Andrea Pirlo recorreu, ao início da manhã desta segunda-feira, às redes sociais para publicar um extenso comunicado, no qual faz saber que está fora da corrida ao cargo de selecionador de Itália, ainda que fosse o alvo predileto da Federação Italiana de Futebol (FIGC) para fazer face à demissão de Gennaro Gattuso.
"Por respeito pelo diálogo entre as instituições, à Federação e a todas as pessoas envolvidas, optei por manter-me em silêncio, até agora, mas, depois de ter tomado conhecimento, ontem, de que não seria mais candidato ao banco da seleção italiana, sinto que é meu dever clarificar alguns aspetos", começou por escrever o (ainda) treinador do Dubai United.
"Nos últimos dias, assistiu com grande amargura ao debate que se desenvolveu em torno do meu nome e da possibilidade de assumir o papel de treinador principal da seleção italiana. Ao longo da minha carreira, primeiro, enquanto jogador, e, agora, como treinador, desenvolvi sempre a minha atividade em pleno respeito pelas leis dos países nos quais trabalhei e pelos contratos que assinei", prosseguiu.
"A colaboração profissional no centro das recentes polémicas nasce no âmbito do meu percurso profissional nos Emirados Árabes Unidos, e é de natureza exclusivamente comercial e desportiva. Atribuir a tal colaboração um significado político significa atribuir-me convicções que eu nunca expressei nem que me pertencem", completou.
Andrea Pirlo referia-se, claro está, ao contrato que mantém enquanto embaixador global da casa de apostas russa Fonbet, que tanto deu que falar, ao longo dos últimos dias. Ainda assim, o próprio fez questão de "agradecer a [Paolo] Maldini e a Leonardo pela estima e confiança que demonstraram", ao longo das negociações, aplaudindo a "competência, a seriedade e o amor que sempre dedicaram ao futebol italiano".
"Lamento que uma escolha de caráter desportivo tenha sido rapidamente transformada num confronto público que acabou por atribuir à minha pessoa significados e intenções que não me pertencem O amor por Itália não depende de um cargo. Faz parte da minha história, da minha identidade, e continuará a acompanhar-me, sempre", concluiu.
Pep Guardiola também já tinha caído por terra
O volte-face nas negociações entre a FIGC e Andrea Pirlo surge menos de uma semana depois de o diálogo que o organismo manteve com Pep Guardiola (que se encontra livre, depois de ter colocado um ponto final num percurso de dez anos ao leme do Manchester City) ter, também ele, caído por terra.
O agora embaixador do City Football Group terá começado por exigir um ordenado na ordem dos 20 milhões de euros líquidos por ano para assumir o cargo de selecionador nacional, antes de fazer saber que já não estaria disponível para o fazer, alegando motivos de ordem pessoal e familiar.
Continua, assim, a por um novo timoneiro por parte da nação transalpina, que, depois de ter falhado o apuramento para mais um Campeonato do Mundo, centra todas as atenções na nova época da Liga das Nações. O primeiro jogo da fase de grupos será diante da Bélgica, a 25 de setembro, no Estádio Olímpico de Roma.
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