O ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol assegurou, esta terça-feira, dia 11 de agosto, que "até a última pessoa que entrou ilegalmente em Espanha regressará a Marrocos".
As afirmações foram feitas no final de uma reunião com o presidente de Ceuta, Juan Jesús Vivas.
O governante enviou ainda uma mensagem a todos aqueles que possam estar a pensar fazer uma nova travessia.
"Não arrisquem as vossas vidas, o vosso dinheiro e o vosso futuro numa aventura que está destinada ao fracasso. Todos os que entrem de forma ilegal em Ceuta ou Melilla serão devolvidos" garantiu José Manuel Albares.
Recorde-se que foi notícia na semana passada que uma nova data para uma nova tentativa de travessia em massa estava a ser partilhada e divulgada nas redes sociais.
"Vemo-nos lá no dia 15 de agosto", pode ler-se nas redes sociais, nomeadamente num grupo seguido por mais de 23 mil pessoas e destinado a pessoas interessadas em emigrar de Marrocos para Ceuta, denuncia o El País.
Muitos acreditam que a chamada é falsa e apenas uma brincadeira, outros tantos temem que seja o prenúncio de que uma nova travessia em massa poderá repetir-se no fim de semana.
Segundo fontes policiais citadas pela EFE, as forças de segurança de Espanha acompanham há dias este fenómeno e analisam as mensagens com muita precaução.
As mesmas fontes disseram que a origem dessas mensagens poderá ultrapassar as fronteiras de Espanha e de Marrocos, não se descartando que a origem esteja noutros países e que, inclusive, o número de seguidores ou "gostos" tenha sido manipulado.
Apesar disso, o dispositivo policial mobilizado em Ceuta manteve-se igual nos últimos dias.
Cerca de 72.000 migrantes entraram em 24 horas em Ceuta, na semana passada, e 70.000 já regressaram a Marrocos, segundo dados atualizados de Madrid.
Ceuta, um pequeno território de cerca de 83.000 habitantes situado no extremo norte de Marrocos e banhado pelo estreito de Gibraltar, é uma das duas fronteiras terrestres entre África e a Europa, a par de outro enclave espanhol, a cidade de Melilla.
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