Desporto Futebol
José António dos Santos diz que "há dois os três investidores interessados" na sua participação de 16,38%.
10 de setembro de 2026 às 01:30
José António dos Santos continua interessado em vender a sua participação de 16,38% no Benfica e aponta agora para os 15 euros por cada uma das 3 767 400 ações que detém. O que implica uma valorização da SAD encarnada de 345 milhões de euros.
"Há dois ou três outros investidores interessados na minha participação", disse o empresário, conhecido como 'Rei dos Frangos', à Bloomberg, ainda no rescaldo do negócio falhado com o Entrepeneur Equity Partner (EEP) em junho. O fundo norte-americano ia pagar 12 euros por ação, o que dava um encaixe de 45,2 milhões a José António dos Santos. Só que o Benfica usou a premissa prevista nos estatutos de barrar a entrada de entidades com participação noutros clubes (o EEP é acionista dos italianos do Veneza) e os americanos desistiram.
"Tenho o meu preço-alvo, que é de 15 euros por ação", revelou o 'Rei dos Frangos' à agência financeira com quem teve uma curta conversa por telefone. Este montante já colocaria a sua participação nos 56,5 milhões.
Esta avaliação triplica aquele que é o capital social da SAD encarnada (115 milhões, fruto de 5 milhões por ação) e fica 130% acima do valor das ações no fecho da bolsa desta quarta-feira: 6,52 euros, para uma capitalização de 149,96 milhões. Neste contexto, a participação de José António dos Santos (a individual, de 13,67%, somada ao grupo Valouro que lidera com o irmão gémeo, de 2,71%) valeria 'apenas' 24,5 milhões.
O 'Rei dos Frangos' garantiu, ainda, não existirem conversações com o Benfica. Isto no mesmo dia em que Nuno Catarino, vice-presidente do clube e da SAD e administrador financeiro, ter admitido ao 'Eco' a disponibilidade das águias para comprarem a referida participação, a "preços de mercado".
"Aparentemente, a perspetiva do acionista é diferente, tem uma valorização que eu respeito e até posso concordar com ela", acrescentou o dirigente, para quem "o Benfica vale mais do que o que está hoje na bolsa". Relembrando que o valor da sociedade está ligado a uma "matriz associativa que não cabe nos parâmetros normais de uma avaliação", acredita que "a valorização, com métricas tradicionais, seria sempre acima de mil milhões de euros".
Obras na Luz custam 295 milhões
Nuno Catarino revelou ao 'Eco' que o Benfica District está "naquela fase do quase, quase, quase licenciamento". Segundo o administrador financeiros dos encarnados, a estimativa para o custo do projeto mantém-se: 220 milhões para as obras nas imediações da Luz e 75 milhões para a expansão do estádio em si. Um gasto que o Benfica deverá assumir sozinho, sem a entrada de parceiros numa empresa criada com esse propósito. O naming do estádio e do pavilhão com capacidade para 10 mil pessoas é uma meta assumida.
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