Sérgio Ferreira, treinador do Alverca, lamentou alguns erros da sua equipa que, no seu entender, "custaram caro" na derrota (1-3) dos ribatejanos em Alvalade, diante do Sporting, nomeadamente as perdas de bola no golo inaugural de Maxi Araújo, logo aos dois minutos.
«É importante olhar para aquilo que nós controlamos, o nosso processo e o que depende de nós. Logicamente, quando jogamos contra o Sporting, contra uma equipa grande, e não temos a maturidade competitiva que é necessária ter, que é normal e que faz parte do processo... e com isto eu não estou a dizer que estou muito insatisfeito com a equipa. Não, estou satisfeito com algumas coisas que vimos, estou satisfeito com aquilo que é a entrega, o compromisso e a dedicação da equipa para com aquilo que é a nossa ideia e plano. Mas entrar aqui e ter um lance completamente controlado e oferecer a bola por duas vezes seguidas é algo que custa caro contra o Sporting. A segunda parte é exatamente a mesma coisa, ou seja, estamos com dez jogadores, temos uma falta a nosso favor e podemos ganhar um pouco de tempo, porque isto é maturidade. E, mais uma vez, entregámos a bola e, mais uma vez, em contra-ataque, sofremos golo", começou por dizer o técnico na flash interview da Sport TV.
"Agora, parece-me importante também realçar que a equipa foi conseguindo impor aquilo que é a nossa ideia, ou seja, conseguir criar mossa na equipa e na baliza do Sporting. Depois, o Sporting, sempre que teve tempo e espaço, conseguiu criar mossa na direção da nossa baliza. Estou contente e satisfeito com aquilo que foi a entrega, com o compromisso. Sempre que cumprimos o nosso plano de jogo e sempre que recorremos àquilo que é o entendimento mais individual e coletivo, a equipa conseguiu dar resposta, conseguiu impor-se, conseguiu atacar vantagens, conseguiu, em muitos momentos, pressionar em cima e ganhar. Fomos muitas vezes inconsequentes, tanto na primeira parte como na segunda, e isso custa caro. A equipa, quando está a procurar pressionar à frente, logicamente estamos mais estendidos, abre-se espaço atrás e, logicamente, o Sporting, pelo valor e pela qualidade que tem na frente, tirou o máximo proveito disso. Agora, estou satisfeito com aquilo que a equipa tem feito. Continuamos a dar bons sinais, mas logicamente que não chega e queremos muito vencer", acrescentou.
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Sobre as baixas de Chiquinho e Meupiyou, garante que as mesmas não tiveram impacto na estratégia: "Sinceramente penso que não. Os jogadores que entraram para o lugar do Chiquinho e do Bastien [Meupiyou] cumpriram aquilo que foi o nosso plano, a sua função, olhando de uma forma mais individual. Estiveram bem e deram aquilo que tinham que dar. Dentro daquilo que foi a função, tanto um como o outro estiveram bem. Logicamente, sabemos perfeitamente o que é que o Bastien e o Chiquinho acrescentam, num outro momento poderiam ter aportado mais alguma qualidade e variabilidade à equipa também, mas a verdade é que não tenho nada a apontar à equipa."
Quanto à exibição de Figueiredo e o interesse em jogadores do Alverca, Sérgio Ferreira desdramatizou: "qualquer treinador no Mundo quer ter a qualidade sempre consigo, jogadores de grande qualidade como é o Figueiredo e como outros também que estão connosco. Mas, neste momento, a nossa preocupação é preparar a equipa jogo a jogo, dia a dia, com essa exigência diária, e sempre olhando para os jogadores que vão começar, mas também tendo plano B, plano C, porque nós temos de ser parte da solução enquanto treinadores e não parte do problema."