Câmara do Porto determina "abate urgente" de 19 árvores nos Aliados, após queda em agosto que fez três feridos

Análise aos exemplares determinou que existiam fragilidades fitossanitárias e biomecânicas, que incluiam podridão ao nível das pernadas e região do colo

A Câmara do Porto determinou o “abate urgente” de 19 árvores na Avenida dos Aliados, por “fragilidades fitossanitárias e biomecânicas” daqueles exemplares, anunciou esta terça-feira a vice-presidente, sendo efetuada, depois, uma “renovação progressiva do restante arvoredo”.

“A 16 de agosto, ocorreu uma queda de árvore [nos Aliados]. Foi pedida e realizada uma análise a todas as árvores ali existentes. Os resultados dessa avaliação extraordinária, realizada de imediato, evidenciaram a existência de fragilidades fitossanitárias e biomecânicas em 19 dos 56 exemplares lá existentes”, descreveu a Catarina Araújo, durante a reunião pública do executivo municipal.

Segundo Catarina Araújo, estas árvores, das espécies ‘Acer platanoides Deborah’ e ‘Acer platanoides Crimson King’, evidenciavam “desenvolvimento vegetativo pouco satisfatório, reduzido desenvolvimento das copas e podridão ao nível das pernadas e região do colo".

O abate terá lugar ainda esta semana e a autarquia promete uma “renovação progressiva do restante arvoredo” naquele arruamento, com monitorização regular das restantes 37 árvores, que serão gradualmente substituídas “num prazo máximo de dois anos”.

“A renovação gradual do arvoredo da Avenida dos Aliados engloba também a reposição de árvores nas 15 caldeiras atualmente vazias, correspondentes a exemplares anteriormente removidos”, pode ler-se em nota divulgada pelo município.

As novas plantações serão da espécie conhecida como carvalho-escarlate, ou ‘Quercus coccínea’, que apresenta “maior resistência e adaptação às condições urbanas, com maior capacidade para desenvolver copas amplas e equilibradas”.

A árvore caída em 16 de agosto acabou por causar três feridos ligeiros, num dia em que ali decorria a etapa final da Volta a Portugal.

Na sexta-feira, o vereador do Chega, Miguel Corte-Real, tinha pedido um levantamento urgente do estado fitossanitário das árvores existentes na via pública, após quedas registadas na Avenida Rodrigues de Freitas e na Praça da República, nas últimas semanas, a somar-se à dos Aliados.

Segundo a vice-presidente eleita por PSD/CDS-PP/IL, que tem o pelouro do Urbanismo e também do Ambiente e Sustentabilidade, a gestão do arvoredo municipal “tem sido uma preocupação” do executivo, e lembrou que “progressivamente têm ocorrido menos quedas e menos ramos”.

Segundo os números municipais, em 2023 foram 132 as quedas de árvores e ramos, contra 100 em 2024, 86 em 2025, e 45 até 30 de agosto deste ano.

Catarina Araújo defendeu o trabalho dos serviços que, só este ano, realizaram 838 abates, entre outras ações, de poda (360) a outras ações de manutenção e prevenção.

“Este executivo decidiu ainda, de imediato, realizar monitorização excecional ao património arbóreo nas escolas sob responsabilidade do município – ao todo, 225 árvores. Já está a decorrer. Até ao final de outubro, antecipamos conseguir ter toda a avaliação feita”, avançou ainda.