Composto encontrado no alho pode ajudar a preservar força e saúde muscular com o envelhecimento

Produção de alho
Alho: mais um benefício visualizado pela ciência (redes sociais/Reprodução)

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Alguns ingredientes culinários têm fama de remédio. Embora não sejam páreos para medicamentos – longe disso, aos olhos da ciência -, fato é que eles podem ajudar a preservar o equilíbrio entre nossas células e arrecadar um melhor estado de saúde. E o motivo reside na composição química desses alimentos, que não para de surpreender os pesquisadores. Que o diga o alho!

Estudos já demonstraram seu potencial antioxidante, anti-inflamatório e antimicrobiano, mas desta vez uma equipe de cientistas japoneses descobriu que ele guarda um composto particularmente vantajoso para os músculos com o envelhecimento.

O grupo sediado em Tóquio encontrou, no extrato de alho, uma substância chamada S-1-propenil-L-cisteína (S1PC), que atua na comunicação entre o cérebro e órgãos e tecidos periféricos, tendo um papel especial na manutenção da força e da saúde muscular.

O composto bioativo está presente sobretudo no extrato de alho envelhecido e foi alvo de um trabalho publicado na revista acadêmica Cell Metabolism. Os pesquisadores demonstraram como ele interage com o corpo, destacando seu potencial de prevenir a fragilidade muscular associada ao avanço da idade.

O time japonês tem se debruçado sobre moléculas com papel na prevenção dos danos causados pelo envelhecimento e constataram que a S1PC ativa uma via de regulação do metabolismo celular que age indiretamente sobre os músculos. Na realidade, dentro de um processo bastante complexo, a substância instiga o sistema nervoso, que, por sua vez, aumenta sua sinalização de estímulo para o tecido muscular.

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Além de desvendarem essa conexão entre cérebro e músculos, os cientistas testaram o composto em camundongos idosos e observaram aumento de força e redução da fragilidade da musculatura. Já existem indícios, de outros trabalhos, de que o componente do alho pode atuar nessa via fisiológica em humanos. Mas falta demonstrar se realmente isso se traduz em maior vigor muscular.

O próximo passo, portanto, envolve ensaios clínicos com idosos. É provável que o benefício advenha especialmente do extrato de alho envelhecido ou da molécula isolada, que, se tudo der certo, poderá se transformar em um nutracêutico.

Por ora, com base nesses resultados, não se pode cravar que o consumo de alho nas refeições reproduza as vantagens aos músculos. Mas, por se tratar de um ingrediente saboroso e um tanto quanto saudável, melhor não abrir mão dele.

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