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Notícias. Carla, apesar das polêmicas, o lugar do Ministro da Administração Interna não está, para já, em risco. O governo já definiu a estratégia de comunicação para o caso Luís Neves e com muitas semelhanças com a polêmica em torno da Spinum Viva.
Luís Neves promete para breve os esclarecimentos sobre os casos que o têm envolvido. O ministro tem rejeitado responder às perguntas dos jornalistas sobre o tema, diz que a seu tempo irá falar. "O Observador" ouviu vários elementos do governo e esta estratégia do silêncio é propositada. Para todos eles, o caso Spinum Viva é a prova de que pode resultar. Miguel Gato.
Sim, o governo acredita que não faltará muito até que a opinião pública se canse deste caso Luís Neves e que a população acabe por gerar indiferença ou até alguma empatia para com o ministro, até porque um elemento do governo pergunta mesmo, em declarações a "O Observador", se algum português acha normal que a casa de Luís Neves tenha sido filmada com drones, tal como aconteceu com a casa de Luís Montenegro em Espinho. Este elemento do Executivo acredita que nos dois casos ultrapassaram-se todas as linhas, assim como no caso da Spinum Viva, a empresa familiar do primeiro-ministro que ditou a queda do primeiro governo de Luís Montenegro. Por isso, o governo acredita que o ministro vai conseguir utilizar a mesma estratégia que foi utilizada neste caso e reduzir a polêmica do outro lado apenas a uma ideia, a de que se houve algum problema no processo, foi apenas o da informalidade e que Luís Neves estava apenas a tentar resolver um problema. Com isto, aposta-se dentro do governo que a opinião pública há de compreender que seria um absurdo sacrificar um ministro por um assunto considerado menor. No governo, concete-se a ideia de que esta estratégia de comunicação não é perfeita, mas é neste momento a possível.
Aliás, Miguel, uma das peças desse puzzle já começou a surgir e pode favorecer a estratégia do governo.
A CNN Portugal revelou ontem que terá partido do diretor financeiro e de patrimônio da PJ a iniciativa de pedir ao empreiteiro de Barcelos que ficasse com o aterrado, sendo que Luís Neves terá dado apenas o aval. Ora a confirmar-se esta informação, o caso pode mudar de figura e vai ser, com certeza, aproveitado pelo governo para tirar a credibilidade de todos os que criticaram o Ministro da Administração Interna. "O Observador" sabe também que o lugar de Luís Neves, por isso, não está para já em risco, a menos que sejam conhecidas novas informações que comprometam o também antigo diretor da PJ.
Miguel Gato, com a estratégia que o governo está a seguir para segurar o ministro da Administração Interna, ninguém esconde que o caso foi e é desgastante, mas todos acreditam que há de ser ultrapassado. Ontem, o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, pediu uma reunião com o primeiro-ministro para esclarecer os casos que envolvem Luís Neves, um encontro que ainda não tem data para acontecer.
Mantêm-se as contradições sobre o caso do alegado assalto ao gabinete de André Ventura na Assembleia da República. Há dúvidas sobre a cronologia dos acontecimentos, nomeadamente quem foi a primeira pessoa a entrar no gabinete ontem de manhã.
"O Observador" falou com várias pessoas envolvidas no processo para reconstituir a linha de tempo. Houve duas pessoas que chegaram ontem de manhã ao gabinete, uma funcionária responsável pela limpeza e o deputado do Chega, Francisco Gomes. André Ventura garante que a responsável da limpeza chegou ao gabinete momentos antes do deputado. Ora, isto contraria as informações iniciais que apontavam para uma chegada dos dois pela mesma hora, às sete da manhã. A jornalista do Observador, Mariana Lima Cunha, fala em contradições que precisam de ser esclarecidas.
As primeiras informações a que nós tivemos acesso, de fontes que acompanharam este processo, diziam-nos que o deputado Francisco Gomes era a primeira pessoa que tinha chegado à sala do Chega. As informações que vêm do próprio Chega, e que foram adiantadas por André Ventura, foi que a responsável pela limpeza tinha chegado ainda antes do deputado e que tinha falado com a GNR, que está sempre ali a fazer a segurança da Assembleia da República 24 horas por dia. Um aparente detalhe muito importante para explicar se aquele cenário é encontrado primeiro por uma pessoa alheia ao Chega, que não tem qualquer interesse na situação, ou se é uma parte do Chega, neste caso um deputado, uma vez que este é um caso um bocadinho rocambolesco e que veio logo levantar algumas sugestões à boca pequena de que poderia ter sido uma encenação, por exemplo.
A jornalista de política do Observador, Mariana Lima Cunha, na história do dia. André Ventura afirma que foram roubados documentos relacionados com a Comissão Parlamentar de Inquérito a Luís Neves, que o Chega está a preparar, e também informações sobre o primeiro-ministro. A Polícia Judiciária está a investigar. "O Observador" sabe que foram solicitados aos serviços do Parlamento os registros das entradas e saídas no edifício entre segunda à noite e ontem de manhã.
É um artigo que está em destaque no site do Observador e também em destaque na história do dia desta quarta-feira. Foi dominado esta madrugada o incêndio da Guarda. As chamas consumiram nos últimos dois dias 4 mil hectares ao longo de 40 quilômetros.
O fogo começou na localidade de Ruchoso, na Guarda, e atingiu os conselhos vizinhos de Almeida, Pinhel e Sabugal. Percorreu 40 quilômetros, consumiu 4 mil hectares, foi dado como dominado à 01:00. O comandante Sub-regional de Emergência e Proteção Civil das Beiras e Serra da Estrela, João Rodrigues, alerta para reativações e por isso avisa que a situação ainda é crítica.
