja um desfasamento da realidade do discurso do primeiro-ministro, porque ele foi essencialmente sustentado em números. E se o escutarmos, entendemos isso. A mim parece-me relevante, por exemplo, quando falamos das matérias da habitação, e aí concordamos os três que é uma matéria que deve ser prioritária e que aflige grande parte da população portuguesa neste momento, pareceu-me ser um número bastante positivo o facto de ao dia de hoje já terem sido concluídas 28.700 das casas do PRR que estavam previstas. Parece-me que também é positivo, mantendo-nos nos números, o facto de mais de 100 mil pessoas já terem beneficiado das políticas de habitação jovem do Governo, como a isenção de imposto sobre o IMT.

A resposta de Sebastião Bugalho às críticas da oposição ao discurso de Luís Montenegro ontem na Festa do Pontal do PSD.

A ministra do Ambiente pediu explicações a Espanha por causa da decisão de adiar o encerramento de dois reatores nucleares na central de Almaraz.

Adiamento até 2030, anunciado pelas autoridades espanholas. Em entrevista à Rádio Observador, Maria da Graça Carvalho explica que esteve durante o dia de ontem em contacto com a vice-presidente do governo espanhol. A ministra do Ambiente referiu que Portugal não tem nenhum meio de contestar a decisão espanhola, mas explica que pediu informações a Espanha.

Nós pedimos explicações, pedimos informação. Não temos nenhum meio de contestar esta decisão, nem pelos tratados internacionais, nem pela Convenção de Espoo, não podemos contestar esta decisão. Esta decisão não deu lugar a um estudo de impacto ambiental, portanto, não seremos envolvidos nesta decisão.

Maria da Graça Carvalho diz também que pediu à Agência Portuguesa do Ambiente para estar em contacto com as autoridades espanholas, nas quais diz que confia.

Confiamos nas autoridades espanholas. Aliás, a Espanha, para fazer isto, o governo espanhol para dar esta autorização, teve o parecer positivo de uma entidade, que é o Conselho de Segurança Nuclear Espanhol, que é uma entidade muito credível, com quem a APA tem reuniões regulares e que já dei indicações ao senhor presidente da Agência Portuguesa do Ambiente para entrar em contacto com este conselho e ter todas as informações e seguir as medidas de proteção.

A reação de Maria da Graça Carvalho à Rádio Observador, à decisão de Espanha de adiar o encerramento de dois reatores nucleares na central de Almaraz.

Em relação ao relatório realizado pela ERSE, que conclui que os preços não sobem sistematicamente mais depressa do que descem, a ministra do Ambiente reconhece que tem recomendações importantes.

Num estudo entregue à ministra da Energia, o regulador não encontrou evidência do efeito foguete de pluma na evolução do preço dos combustíveis em Portugal, que repercutiram cotações internacionais. Maria da Graça Carvalho diz que concorda com o facto de o regulador recomendar que não haja limites nos preços.

O regulador recomenda que não se faça limites aos preços e eu, na teoria, concordo. Não gosto de limitar e nem de interferir nos preços do mercado, só em razões excepcionais, e foi isso que eu disse quando mandei a carta à ERSE Só quando há um aumento excepcional, sem que todas as razões sejam percetíveis e entendíveis porque é que há esse aumento, é que se deve interferir no mercado. E a ERSE diz-nos que, em vez disso, é mais eficiente fazer auxílios destinados aos setores mais vulneráveis.

A ministra do Ambiente e Energia, em declarações à Rádio Observador, garante que o governo vai avaliar como colocar em prática algumas das recomendações deste relatório da ERSE, que tinha sido pedido precisamente pela ministra Maria da Graça Carvalho.

E o Presidente da República pede uma cultura de responsabilidade nas estradas e diz que Portugal não pode aceitar que conduzir seja uma fatalidade.

Isto numa altura em que muitas famílias aproveitam a segunda quinzena de agosto para viajar de carro para destinos de férias. António Guterres pede cautela na estrada. Num discurso esta manhã, nas comemorações do centenário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Celoricenses, o chefe de Estado recorda os números dramáticos dos acidentes rodoviários no ano passado e este ano para pedir responsabilidade.

Não podemos aceitar que morrer na estrada continue a ser uma fatalidade. Cada morte é uma família destruída, um projeto de vida interrompido. Apelo a uma cultura de responsabilidade nas estradas portuguesas. Em 2025, morreram 589 pessoas nas estradas portuguesas. Já este ano, cerca de 300 mortos. São números dramáticos que não podemos aceitar. Temos todos o dever de agir, de parar esta tragédia.

O número de mortos nas estradas portuguesas, que aumentou em relação ao mesmo período do ano passado e, por isso, o chefe de Estado pede uma cultura de responsabilidade aos cidadãos neste período de férias. O presidente da República aproveitou também para anunciar a atribuição de uma condecoração à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Celoricenses. António Guterres enaltece o trabalho desenvolvido pelos bombeiros nas diversas áreas.

Nos Europeus de Atletismo, a Agathe Sousa está qualificada para a final do salto em comprimento, que vai ser amanhã à noite.

Manhã positiva para as atletas portuguesas na qualificação destes europeus que decorrem em Birmingham, na Inglaterra. Agathe Sousa foi a primeira a competir no salto em comprimento, garantiu a qualificação à primeira. A atual campeã do mundo da categoria conseguiu a marca de sete metros, o segundo melhor registro no global da qualificação. Em declarações à RTP2, Agathe Sousa revela que ganhou motivação para a final de amanhã com o salto de hoje.

Sete metros continua a ser uma boa marca, com ou sem vento. Não estava muita à espera, estava com dúvida naquilo que poderia fazer. Saio da qualificação um bocado mais motivada e consciente daquilo que pode acontecer na final. Nada está garantido até o último salto amanhã, por isso vou ter calma e encarar cada salto como se fosse o último.

Agathe Sousa, campeã do mundo, vai amanhã em busca de medalha. Final de salto em comprimento às 20h05. Também nos 1500 metros femininos, Patrícia Silva e Salomé Afonso conseguiram a qualificação para a final de amanhã. Patrícia Silva foi a mais rápida de toda a ronda da qualificação.

A fechar, Luís, outras notícias em destaque.

Está em fase de resolução o incêndio que estava ativo desde ontem em Vila Pouca de Aguiar, no distrito de Vila Real. No local mantêm-se 120 operacionais, apoiados por 54 viaturas e cinco meios aéreos para fazer a consolidação e rescaldo. Foram colocados para o próximo ano letivo mais de 20 mil professores, a larga maioria através de mobilidade interna, anúncio feito pelo Ministério da Educação. Os professores colocados devem agora aceitar a colocação na plataforma e apresentar-se nas novas escolas a 1 de setembro.