Caderneta do Mundial, dia 30: será que todos estes talismãs chegam?

Já só há uma pergunta para responder neste Mundial: quem consegue parar a França?

História do dia

Espanha avança, vamos ver se as favoritas Inglaterra e Argentina fazem o mesmo, mas até agora quase todas as equipas vão vivendo de autênticos talismãs em alturas de aperto. Todas, menos uma, que a França ainda não foi apertada, bem pelo contrário.

A pergunta é a mesma de há já vários dias: quem vai parar a França?

A próxima a tentar é a Espanha, que venceu a Bélgica num jogo em que aplico uma receita quase à igual à utilizada contra Portugal, incluindo com um golo tardio marcado por Mikel Merino.

O médio que mais parece um avançado goleador é o talismã de Espanha. Aparece quando tudo o resto falha. É o que acontece também com Lionel Messi na Argentina, Harry Kane em Inglaterra ou ainda - porque não relembrar uma das seleções mais entusiasmantes e ainda em prova? - com Erlin Haaland na Noruega. Todas estas equipas vão tendo altos e baixos e recorrem a figuras individuais para colmatar o coletivo que não funciona.

França é ao contrário: recorre a individuais que funcionam num coletivo ainda melhor. E nem parecem estar a jogar a todo o gás. Perguntamos novamente: quem pára esta França? Os talismãs estão aí.

Frase do dia

"França estará igualmente preocupada", atirou o selecionador espanhol, Luis de la Fuente, depois da qualificação. Mas será mesmo assim?

Jogador do dia

Andreas Schjelderup, Elliot Anderson, Lautaro Martínez e Granit Xhaka. Uns mais conhecidos, outros a fazer a curva ascendente na carreira.

Andreas Schjelderup só foi titular com a França, quando a Noruega rodou a equipa na última jornada da fase de grupos, mas tem sido um autêntico talismã para a equipa nórdica, nomeadamente na eliminatória contra o Brasil, em que fez duas assistências para Erling Haaland. Com uma carreira até aqui intermitente no Benfica, o extremo ganha notoriedade no maior palco de todos.

Já chamam a Elliot Anderson o homem dos 150 milhões, depois de uma transferência milionária para o Manchester City. É um puro médio inglês, mas que acrescenta um poderoso nível técnico ao seu jogo. Tem sido essencial no esquema de Thomas Tüchel.

Lautaro Martínez é o jogador em melhor forma na Argentina, para lá de Lionel Messi, claro. Ao contrário de outros colegas seus, chega bem a este Mundial e está a conseguir fazer bem o papel de ajudante do número 10. Ainda no último jogo, contra o Egito, foi dele a assistência para o golo da vitória.

Granit Xhaka é velha raposa e isso nota-se da melhor forma. A lançar ou a gerir, o médio que agora está no Sunderland é o pêndulo de uma Suíça que nunca se desorganiza. Em grande parte, isso também se deve a ele.

Camisola do dia

É quase como vestir a bandeira, mas neste caso assenta que nem uma luva. A camisola principal da Noruega é revestida de classe, algo que se espera que possa passar para dentro do relvado, onde estará uma das grandes expectativas deste Mundial.

​ Antonio Nusa é uma das grandes figuras desta seleção (Carregue aqui para ver a imagem ampliada)

Não é a camisola mais bonita de sempre, mas é branco sem grandes invenções e isso chega. A Nike fala de um equipamento que pretende evocar a herança do futebol inglês, mas com um toque de modernidade.

Os pormenores de diabos e chamas não passam ao lado (Carregue aqui para ver a imagem ampliada)

É um clássico: a Argentina apresenta sempre dos equipamentos mais bonitos, combinando o mítico azul-celeste com o branco. Esta camisola da Adidas pretende evocar o legado futebolístico do país, acrescentando a inédita terceira estrela conseguida no Catar.

Uma celebração do legado futebolístico dos campeões do mundo (Carregue aqui para ver a imagem ampliada)

A inspiração desta camisola da Suíça são os passaportes futurísticos que o país adotou, e que têm design feito em casa. O objetivo é transmitir disciplina, mas também liberdade. 

Uma camisola com disciplina e liberdade (Carregue aqui para ver a imagem ampliada)

Músicas do dia

Todd Terje - Inspector Norse | Spotify; Apple Music; Tidal; Youtube

É mais um prodígio da música eletrónica da Noruega, que tanto tem dado neste campos nos últimos anos.

mary in the junkyard - Blood | Spotify; Apple Music; Tidal; Youtube

Esta banda de Inglaterra lançou o seu primeiro álbum quando o Mundial já ia a meio. É preciso ouvir aquele que será, muito possivelmente, um dos discos do ano.

Charly García - Nos Siguen Pegando Abajo | Spotify; Apple Music; Tidal; Youtube

Os sons de modernidade de um disco nascido no início dos anos 80 mostram bem porque é que esta banda da Argentina é um autêntico culto no país.

The Young Gods - Envoyé! | Spotify; Apple Music; Tidal; Youtube

Um som industrial vindo da Suíça que se vai reinventando ao longo dos anos.