China entrega segunda doação de 5 mil painéis solares a Cuba

Após receber a doação, o Ministério do Comércio Externo e do Investimento Estrangeiro cubano informou nas redes sociais que estes painéis fotovoltaicos vão fornecer energia solar a centros de serviços de saúde e urgências médicas, infantários e casas de acolhimento de crianças sem apoio familiar, sucursais bancárias, entre outros.

O Ministério explicou ainda que os painéis, oferecidos pela Agência de Cooperação para o Desenvolvimento Internacional da China, têm uma potência superior aos doados no ano passado, atingindo os 3,6 quilowatts-hora (kWh) e duplicando a sua capacidade de armazenamento de energia para os 14,3 kWh, o que aumenta a sua eficiência e adaptabilidade às condições do sistema energético cubano.

O vice-primeiro-ministro e responsável pela pasta do Comércio Externo e do Investimento Estrangeiro, Oscar Pérez-Oliva, agradeceu o "apoio permanente" do Governo chinês ao setor energético do país caribenho e destacou o seu "significado especial no cenário muito complexo que o país atravessa".

Por sua vez, o embaixador do país asiático em Havana, Hua Xin, expressou que estes equipamentos de assistência são "um presente do povo chinês para ajudar de forma prática a melhorar o bem-estar da população cubana".

No passado mês de novembro, o Governo chinês enviou outros 5.000 kits de painéis fotovoltaicos para as habitações que ficaram isoladas no extremo oriental da ilha após a passagem do potente furacão Melissa.

Cuba sofre uma profunda crise energética desde meados de 2024, em parte devido a um sistema energético profundamente obsoleto e sem os investimentos necessários durante décadas, uma situação que se agravou desde janeiro devido ao bloqueio petrolífero aplicado pelos EUA.

O Governo cubano admitiu que a situação energética do país é "crítica" e "extremamente tensa", com sete apagões totais da rede energética nacional registados este ano.

A maioria das centrais termoelétricas --- responsáveis por 40% da geração de energia no país --- foram construídas nas décadas de 60 e 70 do século passado e, diariamente, mais de metade das 16 unidades de geração não estão operacionais devido a avarias ou trabalhos de manutenção.

A principal aposta do Governo cubano para sair desta crise tem sido a energia solar, sobretudo com o apoio chinês, tendo colocado em marcha um programa para construir 92 parques solares por toda a ilha, com uma potência instalada total de cerca de 2.000 megawatts.

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