Partido de André Ventura visa a postura da Câmara Municipal do Porto
O Chega vai apresentar na Assembleia Municipal do Porto uma moção que recomenda a adoção urgente de medidas que garantam a continuidade da prática desportiva dos atletas do Boavista.
Em comunicado, o Chega refere que o desaparecimento da atividade do histórico clube representa «um dos maiores problemas desportivos e sociais que a cidade enfrentou nas últimas décadas».
«Estão em causa centenas de crianças e jovens em formação, bem como treinadores, formadores, dirigentes, funcionários e famílias que investiram anos na construção de projetos desportivos que ficaram subitamente sem enquadramento. A Câmara Municipal do Porto não anunciou qualquer solução para assegurar a continuidade destes atletas (…).»
«O Porto tem a obrigação de encontrar soluções para que milhares de atletas, sobretudo crianças e jovens, possam continuar a praticar desporto e a desenvolver os seus percursos desportivos», lê-se em comunicado.
A moção lembra que uma parte significativa das modalidades do Boavista utilizava instalações municipais, designadamente o Parque Desportivo de Ramalde, e considera que o município dispõe de meios para evitar que este património humano e desportivo desapareça.
O Chega lamenta que o executivo municipal não tenha ponderado a aquisição dos ativos desportivos do Boavista.
«O argumento de que uma operação estimada em cerca de 30 milhões de euros seria incomportável para o município contrasta com outras opções de despesa assumidas em iniciativas como festivais», argumenta o partido de André Ventura.
Perante este cenário, o grupo municipal do Chega, composto por três deputados, propõe que a empresa municipal Ágora – Cultura e Desporto seja mandatada para desenvolver «um programa extraordinário de apoio aos atletas e técnicos afetados, apoiando a criação ou consolidação de clubes e associações que possam assegurar a continuidade da sua atividade».
A proposta prevê a disponibilização de instalações municipais, bem como a criação de um regime transitório de utilização dessas infraestruturas em condições especialmente favoráveis para todos os clubes e associações durante a próxima época.
O Boavista vai encerrar a atividade até ao fim de julho, numa decisão que incide em quase 1500 atletas, de 31 modalidades.
Encerradas as atividades do Boavista no Estádio do Bessa e em espaços adjacentes, no qual se incluem todas as modalidades, as chaves das instalações, livres de pessoas e bens, têm de ser entregues até 31 de julho.
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