O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, reagiu esta terça-feira à morte de Jorge Palma, ocorrida na segunda-feira à noite, afirmando que é "um dia triste - muito triste - para a música portuguesa e, claro, para todos os que o amavam".
Na sua página na rede social X, Paulo Rangel escreve que, perante a morte do cantor e compositor, "ficam a voz, os poemas e o carisma".
Paulo Rangel abre a mensagem citando uma das canções do músico - "O que eu não vivi, hei-de inventar contigo" -, e termina-a garantindo: "O que ele já não vai viver, vamos nós agora inventar com ele".
O músico Jorge Palma, um dos cantores e compositores mais marcantes da música portuguesa contemporânea, morreu na segunda-feira à noite, aos 76 anos, anunciou a família.
Nascido em Lisboa, em 1950, Jorge Palma começou a ter aulas de música na infância, aprendeu piano, entrou pela música erudita, mas foi no 'pop rock' e nas histórias da vida urbana que encontrou caminho e fez canções.
Numa carreira de mais de 50 anos, que teve origem nas bandas Sindicato e Black Boys, destaca-se o percurso a solo que fez depois, a partir do álbum de estreia, "Como uma viagem na palma da mão", consolidado com mais de uma dezena de álbuns de originais, como "É proibido fumar", "Norte", "Voo nocturno", "Com todo o respeito", e com canções como "Bairro do amor", "Na terra dos sonhos", "O meu amor existe", "Estrela do mar", "Deixa-me rir" e "Frágil".
"Vida", o álbum mais recente, o derradeiro, foi editado em 2023.
Ao longo dos anos, Jorge Palma criou o Palma's Gang (banda com Zé Pedro e Kalu, dos Xutos & Pontapés, e Flak e Alex Cortez dos Rádio Macau), fez música para teatro, esteve no grupo Rio Grande, compôs para outros, partilhou palco - e canções - com Sérgio Godinho.
Em maio de 2025, estreou o espetáculo "3 palmas na mão", com os dois filhos, Vicente e Francisco Palma.
Jorge Palma venceu o Prémio José Afonso, em 2002, com "Jorge Palma", e a primeira edição do Prémio Pedro Osório, da Sociedade Portuguesa de Autores, em 2012, com o álbum "Com todo o respeito".
Em 2020, foi distinguido com a medalha de mérito cultural da Câmara Municipal de Lisboa, e foi condecorado pelo então Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, como comendador da Ordem do Infante D. Henrique.
Em abril deste ano, recebeu o Prémio Carreira dos 8.º PLAY - Prémios da Música Portuguesa.
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