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Depois da tempestade, a tentativa de paz. O presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, está a tentar mediar uma reunião de emergência entre Jorge Jesus e Cristiano Ronaldo no Porto. Jorge Jesus, ao que tudo indica, já deu o sim para esta reunião. Falta apenas Cristiano Ronaldo. O objetivo é conter o clima de tensão e evitar que o capitão abandone a seleção em rutura. O certo é que a chegada da comitiva da Seleção Nacional ao Porto ficou marcada por um ambiente dividido entre aplausos, protestos e alguns cartazes de apoio a CR7. Vamos analisar tudo isso nesta edição de "E o Campeão É..." com o Augusto Inácio, o João Pinto, o Luís Pinto da Costa e também o Pedro Henriques. Eu sou o João Costa e Silva. Está também comigo nesta edição de "E o Campeão É..." o Miguel Cordeiro. Começo por ti, Augusto. Bom dia. Uma apelidada Cimeira de Paz promovida pela Federação Portuguesa de Futebol. Não corre aqui o risco de esvaziar a autoridade de Jorge Jesus e passar a mensagem de que as opções de um treinador têm de ser negociadas à mesa com o capitão, neste caso, Cristiano Ronaldo?
Bom dia a todos. Pois, isto entrou num caminho que é muito difícil retornar ao ambiente normal, que nunca mais, mesmo que sejam feitas as pazes, vai ser normal, porque ambos acham que têm razão, porque ambos tomaram posições e agora tenta-se colar os cacos para que as coisas possam pelo menos estar normalizadas nesse sentido de a seleção ter alguma paz. De Jorge Jesus parece que já está aberto ao diálogo e o Cristiano Ronaldo falta saber qual é a sua decisão. Mas eu acho as coisas mesmo assim muito difíceis e muito complicadas, porque se não houver coisas entre eles, coisas dentro de um gabinete, dentro de uma reunião a três, só os três a tomarem decisões, eu acho que não vai dar. Eu acho que vai dar é se depois tomarem posições públicas. É evidente que não estou a dizer que vai pedir desculpas a este ou aquele, mas que haja uma forma de falar em que praticamente têm que concluir que ambos também têm culpa naquilo que se está a passar. Os dois, um de uma forma, o outro de outra, mas os dois claramente são culpados. Se tiverem a humildade de reconhecer isso, pode ser possível que haja essa paz que eu acabei de dizer. Se realmente não for assim, eu não vejo retorno das coisas voltarem à normalidade.
E Augusto, daquilo que conheces de Cristiano, o Jorge Jesus deu aqui o braço a torcer a esta reunião, a este possível entendimento, que não sabemos. Ou seja, esta reunião pode existir e pode acabar tudo em águas de bacalhau e ficar tudo na mesma.
Ou não existir.
Ou não existir, na verdade. Achas que Ronaldo vai aceder a este pedido?
Não sei, porque eu não conheço em profundidade a sua maneira de pensar as coisas, mas diria, pela carreira que teve, pelo bom nome que deu a Portugal, por aquilo que ele ainda representa, independentemente de jogar ou não pela Seleção Nacional, eu acho que seria bom, na minha opinião, que não haja uma rutura completa de instituição, treinador e jogador. Acho que não seria nada bom. Acho que seria bom que realmente houvesse algum entendimento nesse sentido. Mas eu acho que o Cristiano Ronaldo é possível que aceite essa reunião para tentar perceber alguma coisa, porque no Cristiano Ronaldo há uma desconfiança muito grande em relação ao Jorge Jesus, porque ele tomou aquela posição de abandonar a Seleção Nacional, foi precisamente por causa daquela conferência de imprensa. Depois de antes terem tido essa reunião, ele agora provavelmente não acredita muito naquilo que o Jorge Jesus vai dizer, porque ele está desconfiado. A palavra é esta, mais concreta é esta. Por isso, tenho algumas dúvidas que essa reunião se possa ter a três, mas posso admitir que ele possa engolir um bocadinho o orgulho e sentar-se à mesa.
E não nos podemos esquecer que trabalharam juntos durante um ano e que houve, de facto, e não se sabia nada desse mal-estar entre os dois.
Talvez por isso ele esteja mais ferido.
Mais magoado, sim.
Por isso mesmo, que pretende trabalhar um ano e se terem dado tão bem, por isso ele é capaz de ter sentido-se mais magoado também por causa disso, de se conhecerem e depois foi uma surpresa pra ele.
