Este último ataque elevou para pelo menos 231 o número de pessoas mortas em 69 ataques contra embarcações realizados pelas forças norte-americanas desde que a Administração do Presidente norte-americano Donald Trump começou, há quase um ano, a visar aqueles a quem designa como "narcoterroristas".
Tal como na maioria dos comunicados militares relativos a ataques no Pacífico oriental e no mar das Caraíbas, o Comando Sul dos Estados Unidos afirmou ter visado os alegados traficantes de droga ao longo de rotas de tráfico conhecidas.
Os militares não apresentaram provas de que a embarcação transportava droga. Um vídeo publicado na rede social X mostrava o que parecia ser uma embarcação em movimento, seguindo-se um clarão.
A administração Trump está a procurar alcançar acordos com países aliados para alargar a sua ofensiva a operações terrestres em vários países da América Latina.
O secretário da Defesa, Pete Hegseth, afirmou, durante uma visita ao Panamá no mês passado, que a Colômbia, a Guatemala e as Honduras tinham concordado em permitir que os Estados Unidos realizassem operações militares conjuntas contra grupos criminosos nos respetivos territórios.
No entanto, a Guatemala negou ter alcançado um acordo desse tipo, enquanto o Equador iniciou missões semelhantes com os Estados Unidos em março.
Trump, afirmou que os Estados Unidos estão em "conflito armado" com os cartéis da América Latina e justificou os ataques como uma escalada necessária para travar a entrada de droga no país e as overdoses fatais que têm causado mortes entre os norte-americanos.
No entanto, a sua Administração apresentou poucas provas que sustentem as alegações de que as pessoas mortas eram traficantes.
Este mês, o Governo dos Estados Unidos redirecionou 52 milhões de dólares (44 milhões de euros) de assistência militar inicialmente destinada a países da Europa e do Médio Oriente para quatro países da América Latina.
O Departamento de Estado justificou a reafetação das verbas com a necessidade de "combater o narcoterrorismo" no "próprio quintal" e ajudar a "garantir a segurança do Canal do Panamá", considerando que a região tem sido historicamente negligenciada na distribuição da assistência militar norte-americana.
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