Bolsas europeias em alta com barril do petróleo a cair quase 7%

Às 08h30 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a subir 0,72% para 649,18 pontos.

As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt avançavam 0,45%, 0,74% e 1,29%, bem como as de Madrid e Milão, que se valorizavam 0,91% e 0,56%.

A bolsa de Lisboa mantinha a tendência de baixa da abertura, com o principal índice, o PSI, a descer 0,66% para 9.154,18 pontos.

O euro valoriza-se 0,33% face ao dólar e está a ser trocado a 1,1407 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt.

O preço do contrato genérico de petróleo Brent, de referência na Europa, cai 6,91% para 90,09 dólares, e o do West Texas Intermediate (WTI), de referência nos Estados Unidos da América (EUA), cede 6,36% para 83,63 dólares.

No mesmo sentido, o contrato ativo de gás natural no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, recua 8,37% para 58,255 euros por megawatt-hora (MWh).

Em Nova Iorque, o Dow Jones e o Nasdaq fecharam com um avanço de 0,46% e um recuo de 0,64% na sexta-feira, e os futuros registam subidas de 0,85% para o primeiro e de 1,56 para o segundo.

O preço do ouro também regista uma subida de 1,26% e a onça está a ser negociada a 4.103,89 dólares, enquanto a onça de prata avança 2,64% para 59,712 dólares.

Os investidores também estão atentos às decisões sobre taxas de vários bancos centrais - Reserva Federal dos EUA (Fed), Banco de Inglaterra e Banco do Japão -, enquanto continua a apresentação de resultados empresariais.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu os bombardeamentos neste fim de semana depois de ouvir os avisos do chefe do Estado-Maior Conjunto, o general Dan Caine, que alertou que reescalar o conflito com o Irão deixaria o Exército dos Estados Unidos sem defesas como os intercetadores de mísseis.

Portanto, depois de quase 14 dias de ataques consecutivos, nas últimas duas os Estados Unidos não realizaram novos bombardeamentos.

Entretanto, o Exército israelita intensificou o cerco à Cisjordânia, numa operação militar que assegura que se prolongará por semanas no território palestiniano, e continua a expansão de colonatos ilegais.

O Primeiro-Ministro de Israel, Benjamim Netanyahu, viaja a Washington para se reunir na terça-feira com o Presidente dos EUA, Donald Trump, que estuda lançar um ataque massivo contra o Irão ou concluir um acordo diplomático.

Na Ásia, o índice Nikkei da bolsa de Tóquio fechou com uma alta de 0,50%, o índice de referência da bolsa de Xangai de 1,15%, o da de Shenzhen de 2,72% e o Hang Seng de Hong Kong de 1,14%.

Na Europa, a semana começa com o índice Ifo de confiança empresarial na Alemanha e um leilão de dívida francesa a três, seis e 12 meses.

Nos Estados Unidos, toda a atenção está concentrada na decisão das taxas diretoras da Fed na quarta-feira, que o mercado antecipa que se mantenham entre 3,50% e 3,75%. Hoje serão divulgados os pedidos de bens duráveis e haverá leilão de dívida a três e seis meses, e a dois e a cinco anos.

Entretanto, os investidores estão atentos à publicação de resultados empresariais, destacando-se em França os do fabricante de pneus Michelin.

O maior fabricante chinês de chips de memória, Changxin Memory Technologies (CXMT), ganhava hoje 531,06% ao meio-dia de sua estreia em Xangai, após protagonizar a segunda maior oferta pública inicial da história da China continental.

No mercado da dívida, a rentabilidade do título alemão a 10 anos descia para 3,133%, depois de ter fechado em 3,071% na sessão anterior.

No mercado das criptomoedas, a bitcoin sobe 1,08 % para 62.295 dólares.

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