João Pinto, tu conheces bem também Jorge Jesus, orientou o Benfica, é um treinador que é conhecido por ser muito intransigente na gestão do balneário. Aceita esta reunião, ou seja, no fundo, está aqui também a dar o braço a torcer para um entendimento com o capitão, dá esse entendimento. O que acreditas que pode sair daqui, desta Cimeira de Paz, entre aspas, assim apelidada por Pedro Proença?
Bom dia.
Bom dia.
A pergunta é exatamente essa, é muito bem feita, que é: para quê? Para quê a Cimeira de Paz? Primeiro, a paz só se faz entre inimigos, isto não é o caso. Mas para quê? Para que vamos fazer uma cimeira? Qual é que é o passo seguinte a isso? Quais é que são os cenários? Acaba a reunião, eles estão bem, e o quê? O Cristiano volta à seleção? Volta a jogar? Em que grupo? Quais é que são as condições? É titular, não é? Pronto, o que se faz? Depois, acaba a reunião, eles não se entendem. O que acontece? O Cristiano Ronaldo passa a ser árabe, o Jorge Jesus pede desculpa. Percebes? Qual é o cenário aqui? Isto a mim custa-me muito a perceber. Há uma regra na gestão que diz que a primeira coisa que tens que fazer quando estás a assinar contrato com alguém é saber a regra de saída. Como é que a gente acaba com isto? E é isso que me parece que está a faltar, é esta peça.
Não consegues ver, João, o que seria, por exemplo, um bom resultado desta reunião?
Exatamente. Não consigo perceber qual pode ser um bom resultado desta reunião. O que pode sair desta reunião que não seja um nado morto? O que é que sai daqui que pode ser bom? Acho que nestas coisas vai cada um para seu lado. Daqui a dois ou três anos encontram-se no jantar da federação, dão grande abraço, dão uma entrevista e fica feito.
Mas e se for uma reunião não focada na parte desportiva, mas focada em tudo o resto que o Cristiano Ronaldo pode dar a esta federação ainda, não é? Há muitos aspetos.
Sim, mas para isso vão jantar. Acho que não têm problemas de onde é que vão jantar e quem é que paga. Acho que não é esse o problema. Portanto, façam isso. Vão jantar, não precisam de dar contas a ninguém. O Pedro Proença nem precisa de estar. Resolvam-se e fiquem amigos outra vez. Do ponto de vista da seleção nacional e do futebol que a seleção nacional pratica, não vejo qualquer tipo de consequência positiva para isto.
Só para perceber, Pedro Henriques, que estavas aqui a comentar um pouco, para ti, um bom resultado desta reunião seria o regresso de Cristiano Ronaldo à equipa?
Não, eu acho que estamos a partir de um pressuposto errado, é só isso. Em primeiro lugar, acham que se fosse o problema que aconteceu com o Bruno Fernandes, acham que havia algo? Se fosse até o Mapelu e o Yamal, acham que tinha esta dimensão mundial? Esqueçam lá isso. Estamos a falar de uma lenda. Não é se vai jogar ou não vai jogar. Esse é que é o pressuposto errado. É a maneira como ele saiu e nós estamos focados naquilo que é o rendimento da seleção e eu estou focado é a desilusão e a tristeza, porque nós temos memória, da maneira como esta lenda viva sai da seleção nacional. Esse é que é o problema.
Mas foi ele que saiu. Pedro, foi ele que decidiu ir embora. Pronto.
A dita ceimeira de paz não é para ver se ele ainda vai jogar mais um jogo ou menos um jogo ou se ainda tem condições desportivas. É para resolver uma situação que foi criada pelas três partes, a falta de proatividade da seleção nacional, o erro do Cristiano Ronaldo em ter abandonado o estágio e a conferência de imprensa que tem, no meu ponto de vista, já aqui expliquei várias vezes, vários erros em termos de comunicação por parte do Jorge Jesus. E é nestas três circunstâncias que todos estiveram mal, que se vai tentar agora arranjar uma solução. Não é para saber se o Cristiano Ronaldo vai marcar mais um gol ou não pela seleção. É para dar um final ou uma saída diferente de homenagem, como o Cristiano Ronaldo tem que merecer. Eu não estou preocupado com o Pedro Proença, nem estou preocupado com o Jorge Jesus. Estou preocupado com o povo, o povo que ama o futebol e que ama o Cristiano Ronaldo e que fica triste. Eu acabei agora de sair do treino, do ginásio. Todas as pessoas que vêm falar comigo, ninguém está a dizer que o Cristiano Ronaldo esteve mal, mas toda a gente se sente triste, porque ama o futebol, ama o Cristiano Ronaldo e queriam que a saída, aquilo que possa ser uma solução, seja diferente. Uma festa de homenagem, o que quer que seja. Não é um jantar, é o povo. Não é um jantar particular, é o povo, é as pessoas. E por isso é que eu estou a dizer que o pressuposto está errado. Quando esta reunião, se vai eventualmente acontecer, acho muito bem que aconteça, que desta vez a Federação Portuguesa de Futebol, pelo seu presidente ou outra ordem qualquer, esteja presente para tentar arranjar aqui uma maneira diferente de fazer um final ao Cristiano Ronaldo, sob o ponto de vista de seleção, diferente, de homenagem.
