Pular para o conteúdo
🔥 Mês do Cliente: Assine o Digital por R$ 5,99/mês e tenha conteúdo exclusivo na palma da sua mão!
Ler Resumo
André Mendonça se movimentou para tentar impedir que a sessão do Supremo Tribunal Federal sobre a investigação que alcança Alexandre de Moraes seja interrompida antes de uma definição. Segundo a editora de VEJA Laryssa Borges, o ministro distribuiu HDs aos gabinetes dos integrantes da Corte com o material das investigações do Banco Master, numa tentativa de permitir que os colegas analisem previamente os documentos e reduzir a possibilidade de um pedido de vista paralisar o julgamento. A sessão, marcada para terça-feira, às 10 horas, é descrita por Laryssa como o ponto de chegada de um “jogo de xadrez cerebral e de alta tensão” dentro do Supremo (este texto é um resumo do vídeo acima).
No programa Os Três Poderes, apresentado por Ricardo Ferraz e com participação dos também editores Robson Bonin e José Benedito da Silva, a crise foi apresentada como resultado de uma sucessão de movimentos e contra-ataques envolvendo integrantes da Corte. Mendonça passou a conduzir o caso depois da saída de Dias Toffoli da relatoria e, posteriormente, pediu autorização para investigar Moraes diante dos elementos mencionados no programa. Moraes, por sua vez, questionou a atuação de Mendonça e pediu que a conduta do colega também fosse apurada.
Como Mendonça tenta evitar um pedido de vista?
Segundo Laryssa, essa é uma preocupação específica do ministro para a sessão. “Ele tem uma preocupação, que é não permitir que a sessão plenária de terça-feira seja interrompida por qualquer tipo de argumento”, afirmou.
Foi nesse contexto, segundo a editora, que Mendonça distribuiu HDs para todos os gabinetes dos ministros. O objetivo seria permitir que eles passassem os dias anteriores ao julgamento examinando o que as investigações do Banco Master haviam reunido até aquele momento.
Continua após a publicidade
A estratégia procura antecipar uma das justificativas que poderiam ser utilizadas para interromper a análise: a necessidade de mais tempo para conhecer o material. Ainda assim, Laryssa relatou novos movimentos dentro do tribunal que podem ampliar as questões submetidas ao plenário e tornar a sessão mais complexa.
Quais movimentos podem complicar o julgamento?
Laryssa atribuiu à ala que classificou como “mais política” do STF, formada por Gilmar Mendes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Moraes, iniciativas destinadas a criar novas discussões para a sessão e que poderiam eventualmente impedir a conclusão do julgamento.
A editora citou como exemplos as movimentações de Moraes e Zanin para obter acesso a um conjunto mais amplo de informações. Segundo ela, Moraes reivindicou a integralidade do material, enquanto Zanin pediu acesso ao acervo do celular mencionado nas investigações. “Então ficam tumultos que a gente ainda não sabe onde vai dar”, afirmou Laryssa.
Continua após a publicidade
A sociedade poderá acompanhar a sessão?
Outra indefinição apontada pela editora envolve a publicidade do julgamento. Segundo Laryssa, o Supremo informou que jornalistas previamente cadastrados teriam acesso à sessão, mas ainda não havia confirmado, no momento do programa, se os debates seriam disponibilizados para acompanhamento de toda a sociedade.
Mendonça, de acordo com a editora, defende que a sessão possa ser acompanhada publicamente. A expectativa em torno do encontro é elevada justamente porque ele deverá colocar no mesmo plenário ministros envolvidos em uma disputa que se intensificou com decisões, acusações e questionamentos recíprocos.
O governo tentou construir uma saída para a crise?
Laryssa revelou ainda um movimento de bastidor do governo em direção ao Supremo. Segundo ela, Sidônio Palmeira, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, procurou integrantes da Corte durante a crise para discutir a necessidade de uma resposta.
De acordo com o relato da editora, a mensagem transmitida foi a de que o governo poderia “estender a mão” ao Supremo, mas que Moraes também precisaria apresentar algum sinal ou explicação pública sobre as mensagens discutidas no programa.
Continua após a publicidade
Laryssa resumiu a conversa como uma espécie de “me ajuda a te ajudar”. Segundo ela, como Moraes não foi a público explicar o episódio, a articulação não produziu “grandes frutos nem grandes desdobramentos”.
Por que o Planalto teme o efeito eleitoral da crise?
A preocupação política aparece também, segundo Laryssa, na postura de Lula. A editora afirmou que o presidente havia sido aconselhado a evitar personalizar a crise em Moraes ou Mendonça, mas posteriormente declarou que Moraes deveria responder por seus atos caso fosse responsabilizado.
Para Laryssa, o movimento revela que a crise do Supremo já é observada também por suas possíveis consequências na disputa eleitoral. “Isso reflete muito o temor eleitoral que paira sobre essa crise no Supremo. Todo mundo está de olho nisso”, afirmou.
Continua após a publicidade
A sessão, portanto, chega cercada por duas disputas simultâneas. Enquanto Mendonça tenta reduzir as possibilidades de interrupção antecipando aos colegas o material das investigações, outros ministros ampliam suas demandas sobre os documentos que pretendem analisar. No entorno da Corte, segundo Laryssa, o governo acompanha a escalada preocupado com seus efeitos políticos.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Os Três Poderes (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
Publicidade