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Por Gabriela Rosa
Carolina Herrera, na Semana de Moda de Nova York, escolheu celebrar seus 45 anos olhando para a própria história. A maison revisitou códigos que ajudaram a construir sua identidade desde os anos 1980: feminilidade, glamour, estampas marcantes, volumes e referências à própria cidade. Mas não foi um exercício de nostalgia. O passado apareceu como ponto de partida para uma coleção pensada para o presente.
Carolina Herrera, na Semana de Moda de Nova York, escolheu celebrar seus 45 anos olhando para a própria história.
Imagem: ReproduçãoSob a direção criativa de Wes Gordon, elementos reconhecíveis da marca ganharam novas proporções, combinações e leituras. Na moda, assim como na construção da imagem pessoal, existe uma diferença importante entre se atualizar e simplesmente tentar se transformar em outra pessoa.
Vejo muitas mulheres acreditarem que uma nova fase da vida exige abandonar roupas, cores ou estilos que sempre fizeram parte delas. Mas amadurecer a imagem pode significar justamente o contrário: entender melhor o que nos representa e encontrar novas maneiras de expressar essa identidade. Uma peça romântica pode ganhar força com uma modelagem mais estruturada; um clássico pode parecer atual quando combinado de outra maneira. O estilo não precisa ser descartado a cada mudança de fase, ele pode simplesmente evoluir conosco.
Carolina Herrera nos lembra que o verdadeiro luxo está também na consistência de uma identidade
Imagem: ReproduçãoAos 45 anos, Carolina Herrera nos lembra que o verdadeiro luxo está também na consistência de uma identidade. Tendências passam, referências retornam e a moda muda de direção constantemente. Quem sabe quem é não precisa correr atrás de todas elas. Na moda e na vida, evoluir não significa começar de novo, mas pode ser uma chance de aprender a ser, cada vez mais, você.