China defende "estabilidade estratégica" com EUA antes de eventual visita

Wang afirmou na quinta-feira que as relações entre Pequim e Washington têm seguido, "no geral", o rumo definido pelo Presidente chinês, Xi Jinping, e pelo homólogo norte-americano, Donald Trump, e que isso "corresponde às expectativas da comunidade internacional", segundo um comunicado divulgado pelo ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

O chefe da diplomacia chinesa afirmou que a "diplomacia entre chefes de Estado" funciona como uma "âncora" das relações entre as duas maiores economias mundiais e pediu o reforço da comunicação, a gestão das divergências e o respeito pelos "interesses fundamentais" de cada parte.

O comunicado chinês não detalhou as declarações de Rubio durante a conversa.

O contacto ocorre na reta final dos preparativos para um eventual encontro entre Xi e Trump em Washington, embora a China ainda não tenha confirmado oficialmente a visita do líder chinês aos Estados Unidos, prevista para 24 de setembro, segundo as autoridades norte-americanas.

Depois da visita de Trump a Pequim, em maio, os dois governos apresentaram a "estabilidade estratégica construtiva" como um quadro para conter a rivalidade e evitar que as disputas comerciais, tecnológicas e geopolíticas evoluam para um confronto mais amplo.

O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, anunciou esta semana que se vai reunir este fim de semana com o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng para abordar questões económicas e comerciais antes da eventual cimeira, enquanto os dois países negoceiam um prolongamento da trégua comercial acordada na cidade sul-coreana de Busan no ano passado.

A trégua aliviou parte da pressão tarifária mútua e suspendeu algumas restrições impostas pelas duas partes, embora as relações continuem marcadas por divergências em áreas como comércio, inteligência artificial, semicondutores, terras raras, Taiwan, cibersegurança e sanções norte-americanas contra entidades chinesas ligadas ao Irão.

O jornal de Hong Kong South China Morning Post noticiou na quinta-feira que uma delegação empresarial chinesa poderá acompanhar Xi, incluindo executivos da fabricante automóvel BYD, da tecnológica Xiaomi e da fabricante de baterias CATL.

A iniciativa faria lembrar a visita de Trump a Pequim, em maio, quando o Presidente norte-americano viajou acompanhado por responsáveis da Tesla, Apple, Nvidia e Boeing.

A administração norte-americana está também a ponderar reunir responsáveis das principais empresas de inteligência artificial durante a visita de Xi, segundo a cadeia televisiva CNN, num encontro ainda não confirmado que poderá contar com os presidentes executivos da OpenAI, Sam Altman, e da Nvidia, Jensen Huang, para discutir o futuro da tecnologia e os riscos associados.

Segundo o ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang e Rubio trocaram ainda opiniões sobre a situação no Médio Oriente, sem adiantar mais detalhes.

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