'Bomba' mundial. UEFA, CONCACAF e AFC ameaçam abandonar a FIFA

UEFA, CONCACAF e AFC deram um passo em frente na contestação a Gianni Infantino, ao darem o 'pontapé de saída' nas negociações com vista à criação de um modelo alternativo para a governação da FIFA, visto estarem desiludidos com a maneira como o ítalo-suíço tem vindo a operar desde que sucedeu a Sepp Blatter no cargo, em 2016.

De acordo com informações adiantadas, esta quarta-feira, pelo jornal britânico The Guardian, para as confederações de futebol da Europa, da América do Norte e da Ásia, a 'gota de água' foi o facto de não terem sido colocadas a par do (fracassado) projeto da FIFA Forward Enterprise (FFE), subsidiária que iria abrir o Campeonato do Mundo a investimento privado.

Neste momento, em cima da mesa, está a elaboração de um documento que, não só questiona qual o papel ao certo que a FIFA deve desempenhar no futebol internacional, como também a maneira como deve ser estruturada, como deve funcionar e como deve ser feita a distribuição das receitas pelas 211 federações-membro.

O próximo passo, pode ler-se, passará por apresentar as conclusões ao próprio Gianni Infantino, sendo que, se este recusar discuti-las, a proposta final poderá servir como base para o lançamento de um organismo alternativo, o que significará a separação definitiva de UEFA, CONCACAF e AFC da FIFA.

Expetativa máxima para o Mundial feminino de sub-20

O cenário atual faz com que seja aguardado com uma extraordinária expetativa o Campeonato do Mundo de sub-20 de futebol feminino, prova que irá decorrer entre os dias 5 e 27 de setembro, na Polónia, com a presença de seis seleções europeias, quatro norte-americanas, quatro asiáticas, quatro africanas, quatro sul-africanas e duas da Oceânia.

Isto porque a UEFA mantém que as federações-membro que representa (mais propriamente, Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Itália e a anfitriã Polónia) vão boicotar a competição, a não ser que a FIFA avance, o mais rapidamente possível, para uma investigação independente a todas as polémicas que assolaram o Mundial sénior masculino.

Em simultâneo, CONCACAF e AFC também se mantêm de 'costas voltadas' a Gianni Infantino, pelo que a presença de Estados Unidos da América, México, Canadá, Costa Rica, Japão, Coreia do Norte, Coreia do Sul e China também não pode ser garantida, se estas pretensões não forem satisfeitas.

Oposição a Infantino discutida em Salzburgo

No entanto, a 'guerra' não irá ficar-se por aqui. Isto porque se espera que, ainda esta semana, venham a decorrer reuniões potencialmente decisivas para o decurso da mesma, em Salzburgo, na Áustria, onde irá realizar-se o jogo da Supertaça Europeia, entre Paris Saint-Germain e Aston Villa, às 20h00 (hora de Portugal Continental) desta quarta-feira.

Uma das mais aguardadas será aquela que irá colocar, frente a frente, Aleksander Ceferin (presidente da UEFA) e Nasser Al-Khelaifi (líder máximo, não só do PSG, como também da Associação dos Clubes Europeus, a EFC), que continuam a ser apontados como dois dos mais fortes candidatos a fazer frente a Gianni Infantino.

As eleições para a presidência da FIFA, recorde-se, estão agendadas para 18 de março de 2027, mas o prazo para a entrega de candidaturas termina já no próximo dia 18 de março. Victor Montagliani e Shaikh Salman bin Ebrahim Al Khalifa (presidentes, respetivamente, da CONCACAF e da AFC) são outros dos nomes a ter em conta.

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