Caso Cláudio Landeiro: polícia busca 5º agressor e testemunhas | G1

Com a prisão de quatro envolvidos, os investigadores passam a tentar identificar pessoas que passaram pelo local e viram Rafael ferido, mas não o socorreram.

Além disso, os agentes procuram identificar um quinto homem que aparece de moletom nas imagens de segurança que mostram as agressões.

A polícia analisa imagens de câmeras de segurança e outras informações para esclarecer a dinâmica do crime e o envolvimento de cada um dos envolvidos.

Os investigadores também apuram quem contratava os seguranças Davi e Jorge de forma irregular. A polícia quer saber para quais estabelecimentos ou serviços eles trabalhavam e quem era responsável pela contratação.

O entregador Felipe Eduardo dos Santos Silva, preso pela morte do ciclista nesta sexta-feira (21), admitiu em depoimento à polícia que segurou a vítima durante as agressões e deu quatro chutes na região das costas.

Segundo Felipe, ele decidiu deixar o local depois de perceber que o segurança poderia acabar matando Cláudio. De acordo com ele, o homem desferia diversos golpes com um taco de madeira, principalmente na cabeça da vítima.

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Felipe afirmou que chegou a pensar em ajudar Cláudio, mas teve medo de intervir fisicamente porque, segundo ele, o "segurança estava transtornado".

Cláudio Rafael Landeiro no vídeo gravado pelos próprios agressores — Foto: Reprodução

Cláudio começou a ser agredido por um grupo formado por seguranças e entregadores depois de ser apontado como suspeito do roubo de uma bicicleta na região.

A polícia, porém, não encontrou informação concreta de que a bicicleta tivesse sido furtada. O veículo pertencia à irmã de Cláudio.

Segurança procurava por 'ladrão'

Felipe contou que trabalhava como entregador de aplicativo e estava com outros dois colegas na Rua Viveiros de Castro, em Copacabana, quando outro entregador apareceu dizendo que um segurança tentava capturar um ladrão de bicicleta.

Ele e um colega seguiram até a Rua Barata Ribeiro, onde encontraram o segurança armado com um taco de madeira. Segundo Felipe, o homem disse que o suspeito havia roubado uma bicicleta e fugido em direção à Avenida Princesa Isabel.

Felipe Eduardo dos Santos Silva, entregador preso pela morte de Cláudio Rafael em Copacabana — Foto: Reprodução

Na Rua Felipe de Oliveira, os dois entregadores encontraram Cláudio caminhando pela calçada. Eles perguntaram onde estava a bicicleta e por que ele a havia roubado. De acordo com Felipe, a vítima não respondeu e se sentou na entrada de um prédio. Pouco depois, o segurança chegou e confirmou que Cláudio era o homem que ele apontava como autor do roubo.

Ainda segundo o depoimento, o segurança deu o primeiro golpe em Cláudio, que tentou fugir. Foi nesse momento que Felipe o segurou e ajudou a derrubá-lo. Em seguida, admitiu ter dado quatro chutes nas costas da vítima. Ele afirmou que nenhum dos golpes atingiu a cabeça.

Depois de derrubar Cláudio, Felipe disse que revistou os bolsos dele e encontrou apenas uma carteira com papéis velhos. Segundo o entregador, ele jogou a carteira fora ao deixar o local.

No depoimento, Felipe negou ter tido intenção de matar Cláudio e afirmou que não o segurou para facilitar as agressões. Disse que queria apenas impedir que a vítima fugisse porque acreditava que ela havia roubado uma bicicleta. O entregador declarou ainda que foi levado ao erro pelas afirmações do segurança e que, em determinado momento, percebeu que a situação havia saído do controle.

Felipe afirmou também que nunca havia visto Cláudio antes e que não conhecia o segurança nem tinha qualquer relação anterior com ele. Disse ainda que não conhecia um quarto homem que aparece nas imagens das agressões.

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