Carneiro diz que Montenegro deu um passo "importante", mas garante que o PS ainda só está "a meio caminho" para avaliar o OE

O secretário-geral do PS colocou “quatro condições” tidas como “preparatórias desse diálogo” sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2027

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, afirmou esta segunda-feira que a “palavra pública” do primeiro-ministro sobre as pensões foi “importante”, mas que apenas está feito “meio caminho” para poder olhar para o Orçamento.

“Neste momento diria que estamos quase que a meio caminho (…), para depois podermos olhar para o Orçamento do Estado”, afirmou o secretário-geral do PS, em declarações à Lusa durante a visita à Feira Internacional de Maputo, que arrancou esta segunda-feira na capital moçambicana, com cerca de 100 empresas portuguesas entre quase 3.000 expositores.

“Nós temos de aguardar pela proposta do Orçamento do Estado, é preciso avaliá-la, ver se ela corresponde ou não aos interesses da vida das pessoas, à habitação, ao custo de vida, à saúde, à educação, ao crescimento da nossa economia, à política fiscal”, disse.

Contudo, alertou, o PS colocou “quatro condições” tidas como “preparatórias desse diálogo” sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2027, nomeadamente a revisão da Constituição, a “segurança das pensões”, o financiamento de investimentos depois de terminar o Plano de Recuperação e de Resiliência, além da resposta aos municípios e regiões afetadas pelas tempestades deste ano.

“Duas delas tiveram já uma palavra pública do primeiro-ministro, nomeadamente as questões das pensões. Veio dizer que nesta legislatura não haverá qualquer mudança das pensões. Isso para nós é uma palavra pública importante”, apontou Carneiro.

“A segunda tem que ver com a garantia também que veio dar o Governo de que pretende garantir financiamento para os projetos que estavam em curso, mesmo depois do plano de recuperação e de resiliência”, acrescentou o líder socialista.

Daí que, disse ainda, “é preciso agora dar seguimento prático” a essa mensagem e “aguardar” pelas duas outras questões: “A revisão da Constituição e a resposta às tempestades. E depois, então, entraremos na avaliação do próprio Orçamento do Estado quando ela for apresentada na Assembleia da República”, concluiu.