Um bebé de um mês voltou a apresentar sinais vitais cerca de duas horas após ter sido declarado morto num hospital, em São Paulo, no Brasil. Foi uma funcionária da agência funerária que deu o alerta após ter ido recolher o corpo.
O incidente ocorreu no passado dia 15 de julho, no dia em que Noah Gabriel da Cruz Santos completou um mês de vida. Segundo a imprensa brasileira, o bebé sofreu uma paragem cardiorrespiratória quando estava internado na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) da Santa Casa de Rio Claro, no interior de São Paulo.
A mãe da criança contou, citada pelo meio de comunicação ICL Notícias, que foi uma funcionária da agência funerária que alertou a equipa médica que o bebé ainda apresentava sinais vitais, depois de ter ido recolher o corpo para preparar o funeral cerca de duas horas depois.
Noah nasceu prematuro e tem vários problemas de saúde, incluindo fenda palatina e uma malformação congénita que afeta a alimentação, fala, audição e o desenvolvimento dentário.
O bebé estava internado desde o dia em que nasceu e aguardava transferência para um hospital especializado, onde seria submetido a uma cirurgia. Após o incidente, foi reavaliado e readmitido na UCI.
Segundo explicou o hospital, o estado de saúde de Noah piorou e sofreu uma paragem cardiorrespiratória na passada quarta-feira, 15 de julho. Foram realizadas manobras de reanimação cardiopulmonar por aproximadamente 45 minutos, seguindo todos os protocolos, antes de ser declarado o óbito.
Após a morte ser declarada, o bebé permaneceu na UCI durante cerca de uma hora, sendo depois transportado para outra sala para aguardar a retirada do corpo.
Funcionária de funerária viu saco onde estava bebé a mexer-se
Regina Célia Paschoal, a funcionária da agência funerária que percebeu que o bebé ainda tinha sinais, descreveu a situação como "um susto" e uma "grande emoção".
Em entrevista à TV Globo, Regina contou que viu Noah a mexer-se dentro do saco, que é utilizado para colocar cadáveres, e decidiu abrir-lo.
"Abri e o neném começou a se mexer mais ainda, fazia um barulho, que ele queria respirar", contou.
"Foi um susto, foi uma emoção grande de ver que a gente foi buscar um morto e estava vivo", acrescentou, frisando que, em 17 anos de carreira, nunca presenciou algo semelhante.
Regina estava acompanhada por um colega, Matheus, que se apressou em chamar uma enfermeira após perceberem que o menino poderia estar vivo.
"Foi desesperador, mas com alívio, né?", referiu. "Eu falei [para as enfermeiras], 'meu, eu preciso que vocês vão lá ver porque está mexendo e está dando um tipo um soluço, como se estivesse engasgado. Então eu preciso que vocês vão lá para ter certeza'".
Os pais do menino afirmaram estar a viver um "autêntico milagre" e rejeitaram a possibilidade de negligência médica, afirmando que não vão avançar com um processo judicial contra a Santa Casa de Rio Claro.
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