Acho que é consensual que todos queriam um desfecho diferente para este caso.
Claro. Já que aconteceu um erro.
Eu volto à minha pergunta: o que é que seria um bom desfecho desta reunião? Se fosse esse sentido de paz e de haver algo para homenagear Cristiano Ronaldo, o que seria, por exemplo, uma bonita homenagem na tua ótica? Um jogo, uma estátua à porta da Cidade do Futebol?
Não, já estão vocês a levar isso para o lado das estátuas.
Não, estou a perguntar, coloquei dois estrelos para tentar perceber.
Eu acho que nós voltamos a partir do pressuposto errado, porque o Cristiano Ronaldo está num patamar que mais nenhum outro jogador esteve. Tivemos um jogador que foge-nos um bocadinho da nossa época, como é o Eusébio, que deve ter sido extraordinário, portanto, isso nem sequer está em questão. Tivemos um jogador fantástico, extraordinário, como o Luís Figo, que até ganha uma Bola de Ouro. Nós estamos a falar do Cristiano Ronaldo, que só está ao nível de um Messi, de um Maradona e pouco mais.
Exato.
E é por isso que esta pessoa, este Cristiano Ronaldo, que ainda está vivo, que ainda está entre nós, merece, mesmo que tenha cometido o erro de ter saído, mesmo que tenham cometido o erro de ter feito com que ele tenha saído, não importa agora neste momento, quer dizer, isso pode importar, é ter aqui um desfecho diferente. E o desfecho pode ser tudo o que podemos imaginar, mas no mínimo um estádio que o receba, que possa fazer uma homenagem, seja um jogo oficial ou particular, o que quer que seja, mas não pode ser assim. Esta coisa que é daqui a dois ou três anos, a malta agora vai-se encontrar porque enquanto o tempo abafou e agora damos um abraço, não pode acontecer. Isso não pode acontecer. Estamos a falar de um Cristiano Ronaldo, que provavelmente ainda vai terminar uma época desportiva, neste caso, no seu clube. Muito provavelmente vai bater o recorde dos 1000 gols, que eu acho que é possível, e vai acrescentar mais um recorde. E estamos aqui com a ideia que, de repente, Portugal fica de costas viradas para o Cristiano Ronaldo e o Cristiano Ronaldo virado de costas para Portugal, quando isso não é o sentimento das pessoas. Essa é que é a questão. Eu estou pouco preocupado com as presidências e com os egos. Eu estou preocupado é com o povo. É preciso eu trazer essas sondagens? Não é preciso, porque nós todos os dias somos inundados nas redes sociais, nas notícias reais, de quanto as pessoas gostam do Cristiano Ronaldo e de quanto estão tristes. E é isso que tem que ser evitado. Para mim, se agora é um jogo, se ele volta à seleção e joga mais um jogo da Liga das Nações a titular e faz a despedida, para mim isso é pouco relevante. Qual é a solução? A solução não pode é ser ele ir-se embora, a seleção ficar cá, tirares os cartazes ou pores os cartazes e ficar como se nada e depois daqui a dois ou três anos a malta faz as pazes. Isso não pode acontecer. Além de que, termino com isto, estrategicamente é um erro. Portugal tem o 2030, temos o Mundial, temos um produto chamado futebol e garantidamente que este produto futebol português será sempre melhor Se tivermos o Cristiano Ronaldo do nosso lado, mesmo que seja fora das quatro linhas, do que tivermos o Cristiano Ronaldo nas Arábias, nas Américas ou noutro sítio qualquer, a fazer propagandas e publicidades e a presenciar outros futebolóis. Eu acho que não estou errado naquilo que estou a dizer, até porque basta fazer a sondagem popular. É só ir às pessoas, falar com as pessoas e perceber o sentimento. É tão simples quanto isso.
Luís Pinto Coelho, bom dia. Já ouvimos aqui a visão do Augusto, do João e agora também do Pedro Henriques. Falamos aqui de uma reunião que terá a mediação de Pedro Proença, ao que tudo indica, no fundo também a tentar remediar aquilo que aconteceu entre Ronaldo e Jesus, ou seja, a tentar consertar esse erro que aconteceu ainda antes do jogo frente à Dinamarca.
