Clavicular, influencer e figura do "looksmaxxing" nos EUA, acusado de drogar e violar uma jovem

Braden Peters enfrenta três acusações no Massachusetts, formalizadas este mês perante um tribunal de Cape Cod

‘Clavicular’, uma figura do ‘looksmaxxing’ nos EUA, uma tendência centrada em maximizar a aparência física e que, no seu caso, incluiu bater nos ossos do rosto com um martelo, enfrenta acusações de drogar e violar uma jovem com menos de 21 anos, segundo registos judiciais disponíveis online.

Braden Peters, o verdadeiro nome deste ‘influencer’ da Florida, enfrenta três acusações no Massachusetts, formalizadas este mês perante um tribunal de Cape Cod.

Segundo o relatório da Polícia de Chatham (Massachusetts), os factos ocorreram em maio de 2025 na casa dos pais de Peters, nessa localidade, quando a jovem tinha 17 anos.

Peters, de 20 anos, está convocado para comparecer em tribunal a 14 de outubro para a leitura das acusações. A lei do Massachusetts pune a violação com até 20 anos de prisão, e drogar alguém para fins sexuais com uma pena mínima de 10 anos e máxima de prisão perpétua.

O criador de conteúdos tornou-se famoso nas redes sociais através do ‘looksmaxxing’, uma tendência entre homens jovens que procuram maximizar a sua atratividade física, por vezes através de métodos extremos.

É conhecido, entre outras práticas, pelo chamado ‘bone smashing’: bater no rosto com um martelo para, supostamente, fazer com que os ossos se regenerem mais fortes ou com melhor aspeto.

“Acontece a todos os jovens bem-sucedidos: as pessoas tentam ficar com o teu dinheiro. A ganância é má”, escreveu Peters na segunda-feira na rede social X, sem fornecer mais detalhes.

“Tentar chamar a minha atenção de qualquer maneira, com um processo? A sério… é muito mesquinho da tua parte”, acrescentou.

O jovem já tinha enfrentado um processo judicial na Florida.

Uma criadora de conteúdos que em 2025 era menor de idade processou Peters este ano no condado de Miami-Dade por agressão, fraude e danos emocionais, entre outras alegações.

Segundo o processo, ele organizou nesse ano uma viagem com ela a Cape Cod (Massachusetts), deu-lhe vodka até ficar embriagada e agrediu-a sexualmente.

O seu advogado, Steve Kramer, segundo os meios de comunicação social, respondeu na altura que se tratava de acusações não comprovadas e que Peters as negava.

Os registos judiciais não esclarecem se os dois casos estão relacionados.