Banco do Brasil (BBAS3) volta ao positivo no ano; ação pode subir mais?

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As ações do Banco do Brasil (BBAS3) atravessam uma fase de recuperação após reagirem a partir do suporte de R$ 17,67. O movimento levou o papel novamente para cima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, além de devolver o ativo ao campo positivo no ano. BBAS3 acumula alta de 7,55% em setembro e valorização de 3,32% em 2026.

Na última sessão, porém, a ação recuou 1,86%, cotada a R$ 22,24, iniciando uma acomodação depois da arrancada recente. Diante disso, a queda ainda pode ser interpretada como uma realização normal dentro da recuperação, sem comprometer a melhora técnica. O afastamento das médias e o IFR diário em 69,78 pontos, próximo da sobrecompra, reforçam a possibilidade de novas correções ou da formação de um pullback.

O comportamento nas próximas sessões será importante para definir se o papel retomará a alta ou aprofundará a realização. Para recuperar força compradora, BBAS3 precisa superar a região de R$ 23,21/R$ 23,90 no gráfico diário. No sentido contrário, a perda das médias e dos suportes em R$ 21,47/R$ 21,45 enfraqueceria a reação e elevaria o risco de uma correção mais ampla.

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Análise Técnica Banco do Brasil (BBAS3)

Pelo gráfico diário, observo que as ações do Banco do Brasil permanecem em recuperação, apesar da queda de 1,86% na última sessão, quando encerraram cotadas a R$ 22,24. Depois da forte valorização das últimas semanas, considero o recuo, até o momento, compatível com uma realização de lucros.

O papel continua acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, mantendo uma configuração favorável à continuidade da recuperação. O afastamento recente em relação às médias, entretanto, abre espaço para uma correção ou para a formação de um pullback. Esse movimento poderá ser saudável para a tendência caso encontre novamente entrada de compradores na região das médias.

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O IFR de 14 períodos está em 69,78 pontos, próximo da zona de sobrecompra. A leitura reforça a necessidade de cautela após o movimento mais esticado, embora não represente, isoladamente, um sinal de reversão. Enquanto BBAS3 permanecer acima das médias e dos suportes mais próximos, a estrutura continuará favorecendo os compradores.

Para retomar o avanço, acompanho inicialmente as resistências em R$ 23,21 e R$ 23,90. O rompimento dessas regiões, principalmente se acompanhado por volume comprador, poderá dar novo fôlego ao papel e abrir caminho para R$ 25,20 e R$ 27,43. Em um movimento mais amplo, o principal objetivo estará na máxima histórica de R$ 28,83.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz.

No sentido contrário, uma correção ganharia força com a perda das médias móveis e do primeiro suporte em R$ 21,47. Abaixo desse nível, os próximos pontos de sustentação aparecem em R$ 19,78, R$ 18,76 e R$ 17,67. A perda desta última região comprometeria de forma mais significativa a recuperação e poderia levar o ativo a R$ 16,90.

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Minha leitura de curto prazo permanece positiva, mas com atenção à possibilidade de realização. A retomada da alta dependerá da superação de R$ 23,21/R$ 23,90, enquanto a perda de R$ 21,47 aumentaria a pressão corretiva.

Suportes: R$ 21,47; R$ 19,78; R$ 18,76; R$ 17,67; R$ 16,90.

Resistências: R$ 23,21; R$ 23,90; R$ 25,20; R$ 27,43; máxima histórica em R$ 28,83.

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Análise de Médio Prazo

Pelo gráfico semanal, observo uma recuperação relevante das ações do Banco do Brasil após a reação iniciada no suporte de R$ 17,67. O papel acumula valorização de 7,55% em setembro e voltou ao campo positivo em 2026, com alta de 3,32% no ano.

A melhora levou BBAS3 novamente para cima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. Nesta semana, o papel passa por uma correção após duas semanas de forte valorização, mas o movimento ainda não compromete a recuperação. Enquanto a ação permanecer acima das médias, considero que o cenário continuará favorável à manutenção do fluxo comprador.

Para avançar, acompanho inicialmente a resistência de R$ 22,84. A superação desse patamar poderá dar novo fôlego às altas e abrir caminho para R$ 25,20 e R$ 27,43, tendo como objetivo mais longo a máxima histórica de R$ 28,83. Um rompimento acompanhado por aumento do volume reforçaria a recuperação e melhoraria ainda mais a estrutura de médio prazo.

Fonte: Nelogica. Gráfico semanal. Elaboração: Rodrigo Paz.

No sentido contrário, a perda das médias móveis representaria um sinal de enfraquecimento, com o primeiro suporte relevante em R$ 21,45. Abaixo desse nível, o papel poderia voltar a testar R$ 17,67, região que sustentou a reação recente. Caso esse suporte também seja rompido, os próximos níveis aparecem em R$ 16,90, R$ 14,90 e, em uma extensão das perdas, R$ 12,78.

Minha leitura de médio prazo melhorou com a retomada das médias e a recuperação acumulada em setembro. A correção atual ainda pode ser considerada uma acomodação depois das altas recentes, mas o papel precisará superar R$ 22,84 para recuperar impulso e avançar em direção às resistências superiores.

Suportes: R$ 21,45; R$ 17,67; R$ 16,90; R$ 14,90; R$ 12,78.

Resistências: R$ 22,84; R$ 25,20; R$ 27,43; máxima histórica em R$ 28,83.

(Rodrigo Paz é analista técnico)

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