Como é feita a recuperação de cachalote rara resgatada em SC | G1

Com quadro de saúde estável, ela recebe alimentação com papa de peixe a cada duas horas e hidratação por sonda. Como ainda não consegue nadar sozinha, a cachalote também tem o apoio de duas pessoas para se manter em movimento em uma piscina de água salgada.

Segundo a ONG R3 Animal, responsável pelo tratamento, o exercício estimula a recuperação das habilidades de nado (assista acima).

Entre os cuidados, também estão o monitoramento de especialistas 24 horas por dia e acompanhamento constante da frequência respiratória.

Encontrada na segunda-feira (14) em Balneário Gaivota, no Sul de Santa Catarina, a cachalote foi transportada por 251 quilômetros para passar por atendimento adequado em Florianópolis. O resgate foi feito pela Educamar e o percurso contou com a escolta da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O animal é uma fêmea juvenil e pesa 76,5 kg. Novos exames realizados por veterinários na Capital apontaram que mede 1,80 metro de comprimento - no dia do resgate, a estimativa era de que ela tinha cerca de 1,60 metro.

Como é a recuperação de cachalote rara resgatada em SC — Foto: R3 Animal/Divulgação

Quando foi achada, ela estava desorientada e apresentava lesões pelo corpo, mas estava responsiva e ativa.

Ao chegar em Florianópolis, foi transferida para uma piscina com água salgada, onde passou a receber cuidados intensivos, sendo monitorada 24 horas por dia.

A causa do encalhe não havia sido identificada até a última atualização da reportagem.

Espécie é conhecida como 'baleia com dentes'

Cachalotes-pigmeus (Kogia breviceps) são mamíferos marinhos da subordem Odontoceti, a mesma dos golfinhos, que habitam águas tropicais e temperadas em todos os oceanos. Popularmente, são conhecidos como “baleias com dentes”.

São animais de pequeno porte, que podem atingir até quatro metros de comprimento, e possuem corpo robusto e cabeça quadrangular, semelhante ao cachalote-anão (Kogia sima).

Segundo a R3 Animal, a espécie se alimenta em águas profundas e possue hábitos discretos, sendo difícil avistá-la na superfície do mar.

Quando se sentem ameaçados, podem liberar um líquido castanho-avermelhado que forma uma nuvem densa na água, capaz de confundir predadores e auxiliar na fuga.

Animal estava ativo, mas desorietado quando foi encontrado em praia — Foto: Educamar/Divulgação

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