Eu também estou um bocadinho na linha do que o João Pinto disse. É para fazer um jogo de despedida, se for isso que vai resolver a situação? É pá, que se faça o jogo de despedida, mas eu estou um bocadinho mais preocupado em falar do Nuno Mendes, do Vitinha, dos gols do Gonçalo Ramos, das defesas do Diogo Costa e tentar ganhar títulos. Porque o Ronaldo escolheu mal o desporto. O Ronaldo devia ter escolhido um desporto individual.
Luís, só para perceber, não é possível fazer as duas coisas, estar preocupado com os gols da seleção e com os títulos e preocupar em homenagear uma figura maior do futebol português?
O problema é quando as pessoas não sabem sair, saem sempre a mal. No meu clube, eu tive isso na maior lenda do clube, que foi o Jorge Nunes Pinto da Costa, porque não sabe sair e o Ronaldo não soube sair. O problema é esse. Eu faço uma pergunta: quantas vezes o Ronaldo esteve no banco do Al-Nassr com o Jorge Jesus? Nenhuma. Foi substituído aos 80, aos 90. O Ronaldo quer ir para a seleção para jogar. Não quer ir ser um símbolo. Isto tem a ver com a personalidade do Ronaldo. O Ronaldo vai nascer outra vez. É assim, sempre foi assim. Por isso é que tem problemas com Carlos Queiroz, com Fernando Santos, com Paulo Bento, saiu como saiu do Real Madrid, saiu como saiu do Manchester United, porque é a personalidade dele, para o bem e para o mal. Foi o que o fez, se calhar, chegar ao patamar que chegou, mas também ele está a chegar a este momento da carreira e depois haver títulos de jornais a dizer que Portugal, no Campeonato do Mundo, tinha 10 homens e uma estátua. Porque ele não consegue perceber que neste momento não pode ser titular de uma seleção que é campeã do mundo. Esse é que é o problema. Se ele tivesse o defeitinho, tudo bem. Ele ficou chateado. O Jorge Jesus tem os problemas que tem a falar, da forma de se exprimir, certo, e toda a gente sabe isso. Mas isto é motivo para ele sair da seleção porque lhe prometeu jogar 30 minutos e esteve a aquecer? Não, não é, obviamente que não é. Só que ele percebe e ele não consegue envelhecer. Esse é que é o grande problema. E por muitos jantares que façam, ele vai ter sempre este problema. Podia ter saído em grande e toda a gente lhe batia palmas, principalmente pela carreira que ele tem, pelos clubes onde passou, pelos recordes que bateu. Agora, isto vai ser sempre um problema se ele estiver na seleção e depois o Fábio Silva estar a render no-
Luís, deixa-me só dizer-te, nunca houve uma homenagem dessas em qualquer clube onde ele tenha passado.
É isso que eu estou a dizer, ele sai sempre a mal.
Exato.
Porque tem um feitio complicado. Temos que fazer uma homenagem, uma homenagem que o meta com os seus próprios trajes.
Mas não há propriamente homenagens desse tipo aos jogadores ainda em plena carreira quando trocam de clube. Não é algo também que aconteça com regularidade com qualquer tipo de jogador. Mas é também facto que saiu com algum desgaste, principalmente no United, com um desgaste considerável nesse momento da saída.
Ele no Real Madrid é o melhor marcador da história do Real Madrid e o Florentino Pérez preferiu vendê-lo, não quis ficar com ele, não aceitou as exigências dele.
Certo, mas eram também 100 milhões de euros que estavam a falar nessa altura e numa viragem de ciclo também do Real Madrid, outros jogadores depois também acabaram por ser vendidos. Mas sobre este assunto, queria perceber se tu encontras o que seria uma boa saída desta reunião.
E se ela vai acontecer, realmente.
Eu acho que será sempre complicado, mas o ideal seria: "Ok, vamos conversar. O Ronaldo vai deixar a seleção, vai-se fazer uma homenagem, vai-se fazer uma festa bonita para ele se despedir da seleção". Pronto, acho que isso poderia ser uma saída bonita. Agora, o que eu não quero acreditar é que o Ronaldo vai ser integrado na seleção novamente para continuar a jogar agora a Liga das Nações, nos próximos dois jogos no mês que vem e que depois vai aos quartos de final. Acho que isso era matar o grupo. Eu acho que isso era matar o grupo da seleção.
