Autarca de Gotemburgo ameaçado no último dia da campanha na Suécia

Jonas Attenius, também líder local dos Sociais-Democratas, encontrava-se num bar local a gravar um vídeo de campanha, juntamente com um colaborador, quando um homem se levantou e correu na sua direção aos gritos, de acordo com a rádio pública sueca.

"Ele queria empurrar-nos para o rio e chamou-me traidor e porco socialista, entre outras coisas. O meu colega chamou a polícia enquanto eu tentava acalmar o homem. Felizmente, ninguém ficou ferido fisicamente, mas ficámos naturalmente chocados com a situação", disse Jonas Attenius à televisão pública sueca SVT.

Na Suécia não há dia de reflexão, decorrendo a campanha eleitoral até à véspera do dia de votação.

A polícia retirou o suspeito, um homem de 55 anos, do local, tendo sido apresentada queixa por ameaça, acrescentou a SVT.

A líder dos Sociais-Democratas e antiga primeira-ministra Magdalena Andersson comentou o caso, apontando o dedo aos Democratas Suecos, partido da direita radical nacionalista, que acusou de legitimar o tipo de discurso usado pelo homem.

Às televisões suecas, Andersson disse que "há um partido que usa a palavra traidor à pátria". Os Democratas Suecos (direita radical nacionalista) responderam que traçar este paralelo é "simplesmente estúpido".

Attenius escreveu, entretanto, nas redes sociais que está bem.

Os suecos vão hoje à urnas, numa corrida renhida liderada pelos Sociais-Democratas, mas com um cenário de governação incerto.

O atual governo de coligação de direita, com apoio da direita radical, está, em conjunto, muito próximo das intenções de voto do bloco da esquerda.

A margem é tão curta que um dos maiores canais privados da Suécia decidiu não transmitir a habitual sondagem antes do fecho das urnas.

De acordo com sondagens feitas nas últimas semanas, os blocos estão muito próximos e o desfecho é imprevisível, pelo que o canal TV4 só fará projeções após o fecho das urnas às 20:00 (19:00 em Lisboa).

A votação tem ocorrido com tranquilidade, mas com longas filas em vários locais.

Em Umea, cidade do norte da Suécia, um eleitor contou à agência Lusa estar à espera há cerca de quatro horas.

A imprensa sueca tem também reportado longas filas noutros locais de voto, com os eleitores a esperarem entre uma e duas horas para votar.

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