Já tinha sido assim no primeiro trimestre, voltando a assistir-se a um abrandamento no ritmo de crescimento do preço das casas no segundo. Entre abril e junho, período que ficou marcado por uma quebra no número de transações, os preços das casas cresceram menos, mas mesmo assim assistiu-se a uma valorização de 16,5%.
casas habitação rendas imi Viola Lopes/AP
“No segundo trimestre de 2026, a taxa de variação homóloga do Índice de Preços da Habitação foi 16,5%, menos 1,3 pontos percentuais (p.p.) relativamente ao trimestre anterior”, refere o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Voltou, assim, a assistir-se a um abrandamento do aumento dos preços, tal como já tinha acontecido nos primeiros três meses deste ano. O abrandamento no primeiro trimestre foi o primeiro registado em quase dois anos, desde o segundo trimestre de 2024.
“Em relação ao trimestre anterior, o Índice de Preços da Habitação cresceu 3,6%”, registando-se também aqui um crescimento inferior ao que havia sido registado no primeiro trimestre, quando o índice tinha aumentado 3,8%.
Esta desaceleração nos preços é explicada pela redução no número de operações realizadas neste período. “Entre abril e junho de 2026, foram transacionadas 40.142 habitações, o que representa uma diminuição de 6,4% por comparação com o mesmo trimestre de 2025”, diz o INE.
“Pelo terceiro trimestre consecutivo observou-se uma taxa de variação homóloga de sinal negativo no número de alojamentos vendidos (-8,7% no primeiro trimestre de 2026 e -4,7% no quarto trimestre de 2025)”, acrescenta.
Ainda assim, de acordo com os dados do INE, entre o primeiro e o segundo trimestre de 2026 registou-se um aumento de 6,4% no número de transações de alojamentos (-12,4% no trimestre anterior).
Houve menos transações, mas tendo em conta o aumento dos preços – mesmo que menor do que no trimestre anterior -, o valor dos negócios realizados ascendeu a “10,7 mil milhões de euros, mais 4,2% por comparação com o mesmo trimestre de 2025”.
A maior “fatia” das transações imobiliárias no mercado nacional continua a pertencer às famílias. “No segundo trimestre de 2026, 87% das aquisições de habitação, 34.935 unidades, foram realizadas pelo setor institucional das famílias, resultando numa redução de 7,3% em termos homólogos e um crescimento de 6,4% relativamente ao trimestre precedente”.
“O valor das habitações adquiridas pelas famílias ascendeu a 9,3 mil milhões de euros (86,6% do total), 3,6% acima do montante contabilizado no mesmo trimestre de 2025 e um crescimento de 8,1% relativamente ao trimestre precedente”, diz o INE.
Já as “vendas de habitações a compradores com domicílio fiscal fora do território nacional diminuíram 10,3% face a idêntico período de 2025 (-15,6% no primeiro trimestre de 2026), contabilizando-se 1.890 unidades”.
“A um nível mais desagregado, a categoria União Europeia registou 946 transações, valor semelhante às 944 vendas contabilizadas na categoria restantes países, sendo que em ambos os casos, observaram-se reduções homólogas no número de transações, -14,9% e -5,1%, respetivamente”, remata o INE.