Muito bem, veremos o que é que vai sair daqui. O certo é que Jorge Jesus já deu o sim a esta reunião em que, ao que tudo indica, terá a mediação de Pedro Proença. Falta saber a resposta de Cristiano Ronaldo. Jesus, que também faz hoje a antevisão do jogo de amanhã, em que a seleção nacional recebe a Noruega às 19h45 no Estádio do Dragão. Hoje fala aos jornalistas às 17h, uma hora antes do arranque do último treino deste estágio, que está marcado para às 18h. Vamos avançar para as notas de campeão. Tínhamos aqui mais assuntos, tanto Porto, Benfica e Sporting venceram os jogos amigáveis. O Porto estreou Chris Smalling, Gabriel Mek e portanto tínhamos aqui algumas considerações também a fazer. No Benfica tivemos Anízio a marcar e também Echeverri. Mas vamos para as notas e se quiserem fazer algum destaque a isso mesmo, estão à vontade. Começo por ti, João Pinto.
Nota 20 para o Džeko, que se despediu ontem da seleção da Bósnia. Um jogador fabuloso. Com 40 anos, levou o seu pequeno país duas vezes ao mundial e merece todas as homenagens que lhe fizeram. Uma homenagem singela, no fim do jogo, com um túnel feito por colegas e adversários, mas ainda assim a sair bem. A despedida também do Messi hoje, frente ao Benim, um adversário escolhido a dedo, mas a Liga das Nações também tem esse problema, as grandes seleções europeias estão ocupadas e não podem ir às despedidas e aos jogos amigáveis. E depois uma nota oito para a lesão do Sudakov, que depois do Kaminski, acaba por ser mais uma baixa que o Benfica acaba por ter nesta paragem das seleções.
Augusto Inácio.
Eu também vou pelo que o João Pinto disse, o Džeko merece realmente um destaque aos 40 anos, despede-se da sua seleção e teve um trajeto e uma carreira bonita. Mas para o Messi não dou nota 20, que é o máximo, vou dar nota 100, porque é a despedida de um ídolo argentino, que muito deu ao seu país, muito deu à seleção. Sai com uma seleção num jogo que merecia um outro estatuto, mas não interessa, mas sai acima de tudo com a honra de ter servido o país, por isso nota 20. Mas também queria dar nota 20 para o Donnarumma, que fez uma exibição fantástica ontem em França, no empate 1 a 1 que a Itália obteve, e o Donnarumma fez quatro, cinco defesas daquelas que pareciam impossíveis.
Mas depois foi aquele golaço, não é?
É, mas o homem defendeu tanto. Parecia que ocupava a baliza toda. Mas também queria dar a nota 18 para o De Bruyne da Bélgica, que marcou dois gols aos 35 anos. Que golaço que este menino marcou com 35 anos. E também para aquele menino que tem 38 anos, que é o Lewandowski, 6 a 0 da Polónia à Arménia, com três gols do Lewandowski. Por isso, ontem foi muita coisa boa e se calhar havia mais coisas para poder destacar, mas senão o programa é só para mim e eu não quero.
Pois, é isso, Auguisto. Não sei se depois do que o Augusto referiu aqui, você ainda tem alguma nota para atribuir.
Vou ter que arranjar aqui qualquer coisa. Nota 20 para o Messi e obrigado pelo que deu ao futebol e os momentos fantásticos que quem gosta de futebol viveu com os gols e com as jogadas dele. Um 17 para a Polónia, porque é uma seleção que eu agora estou sempre atento por vários jogadores do Porto que estão na Polónia.
Para ver se ninguém se lesiona também.
Sim. E um 18 para o André Silva que ontem no jogo particular fez dois gols e um deles um golaço. E o André Silva também é um jogador que ainda pode estar no radar da seleção.
Pedro Henriques.
Depois do assunto do Cristiano Ronaldo, que foi o nosso tema principal, eu só queria dar uma nota, pode ser a que vocês quiserem. Pode ser igual à que dão ao Messi e que dão ao Džeko, que fizeram carreiras extraordinárias. O Messi para mim não é extraordinário, é mais uma das lendas. Eu só queria relembrar que daqui a 10 anos continuaremos a fazer às 23h30 o nosso "Campeão", todos mais velhinhos e com os cabelos brancos, estaremos a falar da seleção nacional da seguinte maneira: antes de Cristiano Ronaldo e depois de Cristiano Ronaldo. Nota 20 para a seleção portuguesa e para os portugueses que merecem ter um jogador como o Cristiano Ronaldo e que merecem que a saída seja totalmente diferente desta.
Está feita esta edição de "E o Campeão É?". Estamos de regresso amanhã, à mesma hora, às 11h30.