O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) criticou, na chegada ao debate promovido pela Band neste domingo (23), as ausências de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no encontro, e os chamou de "fujões".
"Dois fujões não estão presentes. Não é possível que o eleitor brasileiro não se sinta decepcionado e desrespeitado pela ausência dos que tem não tem nada a mostrar e muito a esconder", disse Caiado em entrevista coletiva.
O ex-governador de Goiás também atacou os dois adversários, que lideram as pesquisas atuais, com casos polêmicos das campanhas, dizendo que há "Dark Horse de um lado e 'dark lobby' do outro", em referência ao financiamento por Daniel Vorcaro ao filme em homenagem a Jair Bolsonaro, pai de Flávio, e as investigações contra o ex-chefe de gabinete de Lula por supostas relações com uma lobista envolvida com a fraude no INSS.
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Questionado sobre o tema segurança pública e a classificação recente, pelos Estados Unidos, de facções criminosas do Brasil como "terroristas", Caiado minimizou a decisão americana, e disse que "Trump vai cuidar do país dele".
"Donald Trump não vai resolver a segurança pública no Brasil. Quem vai resolver sou eu. Aqui cuidamos nós, a eleição é nossa. Eu saberei sentar e conversar com todos os presidentes”, afirmou Ronaldo Caiado.
Renan Santos (Missão) foi o primeiro presidenciável a chegar nos estúdios da TV Bandeirantes, na zona sul da capital paulista, seguido por Ronaldo Caiado. Augusto Cury (Avante) chegou ao local do encontro logo depois.
Ainda durante sua fala na entrada do debate, Caiado disse que pretende explorar as potencialidades econômicas e os recursos naturais do território brasileiro, alegando que o país é o único, segundo ele, "capaz de liderar em diversos setores estratégicos"
Mais cedo, neste domingo (23), o candidato Romeu Zema (Novo) comunicou que também não iria comparecer, a exemplo de Lula e Flávio Bolsonaro.