O Marítimo está prestes a vender Carlos Daniel para o Al Jabalain FC, da 2ª Divisão da Arábia Saudita. O médio-ofensivo de 32 anos, melhor marcador do campeão da 2ª Liga na época passada com 11 golos, tinha mais um ano de contrato e vai assim emigrar pela segunda vez na carreira, depois de ter representado os polacos do Wisla Pulawy em 2021/22. O acordo está feito e deve ser finalizado nos próximos dias.
Entretanto, Raphael Guzzo -- o jogador mais experiente do plantel em jogos de 1ª Liga -- acredita numa boa época dos madeirenses. "As perspetivas passam, acima de tudo, por garantir o nosso principal objetivo, que é a permanência. O nosso foco está já no primeiro jogo, frente ao Casa Pia. Queremos encarar esse desafio com a máxima seriedade e apresentar-nos competitivos, porque é para isso que temos trabalhado. Antes disso, ainda temos mais dois jogos de preparação, que também são importantes para o nosso crescimento. A pré-temporada tem corrido bem. Obviamente que, por vezes, os resultados não são aqueles que pretendemos, mas isso faz parte desta fase e não acontece apenas connosco. Estamos a preparar-nos para chegar nas melhores condições ao jogo com o Casa Pia", disse o médio.
A ideia de Mitchell van der Gaag é necessariamente diferente da de Miguel Moita. “O mister é alguém a quem reconhecemos, acima de tudo, grande qualidade humana. É uma pessoa séria, íntegra e honesta. Este grupo valoriza muito esse lado humano. Em termos de trabalho, tem sido uma pré-temporada muito exigente, mas acredito que essa exigência nos vai ajudar a atingir os nossos objetivos. Queremos chegar à competição preparados para sermos mais fortes do que os nossos adversários ao longo dos 90 minutos. É para isso que temos trabalhado, com muita intensidade", disse.
O dérbi com o Nacional será uma oportunidade de mostrar-se aos adeptos e é um jogo de cariz sempre especial. “Um dérbi é sempre um dérbi. Vai ser o primeiro para muitos de nós. Queremos encará-lo com a máxima seriedade, porque também faz parte da preparação para o jogo com o Casa Pia. Sabemos que é um encontro importante para os maritimistas e para a ilha, por isso queremos dar uma boa resposta e sair com a sensação de que estamos preparados."
Guzzo é o mais experiente do plantel em jogos de 1ª Liga
O jogador ainda tem pouca noção do que vale o Casa Pia. "Foi uma equipa que se manteve na 1ª Liga no playoff, onde teve muitas dificuldades contra uma equipa da 2ª Liga. Também se deve ter reforçado, mudou de treinador, tem ideias novas, mas nós, acima de tudo, temos de estar concentrados no que podemos controlar, que é o nosso jogo, a nossa maneira de estar no campo, a nossa atitude competitiva. Tendo isso, acredito que seja muito mais fácil alcançar os objetivos."
Consciente que a 1º Liga é "muito mais exigente", Guzzo alerta para a importância de saber lidar com as dificuldades e conta com os adeptos. “Os jogadores que chegaram ainda não tiveram a oportunidade de sentir o que é jogar no nosso estádio. Podemos falar-lhes do ambiente, mas só quando entrarem em campo vão perceber verdadeiramente o que representa o apoio dos nossos adeptos. No ano passado tivemos, muitas vezes, uma excelente assistência, com casas bem compostas, quase sempre nos 7.000. O Marítimo é um grande clube, toda a gente reconhece isso e é por essa razão que tantas pessoas dizem que o Marítimo faz falta à 1ª Liga. A nossa massa associativa e os nossos adeptos demonstram-no em todos os jogos e tenho a certeza de que os novos jogadores também vão sentir esse apoio", finalizou.