Chanceler argentino diz que não haverá resposta diplomática: 'Manteremos as relações no nível que o Brasil decidir' | G1

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A crise diplomática escalou desde julho de 2026. Em quatro ocasiões, Javier Milei, dirigiu ofensas ao presidente Lula, a quem se referiu como ladrão e corrupto.


Argentina afirma que não vai tomar resposta diplomática, depois de Brasil ter rebaixado as relações diplomáticas com Buenos Aires

Argentina afirma que não vai tomar resposta diplomática, depois de Brasil ter rebaixado as relações diplomáticas com Buenos Aires

Um dia depois de o Brasil ter rebaixado as relações diplomáticas com a Argentina, o governo de Buenos Aires descartou tomar medida semelhante.

A chancelaria argentina reagiu à decisão brasileira em um comunicado emitido na terça-feira (4) à noite. Disse que "nos últimos anos, ocorreram numerosos episódios de manifestações e apoios políticos cruzados entre dirigentes dos dois países. Em todos esses casos, sem exceção, a Argentina optou por não transformá-los em um incidente diplomático e que nunca respondeu a uma divergência política com uma medida institucional".

A crise diplomática escalou desde julho de 2026. Em quatro ocasiões, o presidente da Argentina, Javier Milei, dirigiu ofensas ao presidente Lula, a quem se referiu como ladrão e corrupto. Depois dos ataques, o Itamaraty convocou o embaixador brasileiro em Buenos Aires, Júlio Bitelli, para esclarecimentos. Um gesto diplomático para reforçar insatisfação diante da crise.

Nesta quarta-feira (5) pela manhã, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, falou a uma TV argentina:

“O presidente da Argentina, de uma forma muito grosseira, muito direta e muito agressiva, criticou de uma forma inaudita, uma forma que nunca se tinha visto, o Brasil, as instituições, na pessoa do presidente da República, do presidente Lula. Então, tomamos essa medida porque foi uma reiteração ao longo de uma semana, em quatro ocasiões. E isso foi manifestado ao embaixador da Argentina”.

Chanceler argentino diz que não haverá resposta diplomática: 'Manteremos as relações no nível que o Brasil decidir' — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Logo depois, o chanceler argentino, Pablo Quirno, disse que não haverá nenhuma resposta diplomática ao Brasil:

“O Brasil tem todo o direito de tomar as decisões que está tomando. Nós continuaremos mantendo as relações no nível que o Brasil decidir”.

Mas afirmou que espera uma mudança de poder por aqui:

“Temos diferenças ideológicas profundas. A região está mudando de direção ideológica. Nós celebramos e esperamos que isso também aconteça no Brasil”.

O governo brasileiro afirmou que enquanto Milei mantiver os ataques, o Brasil seguirá sem embaixador em Buenos Aires, com o diálogo entre os países conduzido por encarregados de negócios - diplomatas de menor hierarquia.

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