Os próximos dias, essencialmente durante esta semana, mais quatro dias, sabemos que serão desfavoráveis para aquilo que é o risco de incêndio rural e portanto temos que limitar ao máximo aquilo que é o potencial que é este incêndio, que tem uma área afetada já de cerca de 4 mil hectares e um perímetro de 40 quilômetros e portanto temos que limitar ao máximo o potencial de reativação dele.
O comandante sub-regional João Rodrigues em declarações esta noite aos jornalistas. A A25 e a Estrada Nacional 16 chegaram a estar cortadas, mas foram entretanto reabertas. A esta hora continuam no terreno mais de 500 operacionais, apoiados por 170 viaturas e dois meios aéreos que se juntaram às operações de rescaldo na última hora.
Situação mais complicada no outro incêndio, desta vez em Vale de Passos, no distrito de Vila Real.
Este fogo começou ontem à tarde, está a ser combatido a esta hora por mais de 400 operacionais e 130 viaturas. Ontem à noite, o incêndio tinha três frentes ativas, mas não havia localidades em perigo. As chamas consomem uma zona de mato extensa na zona de Cabeço. A Estrada Nacional 213, que liga Vale de Passos a Chaves, estava cortada na zona do incêndio no mais recente ponto da situação, sendo que hoje há oito distritos do continente sob aviso amarelo do IPMA para calor e dezenas de concelhos de oito distritos no Norte e Centro de Portugal estão em perigo máximo de incêndio.
Entretanto, as equipas enviadas pela Proteção Civil para ajudar no combate aos incêndios de Espanha e França estão de regresso ao nosso país.
Estão, sim. A equipa que foi para Espanha volta hoje. Foi mobilizada no fim de semana na sequência de um pedido de apoio de Espanha. Em comunicado, a Proteção Civil destaca que estes operacionais portugueses ajudaram na proteção de pessoas, bens e património natural. Já a equipa enviada para França regressa amanhã. Estes operacionais foram mobilizados ao abrigo do mecanismo de proteção civil da União Europeia. Em Espanha, os incêndios continuam estabilizados. Não houve avanços durante esta noite. Situação semelhante em França, com as autoridades a falarem de uma noite calma e com o incêndio controlado.
Olhamos agora para mais uma polêmica com a arbitragem no futebol português. Pedro Proença, surgem áudios a criticar árbitros e também num tom ameaçador para um dirigente do Benfica.
Estes áudios são antigos, são do tempo em que Pedro Proença era presidente da Liga e foram gravados em encontros com clubes. Começaram ontem a circular na internet, foram divulgados pelo jornal "Record". Nestes registros sonoros, pode ouvir-se o atual presidente da Federação Portuguesa de Futebol a criticar a arbitragem em Portugal. Proença considera que tirando três ou quatro árbitros, os juízes no futebol português são todos muito fracos. Noutro áudio, Pedro Proença surge também em tom ameaçador para com Fernando Seara, então o presidente da Assembleia Geral do Benfica. Proença diz também que das 32 vezes em que foi chamado à Polícia Judiciária, 27 foram por causa de processos do Benfica. Para já, todas as partes envolvidas recusam fazer qualquer comentário sobre o assunto. Esta é uma polêmica que surge numa altura em que existe uma investigação aberta pela Polícia Judiciária, na sequência de uma queixa por suspeitas de corrupção na nomeação de árbitros em jogos da primeira liga de futebol.
Na Rádio Observador, depois do jornal do meio-dia, temos uma edição especial do programa Sem Falta para analisar todos estes casos. Já a seguir, há momentos de glória. Antes disso, outras notícias em destaque a esta hora.
Os lucros da EDP Renováveis aumentaram 96% no primeiro semestre deste ano. Esta subida representa mais de €180 milhões. A informação é avançada num comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários. Dia decisivo para o processo de privatização da TAP. A Air France-KLM e a Lufthansa têm até hoje para apresentar propostas vinculativas para a entrada no capital da companhia aérea portuguesa. As propostas finais vão definir o valor do investimento e o plano estratégico para o futuro da empresa. De acordo com o jornal "Eco", a TAP vale atualmente entre 1,9 e 2,1 mil milhões de euros, ou seja, cinco vezes mais do que no anterior processo de privatização, que aconteceu em 2015, no governo de Pedro Passos Coelho. Os Estados Unidos lançaram ataques em conjunto com a Arábia Saudita contra grupos armados apoiados pelo Irã, no Iraque. A operação surge depois de um ataque iraniano com mísseis contra uma base norte-americana na Jordânia. A Casa Branca acusa estes grupos de atacar alvos norte-americanos e também a infraestrutura energética da Arábia Saudita. Agora, imaginem o que é, coisa difícil, ganhar a loteria duas vezes na mesma semana.
Isso não é possível. Valente Loureiro. Isso não é possível.
Tu és logo... Vamos antes para os Estados Unidos, onde isto aconteceu de facto. Um homem ganhou um prêmio de 40 mil dólares por ano, durante 25 anos, ou seja, 1 milhão de dólares.
É o pé-de-meia.
Um pé-de-meia. Sentiu-se com tanta sorte perante este pé-de-meia que poucos dias depois comprou uma raspadinha e não é que ganhou mesmo, acrescentou mais um prêmio de 25 mil dólares.
Está muito mal distribuída a sorte. Muito mesmo.
Está mesmo mal distribuída.
O que ele vai fazer ao dinheiro?
O que é que vai fazer? O que é que pode fazer? Diz que vai prolongar as férias, vai comprar um carro novo, vai ajudar a família e vai também poupar.
Vai fazer bem. E vai comprar mais raspadinhas. E certificados da poupança.
Eu aposto que sim.
A sorte de um norte-americano no fecho do jornal das 20h.