No vídeo, divulgado no canal Telegram de Ben Gvir, vê-se o ministro a visitar uma prisão de mulheres palestinianas e a falar com uma das prisioneiras, que afirma pertencer à organização fundamentalista Jihad Islâmica, através de uma tradutora.
Questionada sobre as condições da prisão, a prisioneira afirma que a sua situação é "muito má" e queixa-se de que as mulheres não têm intimidade.
"Entram no edifício de dia e de noite. A nossa situação é muito má, os nossos direitos não são respeitados", afirma no vídeo, de acordo com a agência espanhola EFE.
"Não temos o básico, como um banho normal, não temos água nos quartos, há muitas doenças e não há tratamento... estão a torturar-nos", denuncia.
A mulher queixa-se ainda de que ela e as companheiras estão há três dias sem tomar banho nem mudar de roupa interior.
"Acabaram-se os acampamentos de férias nas prisões israelitas", responde-lhe Ben Gvir, que costuma publicar vídeos a humilhar prisioneiros palestinianos.
"Sou eu que estou no comando e todos os que fizeram mal aos meus irmãos não terão as condições de um hotel", afirma em seguida.
Este mês, o ministro anunciou noutro vídeo polémico a construção do que denominou uma "instalação de enforcamento" para os condenados à morte no centro de Israel.
Ainda em agosto, apelou publicamente ao assassínio de "30 a 40 pessoas" por noite em Gaza, que Israel invadiu depois de ter sofrido um ataque sem procedentes do grupo extremista Hamas em 07 de outubro de 2023.
Ben Gvir também foi duramente criticado por muitos países por ter divulgado um vídeo em que humilhava tripulantes da frota de solidariedade com Gaza detidos e levados para Israel.
Considerado um supremacista , Ben Gvir gaba-se com frequência das péssimas condições sofridas pelos palestinianos na prisão.
Desde os ataques do Hamas de outubro de 2023, morreram sob custódia israelita pelo menos 104 detidos, segundo dados obtidos pela organização não-governamental (ONG) Médicos pelos Direitos Humanos Israel.
Muitos dos prisioneiros morreram aparentemente como resultado direto de tortura, negligência médica e privação de alimentos, de acordo com a ONG israelita.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, é alvo de um mandado de detenção do Tribunal Penal Internacional (TPI) por alegados crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos durante a guerra em Gaza.
O Governo de Netanyahu, que se aliou à extrema-direita para formar a atual coligação no poder, foi acusado de genocídio na Faixa de Gaza, um dos territórios da Palestina.
Ben Gvir, 50 anos, líder do partido Otzma Yehudit (Poder Judaico), está proibido de entrar em vários países, incluindo da União Europeia, devido ao seu extremismo.
Restrições semelhantes foram aplicadas ao ministro da Economia, Bezalel Smotrich, líder do Partido Sionista Religioso, também de extrema-direita.
Smotrich, 46 anos, também conhecido pelas posições extremistas e antiárabes, é um colono na Cisjordânia ocupada por Israel desde 1967, e vive no colonato de Kedumim, ilegal à luz do direito internacional.
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